sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

[Lista] 13 livros para ler em 2017!

Anualmente, fazemos listas com livros que queremos ler no ano que vai se iniciar. Nem sempre conseguimos cumprir muito o que desejamos, mas isso não nos desanima, então sempre temos uma atualizada hahaha. Eu já fiz a minha para 2017 e vou compartilhar com vocês.

Claro que existem muito mais livros que eu quero ler, mas esses são "prioridades". Além disso, todas as séries que forem citadas, eu realmente não li nenhum livro, então são só as que eu quero mesmo começar, e não as que preciso continuar - com exceção de Fogo Contra Fogo, porque era impossível não colocá-lo aqui depois de toda demora para essa versão brasileira sair, hahaha. Vamos lá!

1. Sob a Redoma - Stephen King:


Não só Sob a Redoma, como a maioria dos livros do Stephen. Meu principal problema para ler algo dele é o preço dos livros e esse ano, infelizmente, não vi muitas promoções envolvendo obras do autor hahaha.

2. Anjo Mecânico - Cassandra Clare:


Até hoje, não ouvi um comentário negativo sobre a trilogia, e esse só me deixa mais ansioso para ler não só Anjo Mecânico, como os outros.

3. O Lado Feio do Amor - Colleen Hoover:


Não só esse, como todos os outros - se eu gostar da escrita da Colleen, claro -, pois também só ouço coisas boas das histórias da autora. Mas como li as cinquenta primeiras páginas de Ugly Love enquanto um evento na Cultura não começava (hahaha), ele deverá ser o primeiro.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

[Lista] Os melhores livros de 2016!

O ano de 2016 está quase acabando e, por isso, chegou a hora de listar as melhores leituras do ano. Esse ano flopei na meta que eu havia estipulado, que seria de 60 livros; mas li apenas 39 (35 novos e 4 releituras), pois o 40º não cheguei a terminar ainda.

Então, para 2017, diminuirei a meta para 35 livros, principalmente porque deverá ser um ano bem corrido. Agora, sem mais delongas, vamos aos selecionados (vale lembrar que nem todos os livros são lançamentos de 2016, mas que apenas foram lidos por mim esse ano):

1. Cidade de Vidro - Cassandra Clare:


Sem dúvidas, o melhor do ano! Esse terceiro livro é frenético do início ao fim e é quase impossível parar de lê-lo. Estou bastante ansioso para ler os próximos, mas decidi revezá-los com As Peças Infernais, por isso ainda não iniciei a leitura.

2. Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven:


Esse é um daqueles livros que todo mundo deveria ler. Bonito, tocante e, principalmente, real. Tudo funciona tão bem que é até difícil enumerar seus pontos positivos. É incrível como a Jennifer conseguiu nos envolver com os personagens, sentir suas dores, medos, vontades... Enfim, ele é maravilhoso! E esse ano tive a oportunidade de conhecer a autora, que é extremamente atencioso e amável com os fãs, o que só fez minha admiração crescer ainda mais.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

[Resenha] It Girl - Uma Garota Entre Nós | Cecily Von Ziegesar

Autora: Cecily Von Ziegezar
Editora: Galera Record
Páginas: 320
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: It Girl - Notorious

Passar vergonha na frente de todo o colégio e desrespeitar o comitê disciplinar tornam Jenny realmente popular no colégio. Mas a fama não é nada, Jenny está totalmente apaixonada.

O único problema é que ele é namorado de sua colega de quarto. Além disso, Tinsley Carmichel – que todos pensavam que tinha sido expulsa – está de volta e quer recuperar seu posto de “A Garota”.

Nota: Este livro é o segundo da série, portanto a resenha poderá conter spoilers do primeiro; assim como da série original, Gossip Girl. Leia por sua conta e risco!

Resenha:

Olha quem voltou!

Gostei bastante do primeiro livro de It Girl, portanto não via a hora de ler a continuação. Mas como já é costume, os livros da Cecily Von Ziegesar são bem caros e é preciso ficar esperando aquela promoção esperta para adquiri-los. Mas, voltando para o foco dos livros, esse segundo volume consegue ser tão bom quanto o primeiro.

Em Uma Garota Entre Nós, temos o retorno de Tinsley Carmichel, a antiga moradora do quarto de Jenny na Waverly Academy. A personagem foi bastante citada no primeiro livro, então era óbvio que ela iria aparecer na série, mais cedo ou mais tarde. E outra coisa que era bastante óbvia seria sua personalidade. De fato, Tinsley é mimada, manipuladora e cruel, chegando até a ser descrita por Jenny como uma mistura de Blair e Serena. Particularmente, não acho Serena manipuladora como Blair, mas diferente da Waldorf, Tinsley não consegue ganhar a empatia do leitor, muito pelo contrário, não via a hora dela se dar mal. E como ela é quase mais protagonista do que a própria Jenny nesse volume, foram em muitas horas que desejei isso.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

[Resenha] Crepúsculo - Stephenie Meyer

Autora: Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca
Páginas: 416
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Twilight

Quando Isabella Swan se muda para a melancólica cidade de Forks e conhece o misterioso e atraente Edward Cullen, sua vida dá uma guinada emocionante e apavorante. Com corpo de atleta, olhos dourados, vez hipnótica e dons sobrenaturais, Edward é ao mesmo tempo irresistível e impenetrável. Até então, ele tem conseguido ocultar sua verdadeira identidade, mas Bella está decidida a descobrir seu segredo sombrio.

Resenha:

"- E então o leão se apaixonou pelo cordeiro..."

Uma coisa que sempre me incomodou bastante são os comentários e preconceito para com a saga. E parte dessas opiniões são de pessoas que já leram os livros, foram fãs, mas agora apenas gostam de dizer o quanto ela é ruim - principalmente após comparações sem sentido com outros livros como Harry Potter, que não possui NADA em comum com a série. Todo mundo tem direito de rever seus gostos e de que algo que achou bom outrora não é realmente tudo aquilo, claro, mas será que Crepúsculo merece realmente todo esse ódio?

Eu li os livros (exceto Amanhecer, que nunca li) na época dos filmes mas como não lembrava de muita coisa e com o lançamento de Vida e Morte, decidi reler as obras para resenhar aqui. Particularmente, sou um grande fã dos livros e dos filmes, mas isso não me faz fechar os olhos para os defeitos que ambas obras têm. Mas antes de citá-los, quero começar pelo que mais me cativou, os personagens. É indiscutível que a personalidade de Bella virou um clichê em livros do gênero sobrenatural, mas em comparação com a adaptação, isso é menos forçado. Claro, ela é insegura, submissa à Edward até certo ponto; mas é um pouco mais "solta" - como em uma de suas primeiras cenas da escola, onde ela chega até a fazer um piada com Eric, algo que não combina em nada com a Bella cinematográfica. E algo que o filme também não trabalhou foi sua relação com Charlie pois, por mais que os dois não tenham tanta intimidade, a barreira entre eles aqui é menor.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

[Resenha] Gelo Negro - Becca Fitzpatrick

Autora: Becca Fitzpatrick
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Black Ice

Britt Pfeiffer passou meses se preparando para uma trilha na Cordilheira Teton, um lugar cheio de mistérios. Antes mesmo de chegar à cabana nas montanhas, ela e a melhor amiga, Korbie, enfrentam uma nevasca avassaladora e são obrigadas a abandonar o carro e procurar ajuda. As duas acabam sendo acolhidas por dois homens atraentes e imaginam que estão em segurança.

Os homens, porém, são criminosos foragidos e as fazem reféns. Para sobreviver, Britt precisará enfrentar o frio e a neve para guiar os sequestradores para fora das montanhas. Durante a arriscada jornada em meio à natureza selvagem, um homem se mostra mais um aliado do que um inimigo, e Britt acaba se deixando envolver. Será que ela pode confiar nele? Sua vida dependerá dessa resposta.

Resenha:

É difícil resistir ao perigo...

Lembro que fiquei bastante animado quando foi anunciado que o novo livro de Becca Fitzpatrick seria um thriller, porque se o suspense foi algo que ela introduziu perfeitamente na série Hush, Hush - um young adult -, imagine em um livro realmente do gênero? Infelizmente, isso não foi totalmente verdade e Gelo Negro foi uma das leituras mais controversas que tive esse ano, pois, mesmo sentindo uma perda de rumo em determinado momento da história, ainda assim gostei do resultado final.

