segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

[Resenha] Cidade do Fogo Celestial - Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 532
Classificação: 5/5 estrelas
Título Original: The Mortal Instruments - City of Heavenly Fire

Sebastian Morgenstern espalha o terror pelo universo dos Nephilim e, ainda, pelo Submundo. Nada parece segurar sua sede de poder. Encantado pela lenda em torno de seu nome, em busca de se tornar a nova Estrela da Manhã, ele segue Transformando Caçadores de Sombras em seres malignos. Com a ajuda do Cálice Infernal, aumenta seu exército de Crepusculares, rompendo laços familiares e os sagrados parabatais.

Acuada, a elite armada dos Nephilim se exila em Idris. Mas nem mesmo as barreiras mágicas — ou o impressionante poder das Torres Demoníacas — parecem capazes de conter Sebastian. E com os Caçadores de Sombras encurralados, quem defenderá o mundo dos demônios?

Quando uma das mais surpreendentes traições vem à luz, Clary, Jace, Izzy, Simon e Alec precisam fugir — mesmo que sua jornada os leve aos mais assustadores reinos inferiores, onde nenhum Caçador de Sombras pisou antes e de onde nenhum ser humano jamais retornou. Amores serão sacrificados e vidas, perdidas, na mais terrível batalha entre o Bem e o Mal já testemunhada desde a criação de Os Instrumentos Mortais...

Resenha:

Preto para caçar de noite e dar sorte, pois o branco é o cor do pranto e da morte.

Eu amei Cidade das Almas Perdidas - se tornou um dos meus favoritos da série -, então estava mais que ansioso para ver como tudo se resolveria em Cidade do Fogo Celestial. Mas como era um livro grande e o ENEM estava próximo, resolvi deixar para lê-lo após a prova.

Sobre os personagens, nem é preciso dizer que todos continuam maravilhosos e bem construídos. Por conta da batalha final, o destaque maior vai para Clary e Sebastian. Gostei muito do embate final dos dois, mais do que o do livro anterior. Toda a sequência foi incrível, principalmente o final. Jace, por outro lado, continuou apagado como no livro anterior e seu drama pessoal nesse foi bem clichê e repetitivo; algo que ele já deveria ter aceitado desde Cidade dos Anjos Caídos.

domingo, 26 de novembro de 2017

[Resenha] Elevador 16 - Rodrigo de Oliveira

Autor: Rodrigo de Oliveira
Editora: Faro Editorial
Páginas: 60
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Elevador 16

Estamos em 2017. Cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, eles asseguram que passaria a uma distancia segura. E todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer...

Mas não podiam estar mais enganados. No dia em que o planeta estaria mais visível, enquanto todo mundo se preparava para observar o fenômeno a olho nu, um grupo seguia para um compromisso chato: trabalhar num sábado na empresa de processamento de dados, pois estavam com muitos projetos atrasados.

Na hora do almoço, 16 pessoas entram no elevador... mas ele pára entre dois andares. As comunicações não funcionam, nem alarmes, nem celulares, ninguém aparece para ajudar. E eles não sabem que, em todo o mundo, algo muito estranho aconteceu. Em poucos segundos, 10 pessoas caem num surto coletivo, como que desmaiadas. Entre o desespero, tentativas de busca por ajuda, um deles começa a abrir os olhos, mas eram olhos vazios, olhos do mal...

Resenha:

Um evento cósmico que mudaria a Terra para sempre.

Lembro que fiquei interessado em Elevador 16 logo que vi sua capa, mas sempre adiava a compra, até que o vi por apenas quatro reais na Saraiva, então o inclui no meu carrinho. E assim que o mesmo chegou, decidi passá-lo na frente dos outros e por ser curtinho, o li em poucas horas.

Em contos geralmente os personagens são mais superficiais por conta do total reduzido de páginas, mas é possível torcer por Mariana, pois ela é bem desenvolvida, corajosa e forte, lembrando bastante uma final girl. Também torcemos pelos demais personagens - mesmo sabendo que alguns cairão hora ou outra -, pois assim como Mari, todos são "inocentes".

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

[Resenha] Will & Will - John Green & David Levithan

Autores: John Green & David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 352
Classificação: 3/5 estrelas
Título Original: Will Grayson, Will Grayson

Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. 

Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.

Resenha:

Um nome, um destino.

Will & Will - até o lançamento de Tartarugas Até lá Embaixo - era o único livro que não havia lido do John Green, e sempre tive curiosidade para ver como seria a junção dele e de David Levithan em uma história. Infelizmente, não foi uma leitura totalmente positiva como eu imaginava.

Começando pelos personagens, gostei apenas do Will escrito por John. Inicialmente achei Tiny e o segundo Will bastante superficiais, mas isso mudou com o passar da leitura, principalmente em relação à Tiny. Lembro que quando vi o livro pela primeira vez, achava que os dois Wills ficariam juntos em algum momento, mas descobri que isso não aconteceria antes de ler, então o título não foi uma enganação completa; porém o real relacionamento do Will de Levithan não funciona, pois os dois não têm química. O romance do Will de Green, por outro lado, consegue convencer e ser interessante. E o modo como os dois Wills se conhecem é incrível, sendo de longe o melhor momento da leitura.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

[Resenha] Uma História de Verão - Pam Gonçalves

Autora: Pam Gonçalves
Editora: Galera Record
Páginas: 304
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Uma História de Verão

É o último verão de Analu perto de casa antes da faculdade. Entre a dificuldade de se entender com seus pais, que queriam que ela cursasse Direito e não Cinema, e as persistentes comparações com seu irmão gêmeo, André Luiz, o grande exemplo de filho que faz tudo para agradar, a garota está cansada de tanta hipocrisia e da cobrança de todos e só quer aproveitar suas férias com os amigos.

O lugar é lindo, o clima está ideal e não faltam lembranças em cada cantinho da praia. Pena que nem todas são boas: a primeira decepção amorosa e grande paixão de Ana Luísa, Murilo, está de volta com o sorriso cafajeste de sempre e novas promessas. De um lado, o futuro em uma nova e incrível cidade, São Paulo; do outro, os amigos, a família e um amor traiçoeiro que ao mesmo tempo machuca e envolve.

Resenha:

O último verão.

Assim que Uma História de Verão foi anunciado, fiquei extremamente ansioso para ler, pois já tinha adorado O Amor nos Tempos de #Likes e Boa Noite, livros anteriores da Pam e gosto e a acompanho há bastante tempo. Então, assim que tive chance de começar a leitura, não pensei duas vezes.

Começando pelos personagens, adorei todos! A identificação com todos é extremamente rápida, principalmente se você passa o mesmo que eles - a pressão de vestibulares -, e todos são bem construídos. Gostei bem mais da Analu do que da Alina (de Boa Noite), a achei bem mais decidida, corajosa e focada. Yuri e Gisele, os melhores amigos de Analu, também têm ótimos momentos na história e a amizade dos três é bem desenvolvida, principalmente para Yuri, pois, assim como para Analu, esse verão lhe resultará descobertas.

Entre os pretendentes de Analu, temos Murilo e Nicolas, do qual gostei mais do primeiro, apesar de tudo; mas não tira os méritos de Nicolas e sua importância para Analu. Porém, o mais interessante é que, assim como em Boa Noite, Pam não deixou o romance dominar a história. Uma História de Verão realmente carrega uma carga maior nesse quesito se comparado com o primeiro, mas o foco é o amadurecimento de Analu e a forma como ela enfrenta seus problemas, afinal sua família está longe de ser a melhor. E que família! Principalmente o pai, um dos personagens mais escrotos que já tive o desprazer de conhecer. Ah, e prestem atenção pois um personagem de Boa Noite aparece aqui e fui muito bom ver como ela está atualmente.

A escrita da Pam está cada vez melhor, o que nos faz passar as páginas sem perceber. Tudo está mais detalhado mas sem ficar maçante, e unido à isso, a história possui um clima leve e até alegre - apesar da carga dramática dos problemas que Analu enfrenta -, sendo condizente com a proposta do livro e o tema "férias". E sobre o final, confesso que já esperava tal desfecho, mas não foi uma surpresa negativa, muito pelo contrário: foi necessário. Para Analu, Murilo, Nicolas e todos os outros personagens.

