domingo, 1 de março de 2015

[Resenha] Imortal: Histórias De Amor Eterno - Diversas Autoras

Autoras: Claudia Gray, Rachel Caine, Kristin Cast, Nancy Holder, Tanith Lee, Richelle Mead, Chyntia Leitich Smith e Rachel Vincent
Editora: Planeta
Páginas: 256
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: Imortal - Love Stories with Bite

Nota: Essa resenha foi escrita em junho de 2014.

Nessa tão esperada coletânea, P.C. Cast, autora da famosa série House of Night, reuniu alguns dos principais conhecedores do mundo das criaturas sobrenaturais e selecionou os textos mais fascinantes destes escritores. O amor impossível entre um rapaz simples e uma menina rica que se torna vampira em busca de liberdade; uma paixão do passado que reaparece em forma de fantasma para salvar seu vampiro e uma fada que tenta livrar de grandes encrencas sua melhor amiga são apenas algumas das histórias narradas por autores como Claudia Gray, Rachel Caine ou Kristin Cast.

Resenha:

Quando alguém é Imortal, o amor verdadeiro é para sempre.

Quem é acostumado a ler livros de contos, sabe que, dentre todos os apresentados, alguns irão se sair melhor do que outros. E em Imortal, isso acontece também. Como são contos reunidos, dedicarei um parágrafo a cada história, sem falar muito de cada, afinal, qualquer informação pode resultar em spoiler.

O primeiro, Amor Assombrado, não é o meu preferido, mas é regular. Porém, na minha opinião, a história foi mal desenvolvida e ter colocado-o como conto inicial pode afastar alguns leitores. O protagonista, Cody, não me desceu, gostei mais da Ginny, a protagonista feminina. A reviravolta final é até bem feita e o desfecho se mantém como a história: regular.

Névoa Amarela é o meu terceiro favorito do livro todo e ele conseguiria segurar os leitores que desistiram no conto inicial, caso tivesse sido o carro-chefe do livro. O conto foi escrito por Kristin Cast, que é responsável pela saga House of Night, junto com a mãe, P.C. Cast - que faz a introdução dessa coletânea. Kristin apresenta um novo tipo de vampiro, que pode alterar o espaço e o tempo, e fará de tudo para salvar sua amada. Mas ela não precisa ser salva, mas sim, descobrir sua origem.

Perseguição de um homem morto foi o mais chato. A única coisa boa do conto é o protagonista, você simpatiza com ele rápido, mas a história em si não é tão legal assim. Eu não recomendo, se fosse ler o livro novamente, pularia ele sem pensar duas vezes. Já Bons modos à mesa segue o mesmo caminho e é chatinho. Porém até temos o que aproveitar aqui, como a conversa entre o vampiro e a ''humana'', e o desfecho que é digno. Não foi um dos meus preferidos, mas dá para ler e passar o tempo. Como foram os dois que eu menos gostei, os juntei em um parágrafo.

Agora, Lua Azul veio e sambou na cara da sociedade. Como eu já não havia gostado de três contos, li esse apenas porque decidi terminar o livro. Mas eu gostei muito desse conto. Tanto que ele é meu segundo preferido. Também pudera, a autora dele é Richelle Mead, escritora da saga Academia de Vampiros, uma saga com uma legião de fãs e resenhas bastante positivas. Nathan e Lucy - os protagonistas - são carismáticos e me conquistaram de cara. O final foi muito bom e meu sonho era ver essa história transformada em um filme ou em um seriado de TV. Não vou dar spoilers sobre esse conto, apenas leiam e sejam conquistados por Nate e Lucy.

Transformação mostra uma mistura de apocalipse com vampiros em New York. A protagonista, Jilly, é a típica menina-depressão, então senti pena dela logo de cara, o que só aumentou com as revelações do conto. Porém, a história caiu no clichê e é fácil identificar o vilão antes mesmo do fim. Quem não me desceu foi aquele Eli, que cara mala. Sinceramente, podia ter morrido no apocalipse.

E, enfim, chegamos ao lacrador de todo o livro: Farra. Ele foi o melhor conto, na minha opinião, nunca mais esquecerei da Mallory, da Andi e o do Evan. Curiosamente, esse é o único conto que não fala sobre vampiros - mas sim, sobre uma sirena (espécie de súcubo) e uma fada. Idem a Lua Azul, não darei spoilers, apenas leiam.

O último conto, Livre, também se sobresai e consegue nos envolver com uma boa história. Fiquei com a cara na poeira, nunca esperava isso da Patricia. Ah, e o Julien poderia ter matado a Atheia, porque, que velha chata, só Jesus na causa. Pensei que o conto terminaria igual à Farra, mas até curti o fim, se pensarmos por esse lado, é isso o que a Patricia sempre foi: livre.

No geral, Imortal só conseguiu me prender com quatro contos - Farra, Lua Azul, Névoa Amarela e Livre -, mas eu recomendo a leitura, pois como eu disse, em livros de contos, nem todos nos conquistam. E percebam na introdução da P.C. Cast que os tradutores a trataram como um homem, no trecho . Vamos pesquisar primeiro e ver que ela é uma senhora, galerinha!

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