A trama principal começa muito bem e nos deixa temerosos pelo que Britt encontrará na viagem, e as situações iniciais que a personagem passa nas mãos de seus sequestradores são extremamente bem feitas pela autora. É impossível não imaginar que o livro pode ser adaptado em um suspense futuramente, pois ele possui todos os pontos do gênero - até o famigerado prólogo de uma vítima inicial. Entretanto, após metade da história, tudo é transformado em um romance previsível da protagonista, e é possível dizer como será o fim antes mesmo de finalizar o livro. E como o destino do casal, a identidade do assassino também não será mais surpresa a partir do começo dessa mudança. Ainda assim, Becca merece elogios pois, mesmo já tendo quase certeza de quem é o real criminoso, o leitor quer descobrir seus motivos para tal crueldade. E a autora não decepciona quando tudo vem à tona, pois envolve abusos familiares e misoginia - assunto esse muito raro na literatura, se pararmos para pensar -, e até os mínimos detalhes se encaixam. Os motivos para os crimes só conseguem nos deixar com mais nojo pois são inaceitáveis.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

[TAG] Ceia de Natal

Oi, pessoal! Aqui estou com mais uma tag e, dessa vez, em clima natalino, afinal a data está quase chegando, não é mesmo?!

Vi essa tag no canal da Ka, do KabookTV (clique aqui para ver o vídeo), e gostei bastante. Então, nada mais justo do que fazê-la! Agora, sem mais delongas, vamos à tag:

1) Peru de Natal - Um livro que você está louco para ler: Anjo Mecânico.


Infelizmente, a trilogia de As Peças Infernais vai ficar somente para 2017, mas com certeza serão uns dos primeiros livros que lerei.

2) "É pavê ou pra comê?"- Um livro que você achava que não fosse gostar, mas que te surpreendeu: O Teorema Katherine.


Sempre fiquei com um pé atrás para ler esse livro por conta da presença de números matemáticos, matéria que eu simplesmente detesto, hahaha. Mas para a minha surpresa, gostei da história e os números nem incomodaram tanto assim.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

[Crítica] Fallen - O Filme

Direção: Scott Hicks
Roteiro: Lauren Kate, Nichole Millard, Kathryn Price e Michael Arlen Ross
Ano: 2016
Duração: 91 minutos
Título Original: Fallen
Classificação: 3.5/5 estrelas

Responsabilizada pela misteriosa morte de seu namorado, Luce (Addison Timlin) é mandada para o reformatório Sword & Cross, onde se aproxima de Daniel Grigori (Jeremy Irvine), sem saber que ele é um anjo apaixonado por ela há milênios. 

Ao mesmo tempo, a protagonista da trama não consegue se manter afastada de Cam Briel (Harrison Gilbertson), que também é um anjo e há tempos luta pelo amor de Luce. Isolada do mundo exterior e assombrada por estranhas visões, ela começa aos poucos a desvendar os segredos de seu passado e descobre a verdadeira identidade dos anjos caídos, bem como o amor que nutriram por ela ao longo de séculos. Luce deve, então, fazer sua escolha.

Nota: Para ler a resenha do livro, clique aqui.

Crítica:

Alguns anjos estão destinados a cair.

Depois de quase seis anos de espera (se contarmos desde a compra dos direitos da série pela Disney), Fallen finalmente estreou mundialmente. Como fã incondicional dos livros que sou, fui conferir a adaptação o mais rápido possível. Infelizmente, a não foi totalmente positiva.

Começando pela história, quem leu o livro, sabe o quanto até lá é meio complicado de entender a mitologia até as páginas finais; por isso, o filme já começa explicando sobre a maldição, o que foi um acerto para quem não teve contato com os livros, afinal a adaptação precisa conquistar não só os fãs da obra, como o público novo. O problema, no entanto, é a curta duração do longa, que o faz parecer extremamente corrido - o que ele é mesmo, em certos momentos -, confundindo o telespectador que ainda não está totalmente inserido na mitologia. E junto à isso, o filme ainda trabalha o triângulo amoroso, portanto o tempo é bem dividido para as duas tramas.


Esse foi outro ponto que incomodou os críticos, mas sabemos que a introdução do triângulo é necessário pois é o responsável pelos maiores conflitos entre os personagens no primeiro livro. A química entre os atores está bem trabalhada e o roteiro soube expor os dois casais de formas distintas e positivas: enquanto Cam e Luce representam algo mais sensual e perigoso; Daniel e Luce expõem o desespero por ansiarem estar juntos, mas com algo maior os impedindo. Particularmente, quando o elenco foi divulgado, não gostei do Harrison por não estar fiel fisicamente ao Cam descrito nos livros, mas ele consegue passar a personalidade do personagem e isso me deixou bastante feliz. Addison também entrega uma Luce fiel aos livros, porém mais confiante em determinadas cenas. o que foi igualmente positivo. Do trio, apenas Jeremy parece não estar totalmente confortável no personagem, mas não chega a ser uma péssima interpretação.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

[Resenha] Naomi & Ely e a Lista do Não-Beijo - David Levithan & Rachel Cohn

Autores: David Levithan & Rachel Cohn
Editora: Galera Record
Páginas: 256
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Naomi & Ely's No Kiss List

A quintessência menina-gosta-de-menino-que-gosta-de-meninos. Uma análise bem-humorada sobre relacionamentos. Naomi e Ely são amigos inseparáveis desde pequenos. Naomi ama Ely e está apaixonada por ele. 

Já o garoto, ama a amiga, mas prefere estar apaixonado, bem, por garotos. Para preservar a amizade, criam a lista do não beijo — a relação de caras que nenhum dos dois pode beijar em hipótese alguma. A lista do não beijo protege a amizade e assegura que nada vá abalar as estruturas da fundação Naomi & Ely. Até que… Ely beija o namorado de Naomi. E quando há amor, amizade e traição envolvidos, a reconciliação pode ser dolorosa e, claro, muito dramática.

Resenha:

Dizer que é amigo de alguém é fácil. Ser amigo de verdade, não.

Desde que assisti Naomi & Ely e a Lista do Não Beijo (tem na Netflix e até mesmo no YouTube, para quem se interessar) e descobri que o filme era a adaptação de um livro, quis lê-lo, pois adorei o longa. Confesso que, de início, a pontuação média do livro no Skoob me deixou receoso, mas ao finalizar a leitura, respirei aliviado porque a história é muito boa!

Começando pelos personagens, que é algo que o livro tem para dar e vender, quase todos narram a história e são bem desenvolvidos, mas o destaque fica por conta de Naomi, Ely, Gabriel e Bruce, o Segundo; afinal são os quatro me movem o plot principal do livro. O ponto mais positivo do livro foi a construção em torno dessa traição de Ely para com Naomi pois, mesmo que ele estivesse errado, ela também não é totalmente santa já que estava apenas Bruce para fingir que não gostava de Naomi - e o próprio Bruce a usava para fugir de quem ele realmente era. Ou seja, todos são culpados, todos erram e acertam... todos são humanos!

sábado, 10 de dezembro de 2016

[Resenha] Todo Dia - David Levithan

Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 280
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Every Day

Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrarem a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.

Resenha:

Todo dia uma nova vida. Todo dia uma pessoa diferente. Todo dia a paixão pela mesma garota.

Sempre li e ouvi comentários extremamente positivos sobre Todo Dia, o que só fazia minha vontade de lê-lo aumentar cada vez mais, mas o livro sempre estava por um preço um pouco salgado, algo comum com livros da Galera Record. Mas enfim consegui comprá-lo e li o mais rápido que pude.

Começando pelos personagens, é impossível não se identificar e torcer por A e Rhiannon, seja como um casal ou como personagens individuais. Ambos são construídos com características humanas, com erros e acertos, principalmente Rhiannon. Em certos momentos, fiquei com um pouco de raiva pelo preconceito que ela tinha por algumas pessoas que A era em determinado dia, mas é compreensível porque, sem hipocrisia, talvez iríamos agir do mesmo jeito. É algo do ser humano julgar alguém pelo físico, infelizmente. Confesso que no começo, também achei um pouco forçado todo o amor que A dizia sentir por Rhiannon por ter sido tão rápido, mas gostei da interação dos dois - chegamos até a esquecer que A está no corpo de alguém! O drama que ele enfrentaram foi condizente com a história e mesmo que para A possa ser algo que eles precisam enfrentar para ficarem juntos, o lado de Rhiannon também é importante, pois como seria ter que acostumar-se com a mudança física diariamente de alguém que se ama?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

[Resenha] The 100: Os Escolhidos - Kass Morgan

Autora: Kass Morgan
Editora: Galera Record
Páginas: 288
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: The 100

Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis — considerados gastos inúteis para a sociedade restrita — serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles... ou uma missão suicida.

Resenha:

Ninguém pisa na Terra há séculos - até agora.

Por gostar bastante da série de TV, sempre quis ler The 100, mesmo que muito dos comentários falassem que a série é superior. Após finalizar a leitura, vi que o seriado realmente se sobressai sobre os livros, mas isso não significa que eles são ruins, muito pelo contrário.