Na tarde de autógrafos aqui em Fortaleza, Pam disse que há possibilidades de uma continuação e ficarei feliz em rever os personagens futuramente, mas caso isso não ocorra, a história cumpriu sua proposta. Foi ótimo conhecer e acompanhar o crescimento de Analu, e não vejo a hora de ler novas histórias da Pam.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

[Resenha] Despertar - Kelley Armstrong

Autora: Kelley Armstrong
Editora: Novo Século
Páginas: 288
Classificação: 1.5/5 estrelas
Título Original: The Awakening (Darkest Powers #2)

Geneticamente modificada por um sinistro time de cientistas conhecido como Grupo Edison, Chloe poderia até ser considerada uma aberração - ela é uma poderosa necromante, capaz de ver fantasmas e até de invocar os mortos, o que geralmente traz perigosas consequências.

Agora, seus poderes cada vez mais fortes surgem como uma ameaça aos membros do Grupo Edison, que então resolvem dar um fim a seus experimentos - permanentemente.

Chloe é lançada em uma corrida por sua própria vida, acompanhada por outros três adolescentes superdotados; um charmoso feiticeiro, um problemático lobisomem e uma bruxa jovem e temperamental. Juntos, eles têm a chance de conseguir sua liberdade.

Nota: A resenha pode conter spoilers do primeiro livro da trilogia, Invocação.

Resenha:

Invocação não foi uma leitura tão positiva, apesar de alguns pontos terem sido interessantes, por isso não estava tão animado para a continuação. Mas como encontrei Despertar na Bienal da minha cidade por dez reais, decidi trazê-lo e dar mais uma chance para a trilogia. Infelizmente, não foi uma boa decisão.

Apesar das primeiras páginas serem interessantes, com uma maior explicação do que é o Grupo Edison e como os adolescentes foram modificados, a história logo se perde quando a ambientação passa para outro lugar. Despertar é o típico livro enrolação da trilogia, pois nada realmente importante ocorre fora as páginas iniciais. Até mesmo o tom mínimo de suspense que existia no primeiro livro se esvai aqui.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

[Resenha] Fogo Contra Fogo - Jenny Han e Siobhan Vivian

Autoras: Jenny Han e Siobhan Vivian
Editora: Novo Conceito
Páginas: 352
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Ashes to Ashes

A festa de Ano-novo terminou com uma tragédia irreparável, e Mary, Kat e Lillia podem não estar preparadas para o que está por vir. Após a morte de Rennie, Kat e Lillia tentam entender os acontecimentos fatais daquela noite. Ambas se culpam pela tragédia. Se Lillia não tivesse se apaixonado por Reevie. Se Kat não tivesse deixado Rennie ter partido sozinha. Se a vingança não tivesse ido longe demais, talvez as coisas seriam como antes. 

Agora, elas nunca mais serão as mesmas. Apenas Mary sabe a verdade sobre aquela noite. Sobre o que ela realmente é. Também descobriu a verdade sobre Lillia e Reeve terem se apaixonado, sobre Reeve ser feliz quando tudo o que ele merece é o sofrimento, assim como ela ainda sofre. Para Mary, as tentativas infantis de vingança ficaram no passado, ela está fora de controle e pretende sujar suas mãos de sangue, afinal, não tem mais nada a perder.

Nota: A resenha pode conter spoilers dos livros anteriores, Olho Por Olho e Dente Por Dente. Leia por sua conta e risco!

Resenha:

Os segredos as uniram, mas a verdade pode separá-las para sempre.

O final de Dente Por Dente foi incrível, por isso eu estava louco pelo terceiro livro da trilogia, que demorou bastante para sair - pensei até que a Novo Conceito havia desistido, e talvez isso deva ter acontecido mesmo, mas voltou atrás depois de inúmeros pedidos dos leitores. Infelizmente, apesar de não ser ruim, o livro não supriu totalmente a minha ansiedade e espera pelo desfecho da história.

Kat e Mary pareceram quase secundárias em comparação à Lillia, que teve inúmeros capítulos aqui e muito mais destaque - o que já havia acontecido em Dente Por Dente. O fato de Mary estar mais apagada nesse volume é até compreensível, por conta de seu plot, mas Kat merecia mais espaço na história, principalmente porque quase 98% dos momentos de Lillia são em torno de seu romance com Reeve, casal que não me desce. Mesmo assim, Kat teve alguns bons momentos com Alex, o que me deixou bem feliz, pois adoro os dois. Já mudança de Mary, apesar de me parecer mais uma tentativa de nos fazer simpatizar com Reeve, até faz sentido e rende bons momentos na história.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

[Resenha] As Nove Vidas de Chloe King: Banidos - Liz Braswell

Autora: Liz Braswell
Editora: Galera Record
Páginas: 224
Classificação: 3/5 estrelas
Título Original: The Nine Lives of Chloe King - The Fallen

Chloe King parece uma adolescente normal. Vai à escola, discute com mãe e se apaixona. Mas perto de seu aniversário de 16 anos, ela desconfia que pode não ser assim tão comum.

A visão noturna, os reflexos super-rápidos e as garras são algumas das pistas... Ao descobrir o que é — e de onde vem — ela logo percebe que não está sozinha. Alguém quer pegá-la. A qualquer custo. Ela tem nove vidas. Mas serão o bastante?

Resenha:

Perder uma vida pode realmente mudar uma garota.

Eu adorava The Nine Lives of Chloe King, então fiquei revoltado quando a ABC Family (agora Freeform) cancelou a série, principalmente depois daquela incrível Season Finale. A emissora até pensou em produzir um filme para concluir a história, mas acabou desistindo e divulgando o roteiro na internet, respondendo todas as perguntas deixadas na série. Não foi uma conclusão decente, óbvio, mas pelo menos aconteceu, diferente de muitas que são canceladas e nenhuma explicação é dada. Por isso, decidi ler os livros que inspiraram a série, pelo menos para matar a saudade dos personagens.

E começando por ele, são definitivamente o ponto alto do livro. É visível que a série foi bem fiel e todas as características deles foram mantidas na adaptação. Chloe é bem humana, com toda a impulsividade comum nos adolescentes; enquanto Alyec - sim, nos livros é Alyec, e não Alek - possui o mesmo ar bad boy, mas que não é irritante, e se preocupa com Chloe. Os dois são meus personagens favoritos na série, então foi ótimo ver que eles possuem a mesma personalidade nas duas mídias. Brian, a outra ponta do triângulo, também continua igual, possuindo apenas um drama diferente, que talvez viesse a acontecer na série, caso ela não tivesse sido cancelada. Os mais diferentes são Paul e Amy, amigos de Chloe, que na série possuem um tom mais cômico e aqui são mais centrados, mas nada prejudicial.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

[Resenha] A Lista Negra - Jennifer Brown

Autora: Jennifer Brown
Editora: Gutenberg
Páginas: 272
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Hate List

O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista com o nome dos estudantes que praticavam bullying contra os dois. A lista que ele usou para escolher seus alvos.

Agora, ainda se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio. Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, com os ex-amigos e a garota a quem salvou, Val deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas.

Resenha:

E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama?

Sempre ouvi comentários positivos sobre A Lista Negra, por isso minhas expectativas estavam altas e não via a hora de lê-lo.

Sobre o plot, Jennifer nos dá uma nova perspectiva em torno do tema, pois quase nenhuma história que aborde massacres mostra o retorno do "culpado" para o convívio social. E a autora não nos poupa, é uma história real e dolorosa - talvez na vida real seja até bem pior do que aqui -, e que nos conquista a cada capítulo. Os acontecimentos mostram cada vez mais o quão o bullying é algo que não deve ser praticado de forma alguma, e que as pessoas - principalmente adolescentes - deviam se conscientizar sobre isso.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

[Lista] Séries Abandonadas


Infelizmente, ás vezes, uma série nos decepciona em seu primeiro livro e ficarmos receosos de continuá-las e a decepção ser maior. Hoje, trouxe uma lista com 5 que isso aconteceu. Para saber mais detalhes sobre cada uma especificamente, basta acessar a resenha individual. Vamos lá!:

01. Estilhaça-me - Tahereh Mafi: 

O plot é até interessante, mas na época que li, não gostei dos personagens (exceto Warner) e mesmo sendo um livro curto, quase não terminava.

