terça-feira, 6 de setembro de 2016

[Resenha] Invocação - Darkest Powers | Kelley Armstrong

Autora: Kelley Armstrong
Editora: Novo Século
Páginas: 304
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: The Summoning - Darkest Powers

Tudo o que Chloe Saunders desejava era uma vida normal, como a de qualquer outra adolescente: ir à escola, fazer amigos e, quem sabe, conhecer um garoto. Mas quando ela começa a ver espíritos, e se comunicar com eles, percebe que sua vida jamais será como a das outras garotas. Em pouco tempo, os fantasmas estão por toda parte, exigindo sua atenção.

Após seu primeiro surto, Chloe é enviada a uma instituição para crianças problemáticas. A principio, a Casa Lyle parece razoável, mas assim que conhece os demais internos – o charmoso Simon e seu sinistro e nada sorridente irmão Derek, a antipática Tori e Rae, que tem uma “quedinha” por fogo – Chloe começa a achar que algo estranho e ameaçador os reúne ali. Algo além de crianças com problemas comportamentais. E eles estão prestes a descobrir que a Casa Lyle não é mesmo um lar como outro qualquer...

Resenha:

Todos têm um poder oculto.

Invocação estava na minha wishlist há muito tempo; por isso, antes mesmo de começá-lo, eu já estava com expectativas medianas, afinal a onda "romance sobrenatural com uma mocinha introvertida e um rapaz misterioso" já passou.

Começando pelos personagens, não senti empatia por Chloe. Talvez seja porque já estou um pouco saturado de personagens principais com essas características - tímida, introvertida - em sobrenaturais; mas, diferente de Luce (de Fallen), por exemplo, a personagem deixa o mimimi ser maior do que ela mesma. Não torci nenhum momento pela personagem e o mesmo ocorreu com Derek e Simon. O primeiro incorporou o papel de misterioso até demais e muitas de suas brigas com Chloe soaram forçadas, pois em algumas não havia motivo para toda a tensão. Já Simon não é tão chato quanto o irmão, mas acabei passando toda a leitura desconfiando que ele fosse o verdadeiro vilão, o que me impediu de gostar dele. As únicas que gostei foram Rae e Tori. A primeira tem várias falas e ações memoráveis - como uma envolvendo sua paixão por fogo -, enquanto a segunda conseguiu cumprir o papel de vilãzinha. O que ela fez com Chloe foi, no mínimo, perverso.

Mas se os personagens são rasos, a história consegue prender. Não li nenhum outro livro que tratasse da mesma paranormalidade de Chloe. Além disso, a autora também nos surpreende com vários plot twist e várias coisas que nem passavam pela minha cabeça aconteceram nas páginas finais. O que aconteceu de verdade com certa personagem também me deixou curioso. Entretanto, isso não torna a narrativa perfeita. Várias cenas poderiam ter sido cortadas e o livro não perderia o sentido, provando que muitas são desnecessárias - muitas envolvem as já citadas brigas de Chloe e Derek - e vários diálogos são superficiais. Também ficou implícito que nos próximos volumes, Kelley Armstrong irá focar-se bem mais no triângulo amoroso formado por Simon, Chloe e Derek. Eu não sou contra triângulos, desde que eles sejam bem desenvolvidos e façam sentido, o que parece que não ocorrerá aqui, já que Chloe em nenhum momento se mostrou atraída por Simon.

No geral, não gostei tanto desse volume inicial, mas ele conseguiu se manter acima da média ao apresentar bem a mitologia da série. Apesar de curioso, não estou animado para ler o segundo e não sei se farei isso. Não é um livro que eu recomendaria, mas se você gosta de todos os clichês de romances sobrenaturais, provavelmente irá curtir essa trilogia.

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