Começando pelos personagens, acompanhamos a trama por meio de quatro - Clarke, Bellamy, Glass e Wells. Gosto bastante dos três primeiros, especialmente Glass, que não existe na série e foi uma grata surpresa. A história dela, assim como dos outros, é bastante sofrida, portanto é fácil gostar rapidamente da personagem. Não sei porque não a introduziram na série, principalmente na primeira temporada, onde sua trama se encaixaria perfeitamente. Além de Glass, Clarke honra o posto de protagonista e se mostra uma das personagens que a série foi mais fiel no desenvolvimento; e assim como com Glass, torcemos por ela desde seu primeiro capítulo. No time feminino, temos ainda Octavia que por mais que não tenha nenhum capítulo sob seu ponto de vista, se destaca por meio dos de Bellamy. Mesmo que ela não possua toda a força que a da série, acredito que ainda surpreenderá bastante nos próximos livros.

sábado, 26 de novembro de 2016

[Resenha] Gossip Girl - Não Me Esqueça | Cecily Von Ziegesar

Autora: Cecily Von Ziegesar
Editora: Galera Record
Páginas: 336
Classificação: 5/5 estrelas
Título Original: Gossip Girl - Don't You Forget About Me

Contagem regressiva para o início da faculdade! Em apenas dez dias, Blair, Serena, Nate, Dan e Vanessa deixarão o Upper East Side. E isso tem alguns significados: festas escandalosas de fim de verão, beijos agora-ou-nunca e até um adeus de partir o coração. Em Não me esqueça, aguardado último volume de Gossip Girl, todos estão fazendo planos para a vida independente, mas alguns segredos podem mudar vários destinos.

Nota: A resenha poderá conter spoilers dos livros anteriores (todos mencionados no final da resenha). Leia por sua conta e risco!

Resenha:

Quem vai ganhar o coração de N.?

Antes de tudo, vamos esclarecer que esse não é o último livro definitivo da série. Depois dele, Cecily Von Ziegesar escreveu mais dois (Só Podia Ser Você, uma prequel que se passa bem antes do primeiro livro; e Eu Sempre Vou te Amar, que se passa alguns meses após Não Me Esqueça), portanto nossa jornada com o Blair, Serena, Nate, Dan e Vanessa ainda irá durar mais algum tempo. Mas agora vamos voltar ao foco que é esse décimo primeiro volume, que foi tão bom quanto os anteriores.

Algo que eu sempre achei ruim foi Cecily não trabalhar o triângulo Serena-Nate-Blair. Sim, desde As Delícias da Fofoca, nós sabíamos que os três eram ligados, mas Blair sempre teve mais chances com Nate, já que nunca tivemos um real desenvolvimento entre ele e Serena. Apenas vimos os dois namorando rapidamente no oitavo livro, mas Nate continuava pensando em Blair. Então, felizmente Cecily resolveu mostrar que o garoto é mesmo dividido entre as duas, com várias cenas dele e Serena. Antes tarde do que nunca, não é?! Não digo que foi lá o melhor desenvolvimento de um triângulo, mas foi de um modo único, que condiz com o tom que a série carrega desde o primeiro livro. Ora os sentimentos de Nate pareciam algo sério, em outra apenas capricho da parte dele. Eu, particularmente, não acredito que ele ame mesmo as duas como diz, apenas sente atração física por elas (um pouco mais por Blair, verdade seja dita), que tem características distintas, mas que de algum jeito combinam com as dele.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

[Resenha] Gossip Girl - Eu Não Mentiria Para Você | Cecily Von Ziegesar

Autora: Cecily Von Ziegesar
Editora: Galera Record
Páginas: 236
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Gossip Girl - Would I Lie to You

O verão está a toda e os jovens mais glamourosos de Nova York fogem do calor da cidade para se refrescar à beira da praia. Nos Hamptons, os ricos, belos e famosos se reúnem, enquanto o estilista Bailey Winter espera suas duas musas inspiradoras - Blair e Serena, é claro. Só mesmo o mundo da moda para unir essas beldades! E, coincidência das coincidências, Nate está esperando-as na casa ao lado... Isso é que é política de boa vizinhança! 

Enquanto isso, Dan e Vanessa continuam morando na mesma casa, mas tentando com todas as forças se manterem em quartos separados. Novas sensações e descobertas incríveis esperam os jovens mais interessantes de Nova York - e é claro que a Gossip Girl vai ficar de olho em tudo.

Nota: A resenha poderá conter spoilers dos livros anteriores (todos mencionados no final da resenha). Leia por sua conta e risco!

Resenha:

E quem diria que alguns segredos ainda permaneciam escondidos?

Lembro que quando eu vi esse livro pela primeira vez, estranhei seu tamanho, já que todos os livros da série possuem entre 300 e 330 páginas, enquanto ele tem apenas 236. Fiquei mais receoso ainda pois ao terminar Vai Sonhando, o volume anterior, fiquei questionando se a série já estava se perdendo na própria proposta; então esse livro ser mais curto não me fez vê-lo com bons olhos. Mas, felizmente, foi somente uma impressão e o livro diverte bastante, além de dar uma resposta que todos nós esperávamos desde o primeiro livro.

O começo desse décimo livro me lembrou bastante amizade de Blair e Serena nas duas primeiras temporadas da série, onde o foco das duas era se divertir em festas e coisas do tipo. Mais especificamente, me lembrou da viagem que todos fizeram para o Hamptons no começo da 2ª temporada. As famosas brigas por Nate dão uma pausa e as duas se unem ainda mais depois que duas garotas começam a imitá-las, e isso foi bem engraçado de acompanhar. Além disso, esse livro voltou a ter Serena como foco - como eu disse em várias resenhas passadas, os anteriores focavam mais em Blair -, o que, claro, eu adorei pois ela é minha personagem favorita.

sábado, 19 de novembro de 2016

Trailer e pôster de "Antes Que Eu Vá" são divulgados!

Ontem (18/11), foram divulgados o primeiro trailer e pôster oficiais de "Before I Fall", adaptação do livro homônimo de Lauren Oliver e lançado no Brasil com o título de "Antes Que Eu Vá". Ainda não existe o trailer legendado mas assim que o mesmo for lançado, o post será atualizado. Confira abaixo, em inglês:



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

[Resenha] Gossip Girl - Vai Sonhando | Cecily Von Ziegesar

Autora: Cecily Von Ziegesar
Editora: Galera Record
Páginas: 320
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Gossip Girl - Only in Your Dreams

Quando "Breakfast at Fred's", a refilmagem ultramoderna de "Bonequinha de luxo", começa a ser gravada em Manhattan, as garotas mais fabulosas da cidade querem se juntar à equipe. Para completar o clima, o calor do último verão antes da partida para a faculdade é a desculpa ideal para festas incríveis à beira da piscina. 

Depois dos encontros e desencontros na festa de formatura, Blair, Serena e Nate estão seguindo caminhos diferentes. Blair está em Londres, visitando o mais que perfeito Lorde Marcus; Serena está prestes a se tornar uma estrela de cinema - como se ela já não fosse uma! -; e Nate está ralando nos Hamptons, tentando finalmente conseguir o seu diploma... Em Nova York, Dan e Vanessa estão numa de esquentar a relação, como se isso fosse difícil com este calor! Os jovens mais bonitos, ricos e interessantes de Manhattan não perdem por esperar: este verão vai ser mais quente do que nunca.

Nota: A resenha poderá conter spoilers dos livros anteriores (todos estão listados no final da resenha). Leia por sua conta e risco!

Resenha:

Eles não estão tão a fim de vocês.

Chegamos ao nono volume de Gossip Girl. Tenho esperanças de terminar a série de livros ainda em 2016, por isso, após dois meses sem ler nenhum livro, decidi começar Vai Sonhando. E após finalizar a leitura, fiquei me perguntando: será que a vida dos moradores do Upper East Side continuam interessantes ou devemos nos preocupar pelo futuro da série?