Nota: 2.5/5 estrelas.

02. Exclusivo - Kate Brian: 

Achava que essa série seria parecida com PLL, mas infelizmente a achei bem rasa e superficial. Os personagens não me conquistaram (principalmente a protagonista chatinha e algumas ações simplesmente não condizem com a realidade de uma escola tão rígida.

Nota: 2.5/5 estrelas.

03. Half Bad:

O mesmo problema de Exclusivo: personagens rasos e situações forçadas. O que motivou a ir até o fim desse primeiro volume foi o passado de Marcus, mas como nem isso é explorado nesse livro inicial, resolvi que não continuaria. E como a Intrínseca desistiu da série, ela acabou sem o último livro lançado aqui, então...

Nota: 2/5 estrelas.

04. Quando Cai o Raio:

Fiquei surpreso por não gostar tanto da série Desaparecidos pois adoro A Mediadora e as personagens principais são bem parecidas. E esse talvez seja o ponto alto da história. Jess é uma ótima personagem e o plot inicial também, mas a história me passa o um ar "bobinho", e como os livros da Meg são bem caros aqui, prefiro investir em outros - na própria A Mediadora, que está na mesma faixa de preço, por exemplo.

Nota: 3/5 estrelas.

05. The Game:

Por fim, a mais decepcionante! Adoro thrillers que mostram a tecnologia como a grande vilã, mas os personagens principais não conseguem segurar a narrativa. Apesar de Rebecca não ser tão ruim, HP consegue ser insuportável.

Nota: 2/5 estrelas.

domingo, 24 de setembro de 2017

[Resenha] Princesa Mecânica - Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 434
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Clockwork Princess

Neste volume, o mistério sobre Tessa Gray e o Magistrado continua. Mas enquanto luta para descobrir mais sobre o próprio passado, a moça se envolve cada vez mais num triângulo amoroso que pode trazer consequências nefastas para ela, seu noivo, seu verdadeiro amor e os habitantes do Submundo.

Nota: A resenha pode conter spoilers de Anjo Mecânico e Príncipe Mecânico, os volumes anteriores. Leia por sua conta e risco!

Resenha:

As Peças Infernais não têm pena. As Peças Infernais jamais deixarão de vir.

Estava receoso em relação à Princesa Mecânica, porque sempre vi comentários de que seu final era destruidor, então é impossível não imaginar o pior - principalmente quando você se apega aos personagens como foi o que aconteceu comigo lendo a trilogia.

Os personagens continuam muito bem desenvolvidos, principalmente Jem, com sua piora em relação ao vício em yin fen. Cassandra nos deixa aflitos com a possibilidade dele morrer a qualquer momento. E chega até a ser repetitivo elogiar como ela consegue tornar crível a relação de Jem e Will, mas esse laço cresce mais ainda nesse volume - se é que é possível. O fim do triângulo amoroso também é totalmente inesperado, nunca passou pela minha cabeça que isso pudesse acontecer; assim como a verdadeira origem de Tessa. É tudo muito bem arramado pela autora, que não deixa nenhuma ponta solta.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

[Resenha] Cidade das Almas Perdidas - Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 434
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: The Mortal Instruments - City of Lost Souls

Resenha:

Até onde você iria por amor?

Apesar de Cidade dos Anjos Caídos não ter mantido o mesmo nível de Cidade de Vidro, seu cliffhanger foi incrível, o que me deixou mais do que ansioso para Cidade das Almas Perdidas.

Sem dúvidas, esse quinto volume é maravilhoso para quem gostou de Sebastian, pois é aqui que ele se firma como o novo vilão da série, e temos inúmeras sequências memoráveis envolvendo-o. Cassandra o criou de uma forma tão incrível que gostamos do personagem, mesmo sabendo do que ele é capaz. É o melhor personagem do livro e os melhores momentos o envolvem. Clary também foi muito bem introduzida no novo problema envolvendo o irmão e Jace, sendo um de seus melhores momentos na série. Já Jace, por outro lado, ficou um pouco apagado, mas foi compreensível, em vista de sua situação.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

[Sorteio] A Culpa é das Estrelas e Quem é Você, Alasca?


No Instagram oficial do blog está rolando sorteio de dois livros do John Green: A Culpa é das Estrelas e Quem é Você, Alasca?, na edição especial de 10 anos!

Para concorrer, basta ir aqui e ler o post para saber como participar. Mas corre, porque o sorteio só vai até 26/09, ás 19h! Boa sorte!

sábado, 9 de setembro de 2017

[Resenha] Minha Metade Silenciosa - Andrew Smith

Autora: Andrew Smith
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: Stick

Stark McClellan tem 13 anos. Por ser muito alto e magro, tem o apelido de Palito, mas sofre bullying mesmo porque é “deformado”, já que nasceu apenas com uma orelha. Seu irmão mais velho, Bosten, o defende em qualquer situação, porém ambos não conseguem se proteger de seus pais abusivos, que os castigam violentamente quase todos os dias.

Ao enfrentar as dificuldades da adolescência estando em um lar hostil e sem afeto – com o agravante de se achar uma aberração –, o garoto tem na amizade e no apoio do irmão sua referência de amor, e é com ela que ambos sobrevivem.

Um dia, porém, um episódio faz azedar terrivelmente a relação entre Bosten e o pai. Para fugir de sua ira, o rapaz se vê obrigado a ir embora de casa, e desaparece no mundo. Palito precisa encontrá-lo, ou nunca se sentirá completo novamente. A busca se transforma em um ritual de passagem rumo ao amadurecimento, no qual ele conhece gente má, mas também pessoas boas. Com um texto emocionante, personagens tocantes e situações realistas, não há como não se identificar e se envolver com este poético livro.

Resenha:

"Acho que, às vezes, coisas que parecem muito importantes tomam outro aspecto quando a gente se vira e olha de novo alguns quilômetros adiante." (pág. 230)

Há muito tempo queria ler Minha Metade Silenciosa, devido aos comentários positivos que ouvia sobre a história. Infelizmente, a leitura não foi tão perfeita como imaginei que seria.

Sobre os personagens, Bosten foi meu favorito. Já havia desconfiado da reviravolta que o envolve, então não foi surpresa quando isso se confirmou. Stark, apesar disso, também é bem desenvolvido e importante; seus sentimentos e ações são críveis de um adolescente de 13 anos - como o fato de se excitar com determinadas coisas, o que é extremamente normal nessa idade. É impossível não torcer por esses irmãos diante de tudo que eles sofrem em casa e na escola. A relação dos dois foi muito bem construída por Andrew e o amor que um nutre pelo outro é sentido. Dahlia, a tia dos meninos, também nos conquista e seus sentimentos pelos sobrinhos também é palpável.

sábado, 2 de setembro de 2017

[Resenha] Príncipe Mecânico - Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 406
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Clockwork Prince

Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que saiu de Nova York para Londres - ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, ser traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada - foi fruto de sua imaginação.

Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem sequer exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.

Resenha:

"- Ainda não partiu o coração dele, partiu?
- Não - disse Tessa. Só quebrei o meu em dois." (pág. 379)

Estava louco para ler Príncipe Mecânico e descobrir mais sobre o passado de Tessa - e ver mais momentos entre ela e Will -, após o ótimo final de Anjo Mecânico. E felizmente, o livro não me decepcionou!

O foco principal desse segundo volume é o fortalecimento das relações, o que foi um ponto extremamente positivo pois Anjo Mecânico conseguiu nos nos fazer gostar dos personagens, logo queremos saber mais sobre eles. E esse sentimento cresce muito mais aqui, principalmente por Will. É impossível não se comover com seu triste passado, tão forte quanto o de Jem. Não havia dúvidas de que a relação entre os dois era forte e verdadeira, mas Cassandra consegue reforçá-la ainda mais com o passar dos capítulos.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

[Resenha] Proibido - Tabitha Suzuma

Autora: Tabitha Suzuma
Editora: Valentina
Páginas: 304
Classificação: 5/5 estrelas
Título Original: Forbidden

Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.

Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.

Eles são irmão e irmã.

Resenha:

Como uma coisa tão errada pode parecer tão certa?

Mesmo antes de começar a ler Proibido, já sabia que seria uma leitura pesada por conta da premissa e dos comentários que li. Mas ainda assim não chegou nem perto de toda a montanha russa de sentimentos que vivi durante a história.

É impossível não torcer por Maya e Lochan - principalmente por ele - desde o primeiro capítulo de ambos, a conexão é instantânea. Crescemos numa sociedade onde incesto é considerado pecado, mas Tabitha consegue nos fazer questionar se tal relação é mesmo um crime, principalmente por Maya e Lochie não se enxergarem como irmãos - e até nós não conseguimos vê-los de tal forma. Em determinado momento, Maya compara a diferença entre seus sentimentos por Lochie e Kit (outro irmão) e é incrível como é exatamente o que pensamos sobre ter esse tipo de relação com um irmão.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

[Resenha] Dois Garotos Se Beijando - David Levithan

Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 224
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Two Boys Kissing

Do lado de fora da escola, ao ar livre, rodeados por câmeras e por uma multidão que, em parte apoia e em parte repudia o que estão fazendo, Craig e Harry estão tentando quebrar o recorde mundial do beijo mais longo. Craig e Harry não são mais um casal, mas já foram um dia. Peter e Neil são um casal. Seus beijos são diferentes. 

Avery acaba de conhecer Ryan e precisa decidir sobre como contar para ele que é transexual, mas está com medo de não ser aceito depois disso. Cooper está sozinho. Passa suas noites em claro, no computador, criando vidas falsas online e seduzindo homens que jamais conhecerá na vida real. Mas quando seus pais descobrem seu passatempo proibido, o mundo dele desaba. 

Cada um desses meninos tem uma situação diferente. Alguns contam com o apoio incondicional da família, outros não. Alguns sofrem com o bullying na escola, outros, com o coração partido. Mas bem no centro de todas essas histórias paralelas está o amor. E, através dele, a coragem para lutar por um mundo onde esse sentimento nunca seja sinônimo de tabu.

Resenha:

"Todas as vezes que dois garotos se beijam, o mundo se abre um pouco mais." - Pág. 73

Gostei bastante de Todo Dia e Naomi & Ely e a Lista do Não-Beijo, o que me motivou a ler outros livros do David Levithan. E Dois Garotos se Beijando sempre foi um que me chamou atenção pois achei engraçada a ideia de duas pessoas tentando quebrar um recorde de beijo com mais de 32 horas de duração.

O livro acompanha quatro histórias distintas e de todas, é realmente a do beijo que desperta mais interesse, pois Harry e Craig são os melhores personagens. A de Avery e Ryan também é envolvente, assim como a de Cooper - por mais que em alguns momentos tenha ficado com vontade de estapeá-lo. Apenas a de Peter e Neil não parece tão interessante inicialmente, mas é a que reserva uma das passagens mais dolorosas e reais do livro. Então, apesar da narração ser um pouco confusa no início, o que causa uma leitura arrastada mas que depois faz todo o sentido, você se envolve gradativamente com os garotos e torce para que todos consigam ser felizes no fim de tudo.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

[Resenha] A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard

Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 422
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Red Queen

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

Resenha:

Uma sociedade dividida pelo sangue. Um jogo definido pelo poder.

Desde que vi a capa de A Rainha Vermelha, a história me chamou atenção. Acabei adiando a compra por várias vezes, mas ao me dar conta de que a série em breve terá seu último livro publicado, decidi correr e ler para ver se gostaria dela, afinal os comentários sobre esse primeiro volume eram bem relativos; uns adoraram, outros nem tanto. Felizmente, fiquei no primeiro grupo.

Sempre ouve uma comparação entre a série e A Seleção, mas não vi grande semelhanças além do castelo e o triângulo, já que todo o resto é bem diferente, desde os personagens à mitologia. Victoria conseguiu criar um mundo novo que, mesmo causando um pouco de confusão inicial, foi muito bem desenvolvido. Vários poderes são delineados para as diferentes Casas e todos são bem interessantes, mesmo que alguns se destaquem mais. E diferente de A Seleção, que foca no triângulo Maxon/America/Aspen, A Rainha Vermelha desenvolve mais a "ascensão" de Mare do que o triângulo entre ela, Maven e Cal, propriamente dito - digo até que ele fica em segundo plano. Além disso, a todo momento a história sofre uma reviravolta, quase nos deixando sem fôlego. Mare se mete em mais enrascadas só nesse livro do que muito personagem em uma série inteira, sem sombra de dúvidas.

sábado, 19 de agosto de 2017

[Resenha] Cidade dos Anjos Caídos - Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 364
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: The Mortal Instruments - City of Fallen Angels

A guerra acabou e Caçadores de Sombras e integrantes do submundo parecem estar em paz. Clary está de volta a Nova York, treinando para usar seus poderes. 

Tudo parece bem, mas alguém está assassinando Caçadores e reacendendo as tensões entre os dois grupos, o que pode gerar uma segunda guerra sangrenta. Quando Jace começa a se afastar sem nenhuma explicação, Clary começa a desvendar um mistério que se tornará seu pior pesadelo.

Resenha:

"Juro por nós dois. (...) Porque não existe nada em que eu acredite mais." - Jace.

Cidade de Vidro foi um livro perfeito, por isso estava bastante ansioso para ler os próximos da série, mas acabei demorando um pouco porque queria ler os livros da Cassandra pela ordem de publicação, ou seja, revezando os três últimos com As Peças Infernais.

A maioria dos personagens está bem diferente, principalmente Clary, que está mais "solta" e segura de si, na medida do possível. Simon também ganha mais destaque nesse livro, o que nos faz conhecer um novo personagem interessante e que possui uma ligação com outra certa personagem. Mas o plot envolvendo Jace é, de longe, o que mais chama atenção e que motiva a passarmos as páginas para chegar logo na resolução do problema. Foi o livro que o personagem mais esteve indefeso até agora na série, sem dúvidas. Já Izzy nos presenteia com vários momentos badass, mostrando a mulher forte que é, mesmo após a morte de Max. Por fim, Alec e Magnus, apesar de não receberem tanto destaque, também conseguem uma boa história para ser trabalhada.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x20: Beside Still Water (Season Finale)


"Quando se traz alguém de volta, sempre há uma consequência."

Review:
(Spoilers Abaixo)

A Season Finale de Shadowhunters finalmente chegou e, felizmente, tivemos um ótimo episódio para encerrar a segunda temporada. E como um fim de temporada digno de uma guerra, cabeças rolaram em Beside Still Water.

Começando pelo mais importante, todo o plot de Valentine em busca do controle do submundo, agora que possuía todos os instrumentos mortais. Toda a sequência foi bem dirigida e todos estiveram ótimos em cena, principalmente Katherine McNamara. Não era segredo para ninguém que ela era uma das mais limitadas do elenco, mas entregou uma ótima atuação na cena, que possuiu vários elementos da original presente em Cidade de Vidro.

A mudança de Clary como assassinada de Valentine foi muito bem vinda, pois bem mais impactante do que o assassino original dos livros, afinal, apesar de não terem o real sentimento, eles ainda continuam pai e filha. Ele, inclusive, esteve bem parecido com o personagem nos livros, que sempre fazia questão de dizer que amava os filhos, apesar da forma torta de demonstrar e causou realmente essa impressão. Apesar disso, houveram pontos negativos, como o esquecimento de Jocelyn por parte de Clary quando Raziel a concedeu um pedido. Por mais que fosse escolher Jace, óbvio, uma indecisão momentânea poderia ter lhe ocorrido. Mas ainda assim não deixou de ser uma linda cena Clace, depois de tantos desencontros e cu doce dela durante a temporada.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

[Resenha] Anjo Mecânico - Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 392
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Clockwork Angel

Tessa Gray tem um anjinho mecânico pendurado no pescoço, um presente de família do qual nunca se separa. O tique-taque do pingente faz com que ela se sinta segura junto à lembrança dos pais, que já morreram. 

