sábado, 22 de agosto de 2015

[Resenha] Diários do Vampiro - O Retorno: Anoitecer - L.J. Smith

Autora: L. J. Smith
Editora: Galera Record
Páginas: 444
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: The Vampire Diaries: The Return: Nightfall

Essa nova saga começa com Elena voltando dos mortos. Ela volta do além com poderes humanos, o que faz seu sangue pulsar com uma força esmagadora e única, sendo irresistível para todos os vampiros.

Stefan está convencido em manter Elena segura e pretende deixar Fell’s Church. Damon, porém, é impulsionado por um desejo insaciável de poder, e quer que a Elena como sua princesa. Quando Stefan é afastado de Fell’s Church, Damon tenta convencer Elena que ele é o irmão que ela deveria ter escolhido, mas a escuridão está infiltrando a cidade e, agora Damon que sempre foi o caçador, está sendo a caça. Ele é a presa de uma criatura maléfica que pode possuí-lo à vontade que deseja não somente o sangue de Elena, como também sua morte.

Resenha:

Elena, Stefan, Damon e cia. estão de volta!

Ao finalizar Reunião Sombria, fiquei louco para começar a nova trilogia de Diários do Vampiro devido ao final do último livro. Porém, antes de começar o livro vi várias pessoas falando que esse é o pior da saga, que é muito confuso, etc; o que me deixou meio receoso - afinal por mais que o último livro tenha seus méritos, eles também possui os defeitos citados pelos leitores em resenhas por aí. E, infelizmente, todos esses defeitos realmente estiveram presentes na leitura.

Primeiro que não temos uma explicação do porquê Elena voltou dos mortos. Não sei se essa explicação final virá nos próximos livros - o que eu acredito que não por conta de que L.J. Smith foi demitida e a série é escrita agora por ghostwriters -, mas a que temos aqui não é convincente. E é esse plot que comanda os primeiros capítulos do livro, onde temos uma Elena totalmente diferente da anterior. Confesso que apesar de ficar ansioso para ter uma explicação desse estado "vegetal" da personagem, esse começo foi um pouco arrastado.

Mas Lisa merece elogios por ter feito uma narrativa em terceira pessoa e compartilhada nesse livro, ou seja, podemos acompanhar Elena, Stefan, Damon, entre outros personagens, todos ao mesmo tempo. E adoro narrativas assim porque elas nos dão mais detalhes da trama do que narrações apenas do protagonista da história. Além disso, no momento que Elena volta ao normal a verdadeira história do livro começa e ele fica ágil e macabro. Lembro que em uma entrevista da autora, ela revelou que nos primeiros livros não pode colocar um suspense tão alto e o romance devia ser o foco. E como a série voltou ao auge depois do lançamento de Crepúsculo, a editora deve ter dado liberdade para ela escrever o que quisesse - e eles lucrassem mais com isso, convenhamos.

[Resenha] Lonely Hearts Club - Elizabeth Eulberg

Autora: Elizabeth Eulberg
Editora: Intrínseca
Páginas: 302
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: The Lonely Hearts Club

Penny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto os únicos quatro caras que nunca decepcionaram uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do Lonely Hearts Club — o lugar certo para a mulher que não precisa de namorados idiotas. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí para elas. Agora, todas querem fazer parte do clube, e Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será realmente que nenhum carinha vale a pena?

Resenha:

Porque ninguém precisa de um namorado para ser feliz.

Eu adiei muito a leitura desse livro porque a sinopse e a capa gritavam que ele era um caso grave de feminismo e bem clichê. E como eu o ganhei, não sofria da pressão "tenho que ler porque comprei". Mas com o fim de A Mediadora, precisava ler algo sem maiores pretensões antes de embarcar na nova trilogia de Diários do Vampiro, e como ele era o único livro não lido que se encaixava nisso, resolvi arriscar.

A história de Lonely Hearts Club é de fato bem clichê. Existem milhões de livros e filmes com a mesma temática e é possível saber o que vai acontecer na cena seguinte porque já vimos isso em outra obra. Mas é uma repetição que consegue prender o leitor. E isso é, sem dúvidas, uma qualidade para o livro porque ele é claramente voltado para o público feminino por volta dos 12/15 anos, ou seja, não se encaixa nada comigo - menino e com dezoito anos.

Provavelmente meninas que já passaram por essa fase se identificaram com Penny no primeiro instante, mas eu a achei bem infantilizada. Até entendo o que ela sofreu porque quem não sofreu uma desilusão amorosa que atire a primeira pedra, mas algo nela não me descia. E esse sentimento só mudou com o passar dos capítulos e aos poucos fui gostando dela - e achando até semelhanças em comum. Mesmo assim ela me irritou em alguns momentos perto do fim, mas relevei porque, né...

Como eu já disse, a história é clichê, então o que prende o leitor são os personagens. E Elizabeth conseguiu fugir dos esterótipos usando o famoso "nem todo mundo é como julgamos ser". Mas a principal personagem que usa esse conceito é Diane. Após Penny, ela é a personagem mais desenvolvida e até metade do livro eu ainda desconfiava se suas intenções eram realmente boas ou não. Além das duas, também gostei muito de Ryan. Aliás foi com ele que tive uma identificação imediata, apesar da história ser contada ao ponto de vista de Penny. Já os demais personagens não recebem tanto destaque, mas também não fazem feio quando aparecem.

O final, claro, segue o fator clichê e encerra tudo de forma previsível. Mas era impossível um livro infanto-juvenil não terminar assim. Enfim, se você quiser um livro só para passar o tempo e sem maiores pretensões. E lembre-se: se você é menino e/ou já passou dessa idade, abra a mente e tente relevar afinal o livro não tenta enganar o leitor, ele realmente mostra que é um chick-it, então você não vai estar sendo enganado!

PS: A história também tem várias menções aos Beatles, desde a capa e o nome da protagonista, Penny Lane (nome de uma música deles). Eu não conheço tantas músicas assim deles e nunca me importei em ouvir mais pelas que eu já ouvi (falta de cultura minha, eu sei), então esse ponto não favoreceu e nem diminuiu a história. Mas se você é fã da banda, isso é mais um ponto a considerar a favor da leitura.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Revelada capa de "Círculo Secreto - A Ruptura"

A Galera Record acaba de revelar a capa do quarto livro da série "Círculo Secreto". Intitulado de "A Ruptura", o livro está previsto para a segunda quinzena de Setembro de 2015.


A partir deste volume, a série passa a ser escrita pela ghostwriter Aubrey Clark, devido a demissão de L.J. Smith da série e de Diários do Vampiro. Esse livro também inicia uma nova trilogia. Confira a sinopse dvulgada pela editora:

Após a morte de Black John, Cassie e o restante do Círculo finalmente podem relaxar. Tudo parece ir bem: as Chaves estão em seu poder, Adam e Cassie são oficialmente namorados e o clima da cidade em geral é de recomeço. Mas, enquanto todos comemoram o festival do equinócio de primavera, algo terrível acontece: sem nenhum motivo aparente, tia-avó Constance cai morta. E não parece ser uma morte normal. Agora, resta ao Círculo descobrir o que está colocando em risco a todos.

Você pode conferir a resenha do primeiro livro aqui.