Começando por Blair, afinal ela vem sendo o destaque dos últimos livros. Como tudo que é perfeito demais sempre tem algo a mais, seu relacionamento com Lorde Marcus começa a esfriar por contas dos boatos de que ele tem uma noiva - e para piorar, Camilla, uma prima dele vem passar uns dias com a família e eles se mostram próximos até demais. O final desse plot ficou muito aberto, não tivemos a real confirmação se Marcus tinha mesmo uma noiva ou um caso com essa prima. Não sei isso foi proposital de Cecily para ser trabalhado nos próximos volumes, mas espero receber tais respostas. Após isso, Blair ganha um segundo plot no livro e é bem engraçado porque envolve o remake de Breakfast at Tiffany's (Bonequinha de Luxo), seu filme preferido. Vocês conhecem Blair Waldorf; mesmo não sendo a principal, ela daria um jeito de envolver-se na produção.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

[Resenha] Duff - Kody Keplinger

Autora: Kody Keplinger
Editora: Globo Alt
Páginas: 328
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: The DUFF

Bianca Piper não é a garota mais bonita da escola, mas tem um grupo leal de amigas, é inteligente e não se importa com o que os outros pensam dela (ou ela acha). Ela também é muito esperta para cair na conversa mole de Wesley Rush - o cara bonito, rico e popular da escola - que a apelida de DUFF, sigla em inglês para Designated Ugly Fat Friend, a menos atraente do seu grupo de amigas.

Porém a vida de Bianca fora da escola não vai bem e, desesperada por uma distração, ela acaba beijando Wesley. Pior de tudo: ela gosta. Como válvula de escape, Bianca se envolve em uma relação de inimizade colorida com ele. Enquanto o mundo ao seu redor começa a desmoronar, Bianca descobre, aterrorizada, que está se apaixonando pelo garoto que ela odiava mais do que tudo.

Resenha:

A maioria das pessoas faria de tudo para evitar ser uma Duff. Mas Bianca Piper não é a maioria...

Meu primeiro contato com Duff foi por conta do filme, que tem Robbie Amell e Bella Thorne - dois atores que acompanho e gosto bastante - no elenco. Gostei do longa e, a partir daí, fiquei com vontade de ler o livro que originou a adaptação, mas na época, ele ainda não havia sido publicado no Brasil, então precisei esperar até que isso ocorresse. Como sempre, fui adiando a compra do livro até que o ganhei em uma promoção do Skoob e assim que o exemplar chegou e eu tive tempo, corri para lê-lo.

Primeiro preciso fazer uma comparação entre o livro e o filme. Os dois têm a mesma essência mas, ainda assim, muitas diferenças. Enquanto o filme segue mais para o lado comédia romântica e teen - o que não é ruim -, o livro une isso com uma dose de drama. Repetindo, o filme é bom e diverte, mas após ler o livro pude ver o quanto ele se sobressai, deixando a adaptação um pouco vazia, até. O livro consegue trabalhar não só as inseguranças de Bianca, mas também as de Wesley, enquanto o filme trata ambas situações quase que superficialmente. É fácil se identificar com a protagonista, você já torce por ela praticamente a partir do primeiro capítulo porque as situações que Bianca enfrenta são reais e qualquer pode passar (ou já passou) por momentos iguais. Mesmo que ela insista que ser tratada como Duff não a incomoda, é óbvio que fere, sim.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

[Lista] Os Livros Mais Fracos de Suas Séries!


Independente de amarmos algumas séries, sempre estamos sujeitos a encontrar algumas sequências fracas em comparação à toda a saga em si. Vi esse vídeo no canal da Ka, do Kabook TV, e achei interessante, por isso resolvi fazer uma minha para cá.

Lembrando que não coloquei os livros por uma ordem que eu detestei mais, mas sim por ordem alfabética; e só adicionei na lista séries que eu já finalizei. Então, sem mais delongas, vamos aos selecionados:

1. A Coroa - Kiera Cass:


A série é uma das minhas favoritas, então foi muito decepcionante que o último livro não ser tão bom quanto os três primeiros (ou até mesmo A Herdeira, já que muitos julgam ambos inferiores à trilogia original). Por ser a conclusão de toda a série, Kiera poderia ter escrito um livro bem maior, pois a história ficou corrida e com a sensação de que a autora queria sair desse universo o mais rápido possível. O livro mais parece um conto do que o final de algo grandioso.

2. Almas Sombrias - L.J. Smith:


Diários do Vampiro é um exemplo de série que decaiu por ganância da autora/editora. Os três primeiros livros são excelentes e o quarto, mesmo com seus altos e baixos, até consegue ser interessante; mas a trilogia O Retorno - escrita anos depois dos quatro primeiros - só veio para afundar a série, em especial esse sexto livro. Ele consegue quebrar todo o clima e conexão com os outros e mesmo com um plot que poderia render cenas incríveis, L.J. Smith preferiu insistir em Damon e Elena como um casal, sendo que eles não tem a menor química; e uma história sobre escravos (!!). Ironicamente, em uma entrevista, L.J. afirmou que esse é o seu livro preferido. Ok, né...


domingo, 30 de outubro de 2016

[Resenha] O Amor nos Tempos de #Likes - Pam Gonçalves, Bel Rodrigues, Hugo Francioni e Pedro Pereira

Autores: Pam Gonçalves, Bel Rodrigues, Hugo Francioni e Pedro Pereira
Editora: Galera Record
Páginas: 272
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: O Amor nos Tempos de #Likes

Os tempos mudaram, mas e o amor? Continua a dar aquele frio na barriga e fazer os jovens atravessarem quilômetros para viver uma paixão? Em "O Amor nos Tempos de #Likes", quatro booktubers se inspiram em três histórias da literatura para criar suas versões de contos românticos na era digital. Uma bela, jovem e famosa youtuber com medo do amor; um casal inesperado em um encontro às escuras (literalmente) e dois meninos apaixonados por livros tentando entender quem são e o que querem são os protagonistas destes contos que evocam "Orgulho e Preconceito" (Pam Gonçalves), "Dom Casmurro" (Bel Rodrigues) e "Romeu e Julieta" (Pedrugo).

Resenha:

Viva o amor!

Eu já acompanhava a Pam e a Bel há um tempo, então fiquei bastante animado com o anúncio de que as duas escreveriam um livro juntas, em parceria com o Pedro e o Hugo. E o projeto ainda ganhou mais pontos comigo quando o título foi divulgado. Simplesmente genial e remete não só aos contos, mas aos romances na vida real atualmente. Cada conto foi inspirado em um clássico da literatura, mas como não li nenhum dos três - falta de cultura minha, eu sei! -, irei falar apenas da minha experiência com os contos em si.

O primeiro é Próximo destino: Amor, escrito pela Pam, foi inspirado em Orgulho e Preconceito e é o meu favorito. Como já falei, não o li, portanto não posso apontar as semelhanças entre as duas histórias; mas gostei bastante dos personagens. Liz e William são bem construídos e é muito fácil se identificar e torcer pelos dois. Um fato curioso é que, assim como em Boa Noite, o primeiro livro solo da Pam, me identifiquei mais com o protagonista masculino, mesmo possuindo alguns pontos em comum com a protagonista. Marquei várias citações - não só nesse, como nos outros - e o final nos deixa com um gostinho de quero mais; a Pam poderia escrever uma continuação, com certeza gostaria de saber como Liz e William estariam daqui um tempo.

domingo, 23 de outubro de 2016

[Crítica] The O.C. - 4ª Temporada

Status: Finalizada
Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 16 episódios
Classificação: 3.5/5 estrelas
Exibição: 2006/2007
Emissora: Fox

Nota: Todas as quatro temporadas de The O.C. estão disponíveis na Netflix desde 15 de Outubro de 2016.


A temporada começa cinco meses após a morte de Marissa em um acidente de carro. Ryan começa a temporada de forma isolada, um homem de luto. No entanto, o amor contínuo da família Cohen e a compania da excêntrica Taylor Townsend vai guiá-lo de volta para a luz. 

Enquanto isso, Seth e Summer enfrentar os problemas de um relacionamento de longa distância já que Summer vai para a faculdade. A primeira metade da temporada foca nos personagens aceitar a realidade do luto. A segunda metade se concentra nos personagens "encontrar-se" enquanto enfrentam de crises de identidade.


O fim não está próximo, está aqui!

Review:

(Spoilers abaixo!)

Chegamos a quarta e última temporada de The O.C.! Antes de tudo, se você só está lendo as críticas sem ter visto a série - o que eu espero que não, afinal todas estavam recheadas de spoilers -, vai logo assistir a série! Brincadeira, só queria dizer o quanto foi bom relembrar as temporadas por base das críticas, pois é tanta série atrasada que me falta tempo para poder rever The O.C. desde o primeiro episódio. Então, sem mais delongas, vamos ver o que os últimos episódios nos reservaram!

Como eu disse na review da terceira, quando o primeiro episódio foi exibido e confirmou a morte de Marissa, a confusão rolou solta. Enquanto uns gritavam que a série havia acabado e que a largariam (eu estaria nesse grupo, caso tivesse assistido junto com eles na época, mesmo que não a largasse, de fato),, os que odiavam a personagem comemoraram. Havia ainda os que acreditavam que ainda era marketing por parte dos produtores para recuperarem a audiência perdida. Mas realmente era verdade, a personagem morreu. Com isso, a cada semana, a audiência caía mais e mais, resultando no cancelamento da série. Mas calmem, foi um final planejado e todas as tramas trabalhadas ao longo das temporadas tiveram seus finais. Ainda assim, a temporada mostrou que a série não tinha a mesma força sem a personagem e foi um ano realmente sofrível.