Mal sabe Tessa que esse barulhinho muito em breve vai se tornar o odioso som de um exército comandado por forças do Submundo. Com os Caçadores de Sombras e seu recém-descoberto poder sobrenatural, ela enfrentará uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das trevas na Londres vitoriana.

Resenha:

"Tique-taque, começou a bater o coração mecânico em seus dedos..."

Sempre escutei comentários extremamente positivos sobre a trilogia As Peças Infernais, por isso a curiosidade para lê-la sempre foi grande, mas demorei porque queria intercalar a trilogia com os três últimos de Os Instrumentos Mortais.

Os personagens, assim como os de TMI, são cativantes e é fácil nos identificarmos e torcermos por eles. Tessa é uma ótima protagonista e consegue mostrar sua força, mesmo estando em um mundo novo e desconhecido. Will é parecido com Jace, mas diferente desse, gostei dele logo de cara e se tornou o meu favorito. Mas isso não tira os méritos de Jem, que também é bem desenvolvido, principalmente por toda a história triste que o cerca. Cassandra conduz o triângulo tão bem, que é impossível você "odiar" um dos dois por gostar de outro, como é comum em outras histórias. Os demais personagens também reservam boas surpresas com o passar da história.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x19: Hail and Farwell


O acerto de contas.

Review:
(Spoilers Abaixo)

A Season Finale da segunda temporada de Shadowhunters é só na próxima semana, mas as coisas no mundo dos caçadores de sombras já começaram a esquentar e ficarem mortais nesse penúltimo episódio, começando com a dupla "se juntas já causam, imagina juntas", Sebastian e Valentine. É perceptível o quanto Sebastian quer, no fundo, agradar Valentine e se mostrar um bom filho, mesmo com todo o ressentimento que ele ainda guarda. Chega até a ser repetitivo elogiar a atuação de Will Tudor, mas ele está mesmo incrível.

Toda a sequência da luta expôs ainda mais essa vontade de Sebastian, em virtude de seu surto de raiva quando Jace afirmou que Valentine gostava mais dele por não tê-lo jogado no inferno como o "irmão". Dominic Sherwood também fez um bom trabalho, principalmente com suas respostas e provocações ao estilo do Jace que conhecemos no início da série - convencido de que é o melhor em tudo. Até Izzy teve seu momento de brilhar durante a cena, quando cuspiu todo o ódio que sente de Sebastian por tentar matar Max, ajudando Jace a finalizar o serviço. Quem mandou mexer com a dona dessa série?!Vale lembrar ainda que a cena honrou o final do terceiro livro, pois o acerto de contas entre Jace e Sebastian é praticamente igual a esse, com poucas mudanças. Estou ansioso para ver como Sebastian retornará a série e espero que não demore pois como todos sabemos, ele foi o responsável pelos melhores momentos dessa segunda parte da temporada.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

[Resenha] Mentirosos - E. Lockhart

Autora: E. Lockhart
Editora: Seguinte
Páginas: 272
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: We Are Liars

Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano eles passam as férias de verão numa ilha particular. Cadence — neta primogênita e principal herdeira —, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos. Cadence admira Gat por suas convicções políticas e, conforme os anos passam, a amizade com aquele garoto intenso evolui para algo mais.

Mas tudo desmorona durante o verão de seus quinze anos, quando Cadence sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.

Resenha:

Na família Sinclair, ninguém é carente, criminoso, viciado ou fracassado. Mas talvez isso seja mentira.

Há muito tempo queria ler Mentirosos, pois toda uma hype criou-se quando ele foi lançado - tanto aqui, como nos EUA. E como todo mundo dizia que o menos que você soubesse sobre a história seria melhor, sempre fugia de posts que envolvessem o livro.

A história realmente consegue nos prender! A escrita de E. Lockhart é viciante, cheia de metáforas e duplo sentido, nos instigando a continuar lendo para descobrir o que aconteceu no verão dos quinze. Apesar de ter descoberto o real mistério a partir de um determinado momento, ao finalizar o livro é perceptível quantas pistas a autora deixou durante a história, ou seja, foi o típico plot twist que sempre esteve ali mas algumas pessoas que não perceberam.

domingo, 6 de agosto de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x17/18: A Dark Reflection / Awake, Arise, or Be Forever Fallen


"I am her brother. She loves me."

Review:
(Spoilers Abaixo)

Não era segredo para ninguém que assim que chegasse em Shadowhunters, Sebastian iria tomar toda a atenção para si. Por mais que possua algumas diferenças entre os livros, ainda assim. Apesar de haver várias diferenças entre o Sebastian dos livros e o da série, a que mais está em evidência é que este possui - mesmo que poucos - momentos onde "questiona" as atitudes do pai, por este o ter largado no inferno. A cena onde Sebastian grita descontrolado que Clary é sua irmã e o ama já entrou para a lista de melhores da série, sem sombra de dúvidas. A introdução destes momentos é até interessante, pois a série não tenta humanizá-lo com eles; apenas quer demonstrar o quanto instável ele é mentalmente por tudo o que passou.

Prova disso é que no episódio seguinte, tivemos um Sebastian carregado em seu lado doentio, tentando terminar o serviço que começou no anterior, ao tentar matar Max - chegando até a ameaçar a própria Clary, que ele sabe que é sua irmã mas ainda assim beijou à força (!). Como já disse antes, um dos maiores problemas da série é a rapidez com que as coisas são reveladas, poderiam ter aproveitado Sebastian muito mais antes de revelá-lo para os demais personagens como o grande vilão; mas, ainda assim, é gratificante ver o quanto Will Tudor está ótimo e consegue passar com maestria todas essas nuances do personagem.

E já que citamos Max, foi bastante decepcionante a série não matá-lo. Nos livros, não é criado uma ligação entre ele e o leitor, mas ainda assim sua morte é chocante; então imaginem quanto mais isso seria na série, que veio colocando-o em evidência nas últimas semanas? Confesso que não estava cem por cento confiante de que iriam mesmo matá-lo, então não foi total surpresa, mas isso ainda rendeu mais um climão entre Cassandra Clare (autora dos livros) e a equipe da série, pois um roteirista disse que eles não seriam "sem corações ao ponto de matar o garoto", fato ironizado por Cassie. Não sei se em um momento futuro chegarão a dar um fim ao personagem, mas que perderam um grande plot twist para a série é inegável - diferente da morte de Jocelyn, que foi bastante gratuita.

terça-feira, 18 de julho de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x15/16: A Problem of Memory / Day of Atonement


Diga olá ao papai.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Estes dois últimos episódios foram divisores de água para Shadowhunters, já que a verdade sobre Sebastian veio à tona. Mas não quer dizer que isso foi feito de uma forma totalmente certa. Quem acompanha minhas reviews, sabe o quanto achei desnecessária a mudança em relação à origem do personagem, pois quem leu os livros, sabe o quanto a história por trás de sua criação é mais sentimental do que essa da série. Porém, pior do que tal mudança, foi o fato do roteiro não ter aproveitado o personagem e ter revelado sua verdadeira índole com menos de cinco episódios desde sua aparição.

Esse é um problema da série: as coisas são simplesmente jogadas, quase sem impacto. O plot twist teria sido muito mais interessante se o público confiasse no personagem e fosse pego de surpreso quando tudo fosse revelado. Sobre sua real forma, é mais do que claro que os showruners querem chocar o público mostrando que Sebastian é realmente maligno, mas nem era necessário, apenas o fato de ter sangue de demônio já o faz ser um vilão perverso. Seria muito mais interessante a série tê-lo introduzido da mesma forma dos livros e utilizar esse plot de "criatura criada no inferno" para um vilão futuro, caso não venham a querer utilizar Sebastian até o fim do show - o que eu acho bem possível, conhecendo a produção. Mas isso é causa perdida, então só nos resta torcer que essa parceria do personagem com Valentine seja bem feita como foi na obra original.

