quinta-feira, 14 de setembro de 2017

[Resenha] Cidade das Almas Perdidas - Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 434
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: The Mortal Instruments - City of Lost Souls

Resenha:

Até onde você iria por amor?

Apesar de Cidade dos Anjos Caídos não ter mantido o mesmo nível de Cidade de Vidro, seu cliffhanger foi incrível, o que me deixou mais do que ansioso para Cidade das Almas Perdidas.

Sem dúvidas, esse quinto volume é maravilhoso para quem gostou de Sebastian, pois é aqui que ele se firma como o novo vilão da série, e temos inúmeras sequências memoráveis envolvendo-o. Cassandra o criou de uma forma tão incrível que gostamos do personagem, mesmo sabendo do que ele é capaz. É o melhor personagem do livro e os melhores momentos o envolvem. Clary também foi muito bem introduzida no novo problema envolvendo o irmão e Jace, sendo um de seus melhores momentos na série. Já Jace, por outro lado, ficou um pouco apagado, mas foi compreensível, em vista de sua situação.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

[Sorteio] A Culpa é das Estrelas e Quem é Você, Alasca?


No Instagram oficial do blog está rolando sorteio de dois livros do John Green: A Culpa é das Estrelas e Quem é Você, Alasca?, na edição especial de 10 anos!

Para concorrer, basta ir aqui e ler o post para saber como participar. Mas corre, porque o sorteio só vai até 26/09, ás 19h! Boa sorte!

sábado, 9 de setembro de 2017

[Resenha] Minha Metade Silenciosa - Andrew Smith

Autora: Andrew Smith
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: Stick

Stark McClellan tem 13 anos. Por ser muito alto e magro, tem o apelido de Palito, mas sofre bullying mesmo porque é “deformado”, já que nasceu apenas com uma orelha. Seu irmão mais velho, Bosten, o defende em qualquer situação, porém ambos não conseguem se proteger de seus pais abusivos, que os castigam violentamente quase todos os dias.

Ao enfrentar as dificuldades da adolescência estando em um lar hostil e sem afeto – com o agravante de se achar uma aberração –, o garoto tem na amizade e no apoio do irmão sua referência de amor, e é com ela que ambos sobrevivem.

Um dia, porém, um episódio faz azedar terrivelmente a relação entre Bosten e o pai. Para fugir de sua ira, o rapaz se vê obrigado a ir embora de casa, e desaparece no mundo. Palito precisa encontrá-lo, ou nunca se sentirá completo novamente. A busca se transforma em um ritual de passagem rumo ao amadurecimento, no qual ele conhece gente má, mas também pessoas boas. Com um texto emocionante, personagens tocantes e situações realistas, não há como não se identificar e se envolver com este poético livro.

Resenha:

"Acho que, às vezes, coisas que parecem muito importantes tomam outro aspecto quando a gente se vira e olha de novo alguns quilômetros adiante." (pág. 230)

Há muito tempo queria ler Minha Metade Silenciosa, devido aos comentários positivos que ouvia sobre a história. Infelizmente, a leitura não foi tão perfeita como imaginei que seria.

Sobre os personagens, Bosten foi meu favorito. Já havia desconfiado da reviravolta que o envolve, então não foi surpresa quando isso se confirmou. Stark, apesar disso, também é bem desenvolvido e importante; seus sentimentos e ações são críveis de um adolescente de 13 anos - como o fato de se excitar com determinadas coisas, o que é extremamente normal nessa idade. É impossível não torcer por esses irmãos diante de tudo que eles sofrem em casa e na escola. A relação dos dois foi muito bem construída por Andrew e o amor que um nutre pelo outro é sentido. Dahlia, a tia dos meninos, também nos conquista e seus sentimentos pelos sobrinhos também é palpável.

sábado, 2 de setembro de 2017

[Resenha] Príncipe Mecânico - Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 406
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Clockwork Prince

Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que saiu de Nova York para Londres - ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, ser traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada - foi fruto de sua imaginação.

Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem sequer exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.

Resenha:

"- Ainda não partiu o coração dele, partiu?
- Não - disse Tessa. Só quebrei o meu em dois." (pág. 379)

Estava louco para ler Príncipe Mecânico e descobrir mais sobre o passado de Tessa - e ver mais momentos entre ela e Will -, após o ótimo final de Anjo Mecânico. E felizmente, o livro não me decepcionou!

O foco principal desse segundo volume é o fortalecimento das relações, o que foi um ponto extremamente positivo pois Anjo Mecânico conseguiu nos nos fazer gostar dos personagens, logo queremos saber mais sobre eles. E esse sentimento cresce muito mais aqui, principalmente por Will. É impossível não se comover com seu triste passado, tão forte quanto o de Jem. Não havia dúvidas de que a relação entre os dois era forte e verdadeira, mas Cassandra consegue reforçá-la ainda mais com o passar dos capítulos.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

[Resenha] Proibido - Tabitha Suzuma

Autora: Tabitha Suzuma
Editora: Valentina
Páginas: 304
Classificação: 5/5 estrelas
Título Original: Forbidden

Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.

Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.

Eles são irmão e irmã.

Resenha:

Como uma coisa tão errada pode parecer tão certa?

Mesmo antes de começar a ler Proibido, já sabia que seria uma leitura pesada por conta da premissa e dos comentários que li. Mas ainda assim não chegou nem perto de toda a montanha russa de sentimentos que vivi durante a história.

É impossível não torcer por Maya e Lochan - principalmente por ele - desde o primeiro capítulo de ambos, a conexão é instantânea. Crescemos numa sociedade onde incesto é considerado pecado, mas Tabitha consegue nos fazer questionar se tal relação é mesmo um crime, principalmente por Maya e Lochie não se enxergarem como irmãos - e até nós não conseguimos vê-los de tal forma. Em determinado momento, Maya compara a diferença entre seus sentimentos por Lochie e Kit (outro irmão) e é incrível como é exatamente o que pensamos sobre ter esse tipo de relação com um irmão.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

[Resenha] Dois Garotos Se Beijando - David Levithan

Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 224
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Two Boys Kissing

Do lado de fora da escola, ao ar livre, rodeados por câmeras e por uma multidão que, em parte apoia e em parte repudia o que estão fazendo, Craig e Harry estão tentando quebrar o recorde mundial do beijo mais longo. Craig e Harry não são mais um casal, mas já foram um dia. Peter e Neil são um casal. Seus beijos são diferentes. 

Avery acaba de conhecer Ryan e precisa decidir sobre como contar para ele que é transexual, mas está com medo de não ser aceito depois disso. Cooper está sozinho. Passa suas noites em claro, no computador, criando vidas falsas online e seduzindo homens que jamais conhecerá na vida real. Mas quando seus pais descobrem seu passatempo proibido, o mundo dele desaba. 

Cada um desses meninos tem uma situação diferente. Alguns contam com o apoio incondicional da família, outros não. Alguns sofrem com o bullying na escola, outros, com o coração partido. Mas bem no centro de todas essas histórias paralelas está o amor. E, através dele, a coragem para lutar por um mundo onde esse sentimento nunca seja sinônimo de tabu.

Resenha:

"Todas as vezes que dois garotos se beijam, o mundo se abre um pouco mais." - Pág. 73

Gostei bastante de Todo Dia e Naomi & Ely e a Lista do Não-Beijo, o que me motivou a ler outros livros do David Levithan. E Dois Garotos se Beijando sempre foi um que me chamou atenção pois achei engraçada a ideia de duas pessoas tentando quebrar um recorde de beijo com mais de 32 horas de duração.

O livro acompanha quatro histórias distintas e de todas, é realmente a do beijo que desperta mais interesse, pois Harry e Craig são os melhores personagens. A de Avery e Ryan também é envolvente, assim como a de Cooper - por mais que em alguns momentos tenha ficado com vontade de estapeá-lo. Apenas a de Peter e Neil não parece tão interessante inicialmente, mas é a que reserva uma das passagens mais dolorosas e reais do livro. Então, apesar da narração ser um pouco confusa no início, o que causa uma leitura arrastada mas que depois faz todo o sentido, você se envolve gradativamente com os garotos e torce para que todos consigam ser felizes no fim de tudo.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

[Resenha] A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard

Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 422
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Red Queen

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

Resenha:

Uma sociedade dividida pelo sangue. Um jogo definido pelo poder.

Desde que vi a capa de A Rainha Vermelha, a história me chamou atenção. Acabei adiando a compra por várias vezes, mas ao me dar conta de que a série em breve terá seu último livro publicado, decidi correr e ler para ver se gostaria dela, afinal os comentários sobre esse primeiro volume eram bem relativos; uns adoraram, outros nem tanto. Felizmente, fiquei no primeiro grupo.

Sempre ouve uma comparação entre a série e A Seleção, mas não vi grande semelhanças além do castelo e o triângulo, já que todo o resto é bem diferente, desde os personagens à mitologia. Victoria conseguiu criar um mundo novo que, mesmo causando um pouco de confusão inicial, foi muito bem desenvolvido. Vários poderes são delineados para as diferentes Casas e todos são bem interessantes, mesmo que alguns se destaquem mais. E diferente de A Seleção, que foca no triângulo Maxon/America/Aspen, A Rainha Vermelha desenvolve mais a "ascensão" de Mare do que o triângulo entre ela, Maven e Cal, propriamente dito - digo até que ele fica em segundo plano. Além disso, a todo momento a história sofre uma reviravolta, quase nos deixando sem fôlego. Mare se mete em mais enrascadas só nesse livro do que muito personagem em uma série inteira, sem sombra de dúvidas.

sábado, 19 de agosto de 2017

[Resenha] Cidade dos Anjos Caídos - Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 364
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: The Mortal Instruments - City of Fallen Angels

A guerra acabou e Caçadores de Sombras e integrantes do submundo parecem estar em paz. Clary está de volta a Nova York, treinando para usar seus poderes. 