A temporada começa cinco meses após a morte de Marissa, mostrando como a vida dos personagens está abalada por sua perda. Na minha opinião, a temporada é dividida em dois momentos. O primeiro é esse, o de todos lutando para colocar suas vidas novamente no eixo após a morte da garota; enquanto o segundo consiste em episódios mais leves, que apostam em momentos engraçados. Ryan se isola dos Cohen e entra em uma fase de destruição própria, passando a lutar boxe e sempre perdendo de propósito, para que a dor física seja maior que a da perda de seu grande amor (podem chorar, pessoal, é de graça!). Mas sua vontade de fazer Volchok pagar pelo crime ainda é grande e, em parceria com Julie, consegue localizá-lo e por pouco, não o mata. Após isso, Volchok se entrega e é preso. Os problemas de Ryan, porém, continuam, desta vez com a volta de seu pai. No início, Ryan o renega por todas as mágoas do passado, mas pouco tempo depois o perdoa.

sábado, 22 de outubro de 2016

[Crítica] The O.C. - 3ª Temporada

Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 25 episódios
Classificação: 4/5 estrelas
Exibição: 2005/2006
Emissora: Fox

Nota: Todas as quatro temporadas de The O.C. estão disponíveis na Netflix desde 15 de Outubro de 2016.

A temporada começa com Marissa sendo expulsa da escola Harbor após ter atirado em Trey para proteger Ryan. A família Cooper, fica sem dinheiro e é forçada a se mudar para um parque de trailers. Marissa decide estudar em uma escola pública onde ninguém conheça sua história e, com isso, sua vida começa a ficar fora de controle. Os outros personagens olham para a faculdade, com Seth e Summer ambos competindo por uma vaga na Universidade Brown. 

A moral Sandy torna-se ameaçada quando ele assume a antiga posição de Caleb como chefe do Grupo Newport, perseguindo um projeto para estabelecer a habitação de baixa renda, em Newport. Já Ryan tenta resolver seus relacionamentos individuais com sua mãe e sua amiga de infância Theresa Diaz.


Review:
(Spoilers abaixo!)

O fim de uma era. Ou deveria dizer o fim de The O.C.?

Chegamos a 3ª e tão criticada temporada de The O.C. Vale lembrar mais uma vez que essa review possui o maior spoiler de toda a série, então, se você ainda não terminou e não quer saber, só volte para ler o resto após finalizar a temporada! O motivo desse terceiro ano ser tão odiado pelos fãs - que gostavam da personagem, claro - é a morte de Marissa. Sim, a protagonista da série. O que se especula é que Mischa Barton resolveu sair da série após inúmeras brigas com a produção por seus atrasos nas gravações. Quando questionada sobre o real motivo, a atriz afirmou que a série estava se distanciando do que ela achava saudável e, por isso, ela optou por sair (a partir de 1:41 minutos do vídeo). Além disso, a audiência da série começou a apresentar uma queda a partir desse ano - nada comparado à da 4ª temporada, mas isso é assunto para a próxima crítica. E apesar da morte de Marissa, ao lado da 1ª, essa é minha temporada favorita. Vamos ver o que os momentos finais de Marissa Cooper nos reservam?

Dois meses se passam desde o fim da temporada passada e e descobrimos que Trey está em coma. Com isso, os promotores estão pressionando Ryan, Marissa, Seth e Summer para mais informações sobre o acidente, mas eles continuam defendendo uns aos outros. Tentando seguir com sua vida, Marissa tenta organizar o festival anual do colégio, porém consegue uma nova rival: Taylor. O diretor Hess também se vira contra a garota, tentando à todo custo expulsá-la da escola. Sério, o cara é muito insuportável e acaba conseguindo seu objetivo, quando Ryan o agride para defendê-la. Com isso, Marissa tem que enfrentar uma escola pública e começa a andar com Johnny e seus amigos, causando a preocupação de Summer e Ryan, gerando assim, mais uma crise no namoro.


Não satisfeito com a expulsão de Marissa, Hess começa a perseguir Ryan, Summer e Seth, com a mesma intenção, mas os três descobrem seu caso com uma aluna e decidem chantageá-lo para Marissa voltar à Harbor High School. O problema é que ao conseguirem isso, Johnny entra em depressão e Marissa resolve ajudá-lo, piorando seu namoro com Ryan, que chega ao fim. Como eu disse na crítica da 1ª temporada, a confiança que os dois possuíam um pelo outro nunca mais foi a mesma após as armações de Oliver. E o pior: Johhny realmente é uma boa pessoa, o garoto problema da escola é Kevin Volchok, com quem Marissa começa a se envolver, piorando ainda mais seu histórico com drogas. Ele foi, de longe, o pior cara que Marissa se envolveu no quesito de não valer nada. Ele sentia prazer em levá-la por esse caminho de auto-destruição com ele e chega até a fazer Marissa ficar realmente chata por vários episódios. Isso só teve um fim quando ela o flagrou com outra e pôs um fim na relação, sem imaginar que sua vida tornaria-se um inferno ainda maior. Cansada da vida que leva em Newport, ela decide ir morar com o pai quando este a convida para ir trabalhar com ele. Ao saber da decisão da ex, Ryan decide levá-la até o aeroporto, pois como ela foi a primeira pessoa que ele viu quando chegou na cidade, ele quer ser a última que ela veja ao sair.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

[Crítica] The O.C. - 2ª Temporada

Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 24 episódios
Classificação: 4/5 estrelas
Exibição: 2004/2005
Emissora: Fox

Nota: Todas as quatro temporadas de The O.C. estão disponíveis na Netflix desde 15 de Outubro de 2016.

A segunda temporada de The O.C. continua a seguir as relações tumultuosas românticas entre Ryan e Marissa, Seth e Summer, assim como Sandy e Kirsten. O Bait Shop torna-se um destino de destaque social para os personagens adolescentes. Vários personagens recorrentes são introduzidos, tais como DJ, Lindsay, Zach, e Alex, aos quais os personagens principais se relacionam. O irmão de Ryan, Trey Atwood, sai da cadeia e ameaça trazer velha vida de Ryan de volta. Sandy e Kirsten também enfrentar novos conflitos após o afastamento dos filhos durante o verão.

Review:
(Spoilers abaixo!)

Califórnia nunca esteve tão quente!

Chegamos a tão esperada 2ª temporada de The O.C.! Nem preciso dizer que os adolescentes na época ficaram doidos esperando essa temporada como se dependessem dela para viver, não é?! Foram tantas pontas deixadas abertas pela primeira temporada, que é impossível dizer qual queríamos logo que fosse resolvida. E o segundo ano chegou para mostrar que todos os acontecimentos do primeiro não eram nem o começo do que Orange Country ainda iria nos proporcionar: retornos, partidas, namoros lésbicos, namoros chatos... Como diz a tagline na capa dos DVDs, Califórnia nunca esteve tão quente!

Apesar de ser uma boa temporada, certamente não conseguiu superar a primeira - e foi, provavelmente, a mais odiada pelos fãs de Summer e Seth. Seth, inclusive, conseguiu fazer o que eu achava impossível: detestá-lo. Sim, detestei o personagem no começo dessa temporada. Tudo bem que Ryan é seu melhor amigo e até entendo sua partida, mesmo que fazendo isso ele tenha abandonado os pais e Summer, mas culpar Kirsten e Sandy pela decisão de Ryan foi a gota d'água. Essa escolha foi totalmente de Ryan e todos vimos o quão Kirsten ficou devastada. Felizmente, esse plot da gravidez de Theresa foi resolvido rapidamente, quando a garota revelou que havia perdido o bebê, fazendo com que Ryan voltasse para Newport. Seth, então, decidiu parar de ser babaca e fez o mesmo, mas ao chegar em casa, descobriu que Summer havia seguido com sua vida e estava namorando Zach, que era uma versão atlética dele, já que apesar de jogar, também gostava de quadrinhos e era infantil.