Já Clary, após beijar Jace na Corte Seelie, correu para pedir desculpas à Simon, afirmando que o ama. Só eu que sinto vontade de sacudi-la pra ela acordar pra vida? Metade do elenco diz que a magia das fadas não mente mas ela continua insistindo em dizer nutrir esse sentimento pelo amigo, quando é óbvio que nem ela acredita nisso. Felizmente, Simon foi irredutível e Climon já era. Porém, Clary continuou com o mimimi, afastando Jace direto. Só que Deus é justo e nos presenteou com um momento fofo dos dois em Day of Atonement - episódio dirigido por Paul Wesley, vale ressaltar, e que foi bem superior ao anterior -, quando ele a ajudou a se curar das alucinações causadas pelo lago. E agora que ela descobriu que seu irmão está vivo, os dois deverão se aproximar cada vez mais enquanto o procuram. Se a gente gosta disso? É claro que sim!

quarta-feira, 5 de julho de 2017

[Resenha] Muito Amor, Por Favor - Arthur Aguiar, Frederico Elboni, Ique Carvalho e Matheus Rocha

Autores: Arthur Aguiar, Frederico Elboni, Ique Carvalho e Matheus Rocha
Editora: Sextante
Páginas: 240
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: Muito Amor, Por Favor

Este livro reúne textos que mostram o amor do ponto de vista de quatro jovens que escrevem sobre relacionamentos legítimos e atuais, que souberam se reinventar. Sem medo de expressar seus sentimentos, deixam para trás estereótipos já obsoletos – como o controlador machista ou o piegas choroso – e falam sobre viver a dois e sobre a natureza das relações em todos os seus aspectos. 

Assim, cada autor reflete sobre o amor representado por um elemento: Arthur Aguiar escreve que “O amor é água”, dizendo que ele é fluido, mas por vezes gelado; ora tempestade, ora profundo. Fred Elboni explica que “O amor é ar”, mostrando a leveza de se amar sem sofrer, da brisa que envolve os apaixonados, mas que por vezes torna-se furacão. 

Ique Carvalho se debruça sobre quando “O amor é fogo”, que arde, aquece a alma, mas que também pode incendiar até doer. E Matheus Rocha conta que “O amor é terra”, estável, tranquilo, mas que não escapa dos terremotos da vida, que tiram tudo do lugar para que a rotina não o extermine. Um livro apaixonante, para quem ama e para quem quer amar um dia... e sempre. 

Resenha:

Um sentimento em quatro elementos.

Por ser fã do Arthur Aguiar, fiquei ansioso para ler Muito Amor, Por Favor desde quando ele foi anunciado e ver como o Arthur se sairia, afinal este é seu primeiro livro. Além dele, também tinha curiosidade sobre Ique Carvalho e Frederico Elboni pois, mesmo nunca tendo lido nada dos dois, tenho curiosidade e sempre ouço ótimos comentários sobre Faça Amor, Não Faça Jogo e Um Sorriso ou Dois, respectivamente.

Primeiro temos o elemento Fogo, com os textos de Ique, que foram meus favoritos. O autor divide seus textos entre romances e a relação com o pai, e por serem em forma de poesia, são os mais rimados. Apesar de serem nos de romance que sentimentos o verdadeiro calor do fogo, os textos sobre seu pai também são cativantes e prendem nossa atenção - talvez mais do que os de romance, pois sentimos a verdade nas palavras e no laço que os uniu. Meus favoritos foram A faísca, Só cinzas e A tocha que guia você.

O segundo elemento é Terra, por Matheus Rocha. Foi a parte que eu menos gostei e não me conectei com quase nenhuma história, pois não sentia que elas fluíam. Os contos de Matheus nos passam a sensação de desabafo e são os que mais possuem carga densa, por serem mais "pé no chão", lembrando realmente o elemento. Destaco Terremoto e Logout de você.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x13/14: Those of Demon Blood / The Fair Folk


"Você pode se enganar, mas não as vitis veritas."

Review:
(Spoilers Abaixo)

Chegamos a mais duas semanas de Shadowhunters, e antes de tudo, queria pedir desculpas por mais uma review dupla. Infelizmente, as coisas estão corridas para mim, mas tentarei ao máximo postar a do próximo episódio assim que ele sair. Situação explicada, agora vamos comentar esses episódios, porque tem muita coisa!

Começando por Those of Demon Blood, que foi bem mediano - o pior da 2B até agora, aliás. A rápida sucessão de acontecimentos na série ainda é algo que incomoda. Primeiro tivemos a rápida revelação de que Clary e Jace não são irmãos; no episódio seguinte o mesmo descobriu que era um Herondale e foi nomeado como o novo chefe do Instituto; para já nesse décimo terceiro passar o comando para Alec. Desde o começo da série, o Instituto já passou pela mão de meio elenco. Como a Clave, que é tão rigorosa, deixa isso acontecer, assim sem mais nem menos? Ma talvez ele se firme na mão de Alec, pois quem assiste a série sabe como o roteiro joga tudo para as costas do personagem ou de Malec.

E Jace realmente não merecia comandar o Instituto pois possui um plot muito melhor e que deve ser trabalhado: seu romance com Clary. Mas isso comentaremos daqui à pouco, já que esse episódio resolveu criar um novo ship para a série, entre o shadowhunter e Maia. Confesso que os dois não me incomoda tanto quanto Climon porque é visível que será apenas um casinho de sexo e nada mais, diferente da relação de Clary com Simon, que o roteiro força o maior ligação - que não convence ou existe - entre eles. E chega até a ser compreensível essa necessidade de criar novos ships da série, afinal não sabemos quantas temporadas ela durará, então o máximo de empecilhos para juntar o casal principal que a produção puder usar, ela irá.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

[Resenha] Quando Cai o Raio - Meg Cabot

Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Páginas: 272
Classificação: 2.5/5 estrelas
Título Original: When Lightning Strikes

Jessica era uma menina normal até ser atingida por um raio enquanto saía da escola. Mas, apesar de não ter ficado nem mesmo chamuscada, acaba descobrindo que ganhou um poder especial: ela agora sabe exatamente onde se encontram as crianças cujas fotos estampam o Disque-Desaparecidos. O problema é que, ao pensar que estava fazendo uma boa ação ligando para o telefone da instituição, ela acaba levantando suspeitas das autoridades... Agora só precisa convencer o FBI a acreditar nela.

Resenha:

Quando cai o raio, isso só pode significar problemas.

Como gostei bastante dos dois primeiros volumes de A Mediadora, decidi dar uma chance à série Desaparecidos, pois achei a premissa interessante e inovadora. Infelizmente, não foi uma experiência totalmente positiva.

A história é realmente inovadora, mas a achei bem infantil - e não de um jeito positivo como A Mediadora. Apesar de ser um livro curto, demorei mais de uma semana para finalizá-lo, porque sentia a sensação de que nada acontecia na história, principalmente no começo - depois que Sean aparece, temos uma leve melhorada no plot principal, mas ainda assim continuou abaixo do que eu esperava.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

[Resenha] Com Louvor - Cecily Von Ziegesar

Autora: Cecily Von Ziegesar
Editora: Galera Record
Páginas: 320
Classificação: 3/5 estrelas
Título Original: Cum Laude

Shipley é sinônimo de boa moça. Nunca faz nada errado, tem uma boa relação com sua família e entrou para uma boa faculdade. Além de tudo, é linda, loura e, surpreendentemente, virgem.

Decidida a se transformar, ela já chega ao campus da Dexter College com um maço de cigarros na bolsa, um chiclete na boca e na primeira noite conhece mais três calouros. De alguma maneira, eles acabam se um grupo nada homogêneo de amigos. Logo todos irão perceber que a faculdade é muito mais do que créditos e notas e que será preciso desrespeitar algumas regras para se divertir muito!

Resenha:

Eles estão na universidade para aprender... tudo.