Tudo parece bem, mas alguém está assassinando Caçadores e reacendendo as tensões entre os dois grupos, o que pode gerar uma segunda guerra sangrenta. Quando Jace começa a se afastar sem nenhuma explicação, Clary começa a desvendar um mistério que se tornará seu pior pesadelo.

Resenha:

"Juro por nós dois. (...) Porque não existe nada em que eu acredite mais." - Jace.

Cidade de Vidro foi um livro perfeito, por isso estava bastante ansioso para ler os próximos da série, mas acabei demorando um pouco porque queria ler os livros da Cassandra pela ordem de publicação, ou seja, revezando os três últimos com As Peças Infernais.

A maioria dos personagens está bem diferente, principalmente Clary, que está mais "solta" e segura de si, na medida do possível. Simon também ganha mais destaque nesse livro, o que nos faz conhecer um novo personagem interessante e que possui uma ligação com outra certa personagem. Mas o plot envolvendo Jace é, de longe, o que mais chama atenção e que motiva a passarmos as páginas para chegar logo na resolução do problema. Foi o livro que o personagem mais esteve indefeso até agora na série, sem dúvidas. Já Izzy nos presenteia com vários momentos badass, mostrando a mulher forte que é, mesmo após a morte de Max. Por fim, Alec e Magnus, apesar de não receberem tanto destaque, também conseguem uma boa história para ser trabalhada.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x20: Beside Still Water (Season Finale)


"Quando se traz alguém de volta, sempre há uma consequência."

Review:
(Spoilers Abaixo)

A Season Finale de Shadowhunters finalmente chegou e, felizmente, tivemos um ótimo episódio para encerrar a segunda temporada. E como um fim de temporada digno de uma guerra, cabeças rolaram em Beside Still Water.

Começando pelo mais importante, todo o plot de Valentine em busca do controle do submundo, agora que possuía todos os instrumentos mortais. Toda a sequência foi bem dirigida e todos estiveram ótimos em cena, principalmente Katherine McNamara. Não era segredo para ninguém que ela era uma das mais limitadas do elenco, mas entregou uma ótima atuação na cena, que possuiu vários elementos da original presente em Cidade de Vidro.

A mudança de Clary como assassinada de Valentine foi muito bem vinda, pois bem mais impactante do que o assassino original dos livros, afinal, apesar de não terem o real sentimento, eles ainda continuam pai e filha. Ele, inclusive, esteve bem parecido com o personagem nos livros, que sempre fazia questão de dizer que amava os filhos, apesar da forma torta de demonstrar e causou realmente essa impressão. Apesar disso, houveram pontos negativos, como o esquecimento de Jocelyn por parte de Clary quando Raziel a concedeu um pedido. Por mais que fosse escolher Jace, óbvio, uma indecisão momentânea poderia ter lhe ocorrido. Mas ainda assim não deixou de ser uma linda cena Clace, depois de tantos desencontros e cu doce dela durante a temporada.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

[Resenha] Anjo Mecânico - Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 392
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Clockwork Angel

Tessa Gray tem um anjinho mecânico pendurado no pescoço, um presente de família do qual nunca se separa. O tique-taque do pingente faz com que ela se sinta segura junto à lembrança dos pais, que já morreram. 

Mal sabe Tessa que esse barulhinho muito em breve vai se tornar o odioso som de um exército comandado por forças do Submundo. Com os Caçadores de Sombras e seu recém-descoberto poder sobrenatural, ela enfrentará uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das trevas na Londres vitoriana.

Resenha:

"Tique-taque, começou a bater o coração mecânico em seus dedos..."

Sempre escutei comentários extremamente positivos sobre a trilogia As Peças Infernais, por isso a curiosidade para lê-la sempre foi grande, mas demorei porque queria intercalar a trilogia com os três últimos de Os Instrumentos Mortais.

Os personagens, assim como os de TMI, são cativantes e é fácil nos identificarmos e torcermos por eles. Tessa é uma ótima protagonista e consegue mostrar sua força, mesmo estando em um mundo novo e desconhecido. Will é parecido com Jace, mas diferente desse, gostei dele logo de cara e se tornou o meu favorito. Mas isso não tira os méritos de Jem, que também é bem desenvolvido, principalmente por toda a história triste que o cerca. Cassandra conduz o triângulo tão bem, que é impossível você "odiar" um dos dois por gostar de outro, como é comum em outras histórias. Os demais personagens também reservam boas surpresas com o passar da história.