Summer e Seth passaram poucos episódios juntos nessa temporada e ainda tivemos esse novo triângulo que, apesar de render vários momentos engraçados, também irritou inúmeras vezes. Juntos, os três criaram a HQ Atomic Country e devido ao sucesso, eles tiveram que passar cada vez mais tempos juntos, o que fez Summer ficar ainda mais dividida entre os dois. Foi só no 2x14 (um dos melhores episódios da temporada e talvez o mais lembrado pelos fãs) que, enfim, ela decidiu que era com Seth que queria ficar, após uma inspirada no filme Homem-Aranha. E apesar de adorar o casal, essa temporada apenas fez o mesmo que a primeira, colocando os dois em um triângulo - a diferença foi só Summer sendo o centro, e não uma das pontas, como na anterior.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

[Crítica] The O.C. - 1ª Temporada


Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 27 episódios
Classificação: 4.5/5 estrelas
Exibição: 2003/2004
Emissora: Fox

Nota: Todas as quatro temporadas de The O.C. estão disponíveis na Netflix desde 15 de Outubro de 2016.

Orange County (de onde vem a sigla O.C.) é um paraíso localizado na Califórnia onde tudo aparenta ser extremamente "perfeito". Porém, por trás dos muros das mansões, mundos são destruídos, pessoas desmascaradas e segredos vêm à tona.

A vida de Ryan poderia ser totalmente diferente se o advogado Sandy Cohen não tivesse optado por adotá-lo, para que ele voltasse às ruas após sair da prisão. Em Orange County, sua vida se mistura a do "irmão" Seth e de Marissa, Summer e outros habitantes do rico condado da Califórnia.

Review:
(Spoilers abaixo!)

''California, Here We Come...''

Quem começou a ver séries na década de 2000 (ou até depois), provavelmente já deve ter ouvido falar de The O.C. - ou como foi traduzida na TV Paga e nos DVDs, Um Estranho no Paraíso. Essa é uma das minhas séries favoritas e minha história começou lá em 2006, quando o SBT exibia diversas séries nas manhãs de domingo e estava em algum episódio da terceira temporada. Eu assistia episódios avulsos, pois nem sempre lembrava que iria passar. Foi só em 2010 que consegui acompanhar todas as temporadas cronologicamente, quando adquiri os DVDs, pois estava naquela famosa fase onde você ama o trabalho de um ator e quer assistir tudo o que ele já fez - esse ator, no caso, era Mischa Barton, uma das protagonistas. Original, postei as críticas das quatro temporadas em um blog que faço parte, o Meu Mundo Alternativo; mas com a chegada da série na Netflix, resolvi reescrevê-las e postar aqui também. Prontos para conhecerem Califórnia?

A série conta a história de Ryan Atwood, um adolescente de dezessete anos que quase é preso após ajudar o irmão em um roubo. Por sorte, seu advogado, Sandy Cohen, sensibilizado com a atual do garoto (já que sua mãe o expulsa de casa e ele não tem para onde ir), o leva para morar com ele, em Orange Country. Lá, Ryan conhece e cria um laço de amizade com Seth, filho de Sandy; Summer Roberts, por quem Seth é apaixonado desde a infância; e por fim - e mais importante - Marissa Cooper, sua vizinha e interesse amoroso. Mas claro que nada será fácil em sua vida, e na cidade, o garoto será alvo de preconceitos, principalmente por Luke e Julie, o namorado e a mãe de Marissa; e no começo, pela esposa de Sandy, Kirsten.


Mas, diferente dos outros, Kirsten não faz por mal. Quem não ficaria receosa em seu lugar ao ver o marido trazendo um ex-presidiário para dentro de casa, quando se é mãe de um adolescente solitário? Felizmente, ela percebe que Ryan não é um má garoto e seu instinto materno fala mais alto. O problema maior é com o próprio Ryan, que precisa se aceitar. Muita gente não gosta do personagem, mas ele é um dos meus favoritos porque o entendo. Ele sempre esteve acostumado a só se foder dar mal e, do nada, as coisas começam a dar certo? Por isso o medo dele de se envolver, pois tudo pode acabar de uma hora para outra. Mas é óbvio que ele não conseguiria manter esse bloqueio por muito tempo, e logo se rende ao sentimento que tem por Marissa. A maioria dos fãs gostava (ou gosta) de Seth e Summer por ser o típico relacionamento de um nerd com uma patricinha, mas desde o início, torci muito mais por Marissa e Ryan. Eles eram totalmente diferentes, mas iguais ao mesmo tempo. Se Ryan era um estranho no paraíso, Marissa também, porém no lugar onde ela nasceu e sempre viveu. Por isso, a atração foi imediata e os dois se completavam, de certo modo. São um meus casais de séries preferidos, definitivamente.

sábado, 1 de outubro de 2016

[Resenha] Boa Noite - Pam Gonçalves

Autora: Pam Gonçalves
Editora: Galera Record
Páginas: 240
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Boa Noite

Alina quer deixar seu passado para trás. Boa aluna, boa filha, boa menina. Não que tudo isso seja ruim, mas também não faz dela a mais popular da escola. Agora, na universidade, ela quer finalmente ser legal, pertencer, começar de novo. O curso de Engenharia da Computação - em uma turma repleta de garotos que não acreditam que mulheres podem entender de números -, a vida em uma república e novos amigos parecem oferecer tudo que Alina quer. Ela só não contava que os desafios estariam muito além da sua vida social. 

Quando Alina decide deixar de vez o rótulo de nerd esquisitona para trás, tudo se complica. Além de festas, bebida e azaração, uma página de fofocas é criada na internet, e mensagens sobre abusos e drogas começam a pipocar. Alina não tinha como prever que seria tragada para o meio de tudo aquilo nem que teria a chance de fazer alguma diferença. De uma hora para outra, parece que o que ela mais quer é voltar para casa.

Resenha:

Boa noite, Alina!

Conheci a Pam Gonçalves em 2011, quando fui procurar uma resenha de Delírio mas o Google acabou me mostrando uma dela de Destino. A partir daí, a acompanho e fiquei extremamente feliz quando ela anunciou que lançaria dois livros, um em conjunto com três amigos (O Amor nos Tempos de #Likes, que será minha próxima leitura) e outro solo. Ao ler a sinopse de Boa Noite, acreditei que o livro seria um romance com um pouco de drama, mas após ler, comprovei que o livro era muito mais do que eu imaginava.

O romance, claro, está presente por meio de vários casais; mas o foco de Pam é trabalhar temas que precisam ser discutidos na sociedade, como machismo, preconceito racial e estupro. O que Alina sofre em sala de aula é revoltante! Não foi uma surpresa que os colegas dela tratassem as meninas da turma daquela forma, pois já é algo comum; o pior foi ver professores apoiando esse comportamento, é ainda mais inadmissível do que por parte dos alunos. Sou contra qualquer tipo de preconceito, então Pam conseguiu me envolver em todos os exemplos colocados no livro, pois assim como Alina, eu queria acabar com todos. Por isso, é claro que o livro possui um toque de feminismo. Mas não, Pam não força o leitor a dizer "Sou feminista!", ela apenas expõe o que todas as pessoas deveriam aceitar: todos temos o direito de ser o que e quem queremos ser, principalmente as mulheres, que sofrem preconceito por motivos fúteis.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Divulgado primeiro trailer oficial de "Fallen"!

Se for um sonho, não me acordem! Enfim vazou o primeiro trailer de Fallen, que já está totalmente gravado desde 2015. Veja abaixo:


O trailer ainda não foi lançado oficialmente pela produtora, por isso não está em HD. Mas isso deve ocorrer em breve - boatos que seria no dia 6 de novembro, mas por conta desse vazamento talvez seja antes. A estreia da adaptação estava prevista para setembro ou outubro, o que, obviamente, não deverá acontecer, já que nem poster temos ainda.

Eu gostei do trailer e acredito que o filme será fiel ao livro. Agora é esperar e rezar para que uma data oficial seja divulgada o mais rápido possível. Ansiosos para o filme? Vale lembrar que todos os livros já foram resenhados no blog. Para ler as resenhas, basta ir .

domingo, 18 de setembro de 2016

[Resenha] Os Diários de Carrie - Candace Bushnell

Autora: Candace Bushnell
Editora: Galera Record
Páginas: 400
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: The Carrie Diaries

Os Diários de Carrie começa no último ano de Carrie do ensino médio. Ela e seus melhores amigos Walt, Lali, Maggie são inseparáveis. E então Sebastian Kydd entra em cena. Sebastian é um bad boy, intrigante e imprevisível.

Carrie está em um relacionamento que ela sempre quis ter na escola, até que a traição de um amigo a faz questionar tudo. Com seus tempos de colégio chegando ao fim, Carrie vai perceber que chegou finalmente a hora de ir atrás de tudo o que ela sempre quis. Os fãs de Carrie vão aprender sobre seus antecedentes familiares – como ela encontrou seu talento para a escrita, e a impressão que suas amizades e relacionamentos deixaram sobre ela.

Resenha:

Carrie Bradshaw era uma garota do interior, mas sabia onde queria chegar...