Eu adoro as séries Gossip Girl It Girl, por isso, estava mais do que ansioso para ler o primeiro livro da Cecily Von Ziegesar fora desse "universo" do Upper East Side. Mas infelizmente, Com Louvor não consegue ser tão bom quanto as duas séries

Começando pelos personagens, nenhum conseguiu ter o mesmo carisma que os de GG. Apesar de não odiá-los por já conhecer o estilo sarcástico de Cecily, não consegui torcer por nenhum, exceto Adam. Ele foi o meu favorito e até curti seu envolvimento com certa personagem, mas não foi "aquele" ship. Ele é realmente um pouco parecido com Dan de GG, mas acredito que ele é mais humano e real do que o segundo. Nick e Eliza são engraçados e os que mais me fizeram rir, ao lado de Tragedy, que foi minha segunda favorita. As partes envolvendo a garota são, de longe, as melhores. Tom, por outro lado, comecei achando-o engraçado, mas o plot twist que o personagem sofre o destruiu. Já Shipley, ora achava aturável, ora detestava. O que eu menos gostei, porém, foi Patrick. Se acha o dono do mundo e é um mal-agradecido.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x11/12: Mea Maxima Culpa / You Are Not Your Own


Assuma suas emoções.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Depois de três meses, Shadowhunters está de volta com a segunda parte de sua segunda temporada, que, na teoria, deveria ser a melhor, afinal tudo que os fãs dos livros esperavam está acontecendo: Sizzy, Sebastian, Corte Seelie confirmada... enfim, várias peças importantes da série literária marcarão presença neste arco. Entretanto, como tais elementos vêm sendo conduzidos é que decepciona.

Todos estão cansados de saber que uma adaptação nunca será 100% fiel e é perda de tempo brigar por isso em pleno 2017; porém, quando a adaptação tem um material de referência extremamente bem construído e o deixa de lado para investir em algo novo mas que não possui a mesma qualidade, é preocupante. E é isso que os showrunners fazem com diversos plots que inserem na série. Primeiro com Clace e toda a história de incesto. Desde o início ela foi mal feita na série, já que os personagens quase não se importavam com o fato. Para piorar, toda a verdade foi revelada para Jace cedo demais e para Clary logo depois, no episódio de retorno, e ela simplesmente não ligou para isso, pois "está com Simon". Ou seja, além de perderem a chance de mostrar o sofrimento dos personagens por acharem que são irmãos, ainda fazem os sentimentos de Clary para com Jace soar apenas como uma atraçãozinha rápida e que já passou.

Entendo que na TV, essa história de incesto é bem mais complicada, porque há uma associação chata de mães que fazem confusão por qualquer coisa que é exibida à adolescentes, mas haviam tantas formas da verdade ser revelada ao público mas com os personagens ainda acreditando que eram parentes - Valentine poderia contar para um de seus capangas, por exemplo. Mas não, na cabeça dos roteiristas, a melhor saída é acabar com isso e investir no já saturado arco de triângulo amoroso. O pior é que Clary e Simon não tem a menor química como um casal, ainda mais com ela criando essa paixão subitamente, de um episódio para o outro. E seguindo essa mesma revelação sem emoção do plot do incesto, tivemos o de Jace descobrindo que é, na verdade, um Herondale. O roteiro não se preocupou em desenvolver Imogen e mostrá-la como uma mulher amargurada pela perda do filho, jogando isso apenas quando ela descobriu a verdade. Foi uma mudança da água para o vinho e inverossímil. E Jace aceitou tudo sem sequer questionar as ações anteriores da avó que, vale lembrar, tentou exilar Izzy do mundo dos caçadores na temporada passada (!).

sábado, 3 de junho de 2017

[Resenha] Nerve - Jeanne Ryan

Autora: Jeanne Ryan
Editora: Planeta
Páginas: 304
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Nerve

Você já se sentiu desafiado a fazer algo que, mesmo sabendo que pode se arrepender depois, acaba levando em frente? A heroína deste livro também. Vee cansou de ser só mais uma garota no colégio, e quer deixar os bastidores da vida para assumir seu merecido posto sob os holofotes. 

E o jogo online Nerve, febre nacional transmitida ao vivo, pode ser o início dessa trajetória de sucesso. Basta que ela clique no botão “Jogador” em vez de “Espectador” para entrar na disputa, que propõe, a cada etapa, um desafio novo. A adolescente acaba formando uma dupla imbatível com Ian, um garoto desconhecido com quem trava contato ao se inscrever em Nerve. Juntos, vão galgando posições no jogo. Mas, conforme os dois avançam na disputa, os desafios ficam cada vez mais complexos... e perigosos.

Resenha:

Você é um Observador ou um Jogador?

Desde quando vi o trailer de Nerve e descobri que era a adaptação de um livro, fiquei muito interessado em ler. Acabei assistindo ao filme primeiro, mas ainda assim desejava fazer essa leitura. Além da história chamar bastante minha atenção, queria saber se a ideia havia sido melhor desenvolvida aqui, pois é similar a de The Gameque foi uma decepção.
.
E como foi! A história nos prende desde o primeiro capítulo e é quase impossível parar de ler, de tão frenética. Jeanne conseguiu criar o jogo de uma forma convincente e real, com pessoas dispostas à tudo para conseguir o que querem. E mesmo não concordando com várias atitudes de Vee, provavelmente faríamos o mesmo se estivessemos em seu lugar. A crítica social que a autora faz também é extremamente positiva, pois os Observadores são como o público, que acha que pode dar palpites ou falar mal de famosos simplesmente por eles serem pessoas públicas. O único ponto negativo foram os desafios. Apesar de alguns serem bons, a maioria são bobos se comparado aos do filme.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

[Resenha] True - Hilary Duff

Autora: Hilary Duff
Editora: iD
Páginas: 264
Classificação: 2.5/5 estrelas
Título Original: True

Este livro encerra a trilogia Elixir, que conta a emocionante saga de amor eterno entre Clea e Sage. Agora Clea precisará enfrentar uma nova realidade. Para o seu alívio, Sage continua vivo, mas não possui mais o Elixir da Vida - portanto tornou-se mortal.

Mais complicado que isso é o fato de sua alma pertencer a outro corpo, o de Nico, que acabou morrendo durante o confronto final. Além de não ser tão fácil se adaptar à nova aparência de Sage, Clea teme perder a amizade de Rayna, namorada de Nico, que pode não aceitar o fato de continuar vendo seu namorado com a alma de outro homem.

Para complicar, Sage não parece tão à vontade nesse novo corpo: ele começa a ter lapsos de memória constantes, muito cansaço e a demonstrar reações cada vez mais agressivas, colocando em risco não só a própria vida como a de Clea. Será que eles vão conseguir achar a resposta para esse descontrole de Sage? Em uma corrida contra o tempo, Clea e Sage buscam desesperadamente a cura para isso, porque ambos sabem que agora só lhes resta uma vida para finalmente serem felizes.

Nota: A resenha pode conter spoilers dos livros anteriores, Elixir e Devoted. Leia por sua conta e risco!

Resenha:

É possível encontrar o amor perdido?

Depois do grande plot twist deixado em Devoted, estava mais do que ansioso para ler esse terceiro volume, tanto que comecei logo após concluir o segundo. Inicialmente, mesmo antes de ler o livro já havia ficado receoso pela quantidade de páginas - 264 -, já que é a conclusão da trilogia mas, ainda assim, o menor livro. E infelizmente, meu medo se confirmou e a trilogia terminou da pior maneira possível.

Todos os mistérios iniciados nos livros anteriores, incluindo o que moveu o início da história, foram simplesmente esquecidos. Não há a menor explicação para eles, parece até que nunca estiveram na história. Ao invés disso, True foca-se nos problemas que o novo corpo de Sage traz para seu relacionamento com Clea e a primeira parte até chega a ser interessante, com os surtor agressivos do personagem, mas até esse plot se perde na segunda metade do livro e é concluído da forma mais apressada e sem sentido. SPOILER (passe o mouse por cima caso queira ler): Sério que nenhum familiar de Clea estranhou ela estar "namorando" com o ex da amiga, que teoricamente morreu (!)?

segunda-feira, 29 de maio de 2017

[Crítica] Famous in Love - 1ª Temporada

Status: Renovada
Duração: 42 minutos
Nº de episódios: 10 episódios
Classificação: 3.5/5 estrelas
Exibição: 2017
Emissora: Freeform

O programa é baseado no romance homônimo de Rebecca Serle e acompanha Paige Townsen (Bella Thorne), uma adolescente que ganha a fama ao ser escalar para estrelar a adaptação para de uma franquia cinematográfica baseada em um livro popular, "Locked". Logo, ela se vê envolvida em triângulos amorosos tanto dentro quanto fora da tela, e precisa lidar com a pressão de se tornar a nova queridinha de Hollywood.