Apesar de nunca ter me interessado para assistir Sex and the City, assim que a emissora CW confirmou a produção de The Carrie Diaries, que contaria a adolescência da protagonista da série, fiquei ansioso por sua estreia. Parte disso foi por conta de AnnaSophia Robb e Austin Butler serem confirmados como os protagonistas, mas quando a estreia ocorreu comprovei que a série era mesmo boa. E, como sempre, se existe um livro que inspirou algo que eu vi/vejo, quero lê-lo. E tal vontade só aumentou quando o seriado foi cancelada na segunda temporada.

Felizmente, ao terminar o livro posso afirmar o quanto as duas obras são extremamente parecidas. Claro que há mudanças (como corte de alguns personagens), mas a motivação de ambas mídias é a mesma. Várias cenas do livro foram colocadas na série, sem nenhuma mudança e se você tiver assistido a série antes como eu (ou vice-versa), vai reviver elas assim que ler. Por se passar nos anos 80, a história acrescenta muito do machismo da época, como só os meninos poderem escrever artigos no jornal da escola ou pregar a peça anual dos formandos sobre os diretores, por exemplo. Mas Carrie, claro, está aqui para quebrar todos essas oposições machistas.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

[Resenha] Invocação - Darkest Powers | Kelley Armstrong

Autora: Kelley Armstrong
Editora: Novo Século
Páginas: 304
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: The Summoning - Darkest Powers

Tudo o que Chloe Saunders desejava era uma vida normal, como a de qualquer outra adolescente: ir à escola, fazer amigos e, quem sabe, conhecer um garoto. Mas quando ela começa a ver espíritos, e se comunicar com eles, percebe que sua vida jamais será como a das outras garotas. Em pouco tempo, os fantasmas estão por toda parte, exigindo sua atenção.

Após seu primeiro surto, Chloe é enviada a uma instituição para crianças problemáticas. A principio, a Casa Lyle parece razoável, mas assim que conhece os demais internos – o charmoso Simon e seu sinistro e nada sorridente irmão Derek, a antipática Tori e Rae, que tem uma “quedinha” por fogo – Chloe começa a achar que algo estranho e ameaçador os reúne ali. Algo além de crianças com problemas comportamentais. E eles estão prestes a descobrir que a Casa Lyle não é mesmo um lar como outro qualquer...

Resenha:

Todos têm um poder oculto.

Invocação estava na minha wishlist há muito tempo; por isso, antes mesmo de começá-lo, eu já estava com expectativas medianas, afinal a onda "romance sobrenatural com uma mocinha introvertida e um rapaz misterioso" já passou.

Começando pelos personagens, não senti empatia por Chloe. Talvez seja porque já estou um pouco saturado de personagens principais com essas características - tímida, introvertida - em sobrenaturais; mas, diferente de Luce (de Fallen), por exemplo, a personagem deixa o mimimi ser maior do que ela mesma. Não torci nenhum momento por ela, e o mesmo ocorreu com Derek e Simon. O primeiro incorporou o papel de misterioso até demais e muitas de suas brigas com Chloe soaram forçadas, pois em algumas não havia motivo para toda a tensão. Já Simon não é tão chato quanto o irmão, mas acabei passando toda a leitura desconfiando que ele fosse o verdadeiro vilão, o que me impediu de gostar dele. As únicas que gostei foram Rae e Tori. A primeira tem várias falas e ações memoráveis - como uma envolvendo sua paixão por fogo -, enquanto a segunda conseguiu cumprir o papel de vilãzinha. O que ela fez com Chloe foi, no mínimo, perverso.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

[Resenha] Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven

Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 336
Classificação: 5/5 estrelas + Favoritado no Skoob
Título Original: All the Bright Places

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.

Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

Resenha:

“Aprendi que existem coisas boas no mundo se você procurar por elas...” - Finch.

Esse é, definitivamente, um livro daqueles onde você não sabe como começar uma resenha; um livro que você sente que mesmo fazendo uma resenha enorme, não vai conseguir explicar como ele é bom. Desde quando li a sinopse e vi a capa brasileira, fiquei com vontade de lê-lo - vontade essa que só aumentou com o passar do tempo e as resenhas mais que positivas que surgiam da obra. E ao finalizá-lo, comprovei que Por Lugares Incríveis realmente merece todos os elogios que recebe - merece mais, até!

É tudo tão bem construído pela autora que é até difícil saber pelo que começar a falar, mas vamos começar pelo "comum": os personagens. Apesar de Finch ter sido o meu favorito, é difícil dizer qual é o melhor, pois mesmo que Violet comece mais "apagada", com o passar dos capítulos a conhecemos melhor e a afeição que sentimos vai crescendo mais e mais. Mesmo Finch sendo o alívio cômico dos dois e bem independente, é possível ver como ele é triste e precisa de uma pessoa ao seu lado. E ao prova de o quanto esses dois são personagens humanos é que em determinado momento da história, senti um pouco de raiva de Finch por fazer Violet passar por determinadas coisas, mesmo que essa não fosse a intenção dele. Ou seja, eles erram e acertam diversas vezes durante a leitura.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

[Resenha] Perfeitos - Scott Westerfeld

Autor: Scott Westerfeld
Editora: Galera Record
Páginas: 382
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: Pretties

Tally finalmente é perfeita. Agora seu rosto está lindo, as roupas são maravilhosas e ela é muito popular. Mas por trás de tanta diversão – festas que nunca terminam, luxo e tecnologia, e muita liberdade – há uma incômoda sensação de que algo importante está errado.

Então Tally recebe uma mensagem, vinda do seu passado, que a faz se lembrar qual é o problema na sua vida perfeita. Agora ela precisará esquecer o que sabe ou lutar para sobreviver – as autoridades não pretendem deixar que alguém espalhe esse tipo de informação.

Resenha:

O que acontece quando ser perfeito não basta?

Feios não foi lá uma leitura muito feliz, mas ainda assim queria saber como a série continuava porque além da ideia extremamente criativa, Scott Westerfeld fez um final matador para o livro. Mas devido a decepção com o primeiro, adiei e muito a leitura de Perfeitos. Agora, após finalizá-lo, posso dizer que a série conseguiu crescer, mas ainda precisa - e muito! - melhorar em vários aspectos.

Assim como Feios, Perfeitos começa arrastado. Poucas passagens entre as 200 primeiras páginas realmente conseguiram me prender e várias cenas poderiam ter sido cortadas sem perder o sentido da trama. Para piorar, o autor usa e abusa da palavra borbulhante. É compreensível tanta repetição após a explicação, mas não deixa de incomodar. E mesmo a história tomando fôlego a partir da metade, as melhores páginas são as finais. A mente dos perfeitos também é bastante confusa no começo, pois não temos certeza se eles são ou não manipulados, mas Scott consegue explicar isso mais tarde. Mas um ponto positivo é a nova visão que temos da Nova Perfeição. Era óbvio que eles não era bonzinhos como tentavam aparentar, mas agora temos a chance de ver a manipulação em prática.

sábado, 30 de julho de 2016

[Resenha] Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - J.K. Rowling

Autora: J.K. Rowling
Editora: Rocco
Páginas: 348
Classificação: 5/5 estrelas
Título Original: Harry Potter and the Prisoner of Azkaban

Durante 12 longos anos, a assustadora fortaleza de Azkaban manteve prisioneiro o bruxo Sirius Black. Condenado pelo assassinato de 13 pessoas com um só feitiço, alguns acreditam que Black seja o mais fiel dos seguidores d'Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. 

Agora ele fugiu da prisão. E os guardas da prisão disseram que Black andara repetindo a seguinte frase durante o sono "Ele está em Hogwarts... ele está em Hogwarts." Será que o perigoso bruxo esta vindo atras de Harry? Seja como for, Harry não está seguro, nem mesmo dentro de sua escola de magia, cercado por seus amigos. Principalmente porque, para piorar as coisas, pode haver um traidor entre as pessoas que o cercam.

Resenhas anteriores: Harry Potter e a Pedra Filosofal | .

Resenha:

Juro solenemente não fazer nada de bom!

Meu objetivo era ler um livro da série por mês, mas por vários motivos, acabei não conseguindo seguir esse "cronograma" e desde Fevereiro não lia nenhum. Ou seja, devo correr se quiser terminar a saga ainda esse ano. Mas estamos aqui para falar do terceiro volume, O Prisioneiro de Azkaban, então vamos logo começar!