Nota: Para ler a resenha do livro, clique aqui.

Crítica:

Uma estrela está nascendo.

Desde que Bella Thorne foi anunciada como protagonista de Famous in Love, me interessei pela história, pois gosto muito da atriz. Então, antes da série estrear, resolvi ler o primeiro livro para saber o que o show me reservaria. E agora, com o fim da primeira temporada, será que o livro foi honrado ou a série seguiu um caminho totalmente oposto?


Como é comum, principalmente em séries de TV, existem inúmeras diferenças entre a obra original e a adaptação, e aqui isso já começa pelos personagens. Tocando as Estrelas possui poucos tipos fixos, o que foi aumentado na série. Foram criados diversos novos personagens - o que foi necessário, pois a história do livro é bastante simples e não se sustentaria por muito tempo com poucos - e dramas para eles, além de alteração de outros que já conheciamos nos livros, como o pai de Rainer, que aqui vira sua mãe, sendo uma boa mudança, pois ela possui bem mais segredos do que o anterior.

Entretanto, apesar de alguns desses plots serem até interessantes, as atuações são medianas ou fracas e a única que realmente se destaca é Bella, que conseguiu criar uma Paige semelhante à dos livros. Os diálogos também precisam ser melhorados pois muitos são bem clichês e infantis - e aqui o caso é mais grave, pois os personagens já estão na faixa dos 20 anos! Também não vemos grandes momentos das gravações de Locked, pois a produção ainda está no início e isso fez falta, já que as melhores cenas do livro ocorrem durante este período. Mas em contrapartida, a série foi bem mais crível nesse quesito pois nos livros, a adaptação vai às mil maravilhas, mas aqui surgem problemas à todo episódio.

sábado, 27 de maio de 2017

[Resenha] O Arcano Nove - Meg Cabot

Autores: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Páginas: 269
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: The Mediator - Ninth Key

Para Suzannah, a mudança de Nova York para Califórnia está sendo ótima: novos amigos, muitas festas e dois caras bonitões e muito interessantes. Só que um deles é um fantasma. 

E o outro pode matá-la. Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de se comunicar com os mortos e resolver as pendências deles na Terra. A velha casa para onde se mudou com a mãe e o padrasto é assombrada por Jesse, um fantasma jovem e gentil. 

Como Jesse não liga muito para ela (e, além do mais, está morto), Suzannah se entusiasma com o interesse de Tad Beaumont, o garoto mais cobiçado da cidade. Mas o fantasma de uma mulher, cujo assassinato pode ter relação com um mistério no passado de Tad, a atormenta. E a vida de Suzannah pode estar ameaçada. Ser adolescente é complicado. O que dizer de uma garota que precisa dividir sua atenção entre a própria vida e a morte dos outros?

Resenha:

Nem tudo é o que parece ser.

Gostei bastante de A Terra das Sombras, então estava mais do que ansioso para a continuação. O que me fez demorar à lê-lo foi o preço do livro que, como todos da Meg, é extremamente caro. Chega a ser um roubo a editora cobrar em torno de 45 reais por um livro de 270 páginas, mas felizmente na Bienal do Ceará o consegui por apenas 10 reais, e comecei a leitura assim que pude.

Suzannah continua bem humorada, mesmo que tenha alguns momentos "irritantes" nesse volume. Adoro como a Meg não passa a mão na cabeça da personagem e sempre que ela toma uma decisão por impulso, sofre uma consequência, boa ou ruim. Além disso, tivemos uma interação entre Suze e seus outros dois irmãos adotivos, Dunga e Soneca, já que no primeiro foram mais entre Mestre e ela. Jesse também continua um ótimo personagem e é impossível não torcer para que ele e Suzannah fiquem logo juntos. Também gosto muito do Padre Dom e sua interação com Suze. E Tad foi um personagem bem ok, pois apesar de não ter nada grandioso a oferecer, não chega a prejudicar a narrativa.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

[Crítica] Antes Que Eu Vá

Direção: Ry Russo-Young
Roteiro: Maria Maggenti
Ano: 2017
Duração: 99 minutos
Título Original: Before I Fall
Classificação: 4.5/5 estrelas

Samantha Kingston (Zoey Deutch) é uma jovem que tem tudo o que um adolescente pode desejar da vida. No entanto, essa vida perfeita chega a um final abrupto e repentino. Porém, segundos antes de um fato inesperado acontecer, ela terá a oportunidade de mudar a sua última semana e, talvez, o seu destino.

Nota: Para ler a resenha do livro, clique aqui.

Crítica:

E se hoje fosse o único dia do resto da sua vida?

Antes Que Eu Vá é um dos meus livros favoritos da vida, então logo que a adaptação foi confirmada com Zoey Deutch no elenco, contei cada segundo para que o filme fosse lançado. E agora, após assisti-lo, posso afirmar o quão incrível ele ficou!

O maior medo de qualquer leitor é a adaptação não fazer jus à história do livro, mas isso não ocorre aqui. A essência e mensagem do livro estão presentes do início ao fim, e Maria Maggenti inseriu diversos diálogos da obra original no roteiro. O bullying, assim como em 13 Reasons Why, é retratado de uma forma séria, mostrando o mal que tal ação causa nas pessoas, além de mostrar os "motivos" dos bullies - que, claro, não justifica as agressões. A fotografia também está ótima, priorizando paletas azuladas e frias para momentos de reflexão, e aumentando um pouco o tom nos momentos de desespero de Sam; ou cores quentes para momentos com mais ação, como na festa de Kent. A direção e a trilha sonora também são pontos positivos.

sábado, 13 de maio de 2017

[Resenha] Devoted - Hilary Duff

Autora: Hilary Duff
Editora: ID
Páginas: 317
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: Devoted

No primeiro volume da série, Elixir, Clea Raymond encontrou sua alma gêmea: Sage, um rapaz misterioso e muito bonito. Ela descobre que eles se amam há muitas vidas, mas em cada uma delas, a paixão dos dois acaba terminando de maneira trágica. 

Clea quer, mais do que tudo, que a história não se repita novamente. Ela deseja viver esse amor. Mas há pessoas que querem destruir Sage e roubar o Elixir que o torna imortal. E conseguem chegar bem perto…

Sage foi sequestrado e Clea não vai sossegar até reencontrá-lo. Ela sabe que ele está bem, pode sentir. Com a ajuda de Ben, seu grande amigo, a moça sai em busca de Sage e os dois têm de se aliar à Vingança Maldita, antigos inimigos, para tentar chegar até onde ele está. Será que essa é mesmo a coisa certa a fazer? Ou será que Clea está apenas selando novamente seu destino trágico?

Nota: A resenha pode conter spoilers do primeiro livro. Leia por sua conta e risco!

Resenha:

Um amor perdido, mas nunca esquecido…

Estava bastante animado para ler Elixir e o resultado foi mediano. Por isso, estava com certo receio em começar Devoted, apesar da curiosidade. Isso e o fato de os livros estarem sempre caros, devido ao fim da Editora iD. Felizmente, na Bienal que aconteceu na minha cidade em Março de 2017 comprei esse e o terceiro por dez reais cada, e decidi dar logo a segunda chance para a trilogia.

Felizmente a história até melhora e ganha pontos positivos, mas ainda segue com alguns problemas do primeiro. A introdução de novos personagens é, de longe, a melhor coisa na continuação, principalmente Os Anciões. O desenvolvimento deles e da mitologia por trás da família foi bem feita e interessante; é impossível não simpatizar e torcer por Amélia, uma das integrantes, e que intercala a narração do livro com Clea, outro ponto positivo. E se em Elixir faltava uma verdadeira vilã, aqui temos uma personagem que odiamos desde o primeiro segundo que descobrimos suas verdadeiras intenções. Nico também foi uma boa introdução e gostei do personagem. Já Suzanne não acrescenta muito na história e sua presença é quase nula no geral.