Começando pela história, sem dúvidas, foi a melhor até agora. Mesmo o livro ainda sendo classificado como uma trama Infantojuvenil, a trama é bem mais complexa do que as duas anteriores. Mas isso não foi um problema, até porque J.K. soube muito bem trabalhá-la, acrescentando bons personagens e momentos. O clima de suspense é bem maior do que os anteriores e realmente sentirmos que Harry pode acabar sendo pego à qualquer momento, seja por Sirius ou pelos Dementadores, que são um dos pontos altos do livro. O modo como eles são introduzidos na história é maravilhoso, e a sensação de mal-estar que os personagens sentem é passada para o leitor.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

[Resenha] It Girl - Garota Problema | Cecily Von Ziegesar

Autora: Cecily Von Ziegezar
Editora: Galera Record
Páginas: 304
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: The It Girl

Depois de aparecer em todas as revistas de celebridades e protagonizar alguns dos maiores escândalos de Nova York, Jenny Humphrey não tem outra saída: precisa procurar um novo colégio. Mas ela não quer qualquer colégio; quer seguir os passos de Serena e se tornar a mais popular nova-iorquina em um colégio interno. Depois de muito procurar, encontra a Waverly Academy, um colégio interno no campo, frequentado pela elite de Nova York, e, mais importante, um internato misto com meninos e meninas fabulosos que não deixam as regras atrapalhar seu objetivo maior: se divertir!

Nota: Essa série é um spin-off de Gossip Girl, por isso, a resenha poderá conter spoilers. Leia por sua conta e risco!

Resenha:

Toda garota sonha com isso. Mas até onde ela iria para ser a It Girl?

Após participar de oito livros de Gossip Girl, Jenny acabou ganhando sua própria série, It Girl. Mas seria preciso um bom motivo para a garota sair de Nova York, afinal apenas sua vontade de ser uma nova Serena não era suficiente. Com isso, após ser noticiada como "a-garota-que-ficou-com-os-cinco-integrantes-dos-Ravens-incluindo-o-próprio-irmão'', Rufus não vê outra saída a não permitir a filha ir para outra escola. E após pesquisar e achar o internato Waverly, o destino parece estar do seu lado, colocando-a no quarto que era de Tinsley Carmichael, uma das garotas mais populares mas que foi expulsa por ser flagrada com ecstasy. O que Jenny não esperava era que suas colegas de quarto fossem tão manipuladores quanto à ex-amiga.

De fato, esse livro me reservou surpresas desde o início. Primeiro porque achei que a narração seria toda feita por Jenny, mas assim como em Gossip Girl, todos os personagens principais têm direito à um capítulo. Também acreditava que Jenny seria a garota mais manipuladora até porque ela tem objetivos bem claros para ir estudar na escola, mas não. Jenny - pelo menos, nesse primeiro livro - foi apenas um dos peões manipulados por Callie. Ela é a típica garota que tem coragem de incriminar qualquer inocente se isso significar salvar sua pele e como um acontecimento pode causar sua expulsão definitiva da Waverly, ela começa a agir. Jenny, por sua vez, começa o livro querendo ser uma "nova Jenny", mas ao longo da história, ações da "velha Jenny" continuam acontecendo.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

[Resenha] Gossip Girl - Nunca Mais! | Cecily Von Ziegesar

Autora: Cecily Von Ziegesar
Editora: Galera Record
Páginas: 304
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Gossip Girl - Nothing Can Keep Us Together

Chegou o aguardado momento da festa de formatura dos bem nascidos do Upper East Side. Enquanto as meninas da Constance Billard procuram o vestido perfeito para a grande noite, os veteranos da Riverside Prep caem na farra - como se não tivessem feito isso o ano todo! Os hormônios estão em ebulição e todo mundo quer se dar bem na noite de formatura.

Nate e Serena são o novo casal do momento. Mas Blair nem tem tempo para sofrer: um príncipe, quer dizer, um lorde, surge em sua vida de forma arrebatadora, atraindo os olhares e provocando muita fofoca, é claro. Jenny continua à caça do internato mais malcomportado do estado para poder aprontar com louvar no próximo ano. Vanessa e Aron parecem apaixonados, mas Dan reaparece; e está ainda mais fofo! Será o início de uma batalha pelo amor de Vanessa? Em NUNCA MAIS!, oitavo volume da série, só o tempo poderá revelar o destino de nossos queridos personagens, mas uma coisa é certa: o amor está no ar e ele tem cheiro de Gucci Envy.

Nota: A resenha poderá conter spoilers dos livros anteriores (todos mencionados no fim da resenha). Leia por sua conta e risco!

Resenha:

A formatura chegou!

Após o final do sétimo livro, Ninguém Faz Melhor, foi impossível não começar logo esse volume. E ele trouxe significativas mudanças nos personagens, principalmente em Blair. Após ter sido aceita em Yale, a garota deixa sua insegura de lado e começa a acreditar mais em si mesma. Acontecimentos que a abalavam nos livros anteriores, não mexem mais com seus sentimentos; e isso foi bastante benéfico para a personagem. E em determinado momento, temos uma cena entre ela e Chuck, que me fez pensar se Cecily pensa em desenvolver algo entre os dois - nem que seja rapidamente - para "homenagear" o casal que os dois formaram na série de TV.

Já Serena começa sua missão de ser a namorada perfeita para Nate, já que os dois estão juntos após o flagra de Blair. Mas isso não será uma missão fácil, já que fica explícito que Nate sente algo por Blair, apesar de todas as burradas e traições que cometeu. O personagem passa o livro todo chorando e ri bastante disso. E como Blair aparentemente o superou, algo tem que surgir para causar atrito em sua amizade com Serena, não é?! E isso tem nome e sobrenome: o remake de Breakfast at Tiffany's (aka Bonequinha de Luxo), filme preferido de Blair e o qual ela decide que deve ser a protagonista. Mas Serena, obviamente, também faz o teste e o novo embate fica no ar. Dan continua sem plot próprio e seu único papel no livro é fugir de um escritor que quer sua colaboração para o novo livro que está escrevendo, e ficar com Vanessa enquanto ela está com Aaron. Fiquei bastante chocado com isso, afinal no livro anterior ela e Aaron pareciam o casal perfeito. Também fiquei triste por Blair ir embora do apartamento dela, pois essa amizade improvável rendeu ótimos momentos.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

[Resenha] Gossip Girl - Ninguém Faz Melhor | Cecily Von Ziegesar

Autora: Cecily Von Ziegesar
Editora: Galera Record
Páginas: 304
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Gossip Girl - Nobody Does it Better

Enquanto alguns ainda esperam pelas respostas das universidades, outros não conseguem decidir para qual ir... Mas nada disso importa para os jovens privilegiados de Manhattan. Todos só querem aproveitar os últimos dias da escola para fazer o que sabem: se divertir e, principalmente, namorar o quanto puderem! 

Serena e Jenny mergulham fundo em seus novos papéis de queridinhas da banda de rock mais cool de Nova York. Já o angustiado Dan arrasa (ou, digamos, seria arrasado) nos palcos e ainda por cima ganha os olhares amorosos de uma misteriosa e bela francesinha. Enquanto isso, Blair e Nate finalmente vivem seu momento de casal apaixonado. Mas será que esta felicidade vai durar muito tempo?

Nota: A resenha poderá conter spoilers dos livros anteriores (todos mencionados no final do post). Leia por sua conta e risco!

Resenha:

Todos andam precisando de um dia de descanso.

Enfim, cheguei ao sétimo livro da série! E nunca a ansiedade dos personagens para a faculdade foi tão grande, afinal eles estão nos últimos dias de aula e, em breve, o ensino superior estará batendo à porta. Por isso, é óbvio que, de todos, Blair é a que mais deseja descobrir se irá ou não para Yale. Além disso, a personagem reata o namoro com Nate e - apesar dos pesares - gosto dos dois juntos. Mas Nate continua levando a típica "vida de chapado 24 horas por dia", o que não combina em nada com a vida perfeita de Blair, que é a que recebe maior destaque nesse volume, assim como nos demais. Ela é, inclusive, faz amizade com uma determinada garota e quem já assistiu o seriado de TV, com certeza irá estranhar inicialmente. Realmente gostei dessa interação e quero ver mais.

Já Serena não tem nenhuma grande história nesse volume e serve apenas para ser boato de um possível namoro com um integrante dos Raves, além de ser a referência de Jenny, que quer ser tão popular quanto ela. Esse plot foi trabalhado em todos os outros livros mas definitivamente me irritou nesse, pois a obsessão de Jenny chega a ser irritante - até Serena se cansa, já que nos outros ela percebia que a menina queria ser como ela, mas gostava pois sentia-se um "exemplo". Mas a partir da metade da história, a irmã mais nova de Dan faz amizade com os integrantes dos Raves e, vendo que eles podem ser a ponte para um grande escândalo que a fará ser tão famosa quanto Serena, Jenny investe cada vez mais no relacionamento.