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domingo, 9 de maio de 2021

[Resenha] A Revolução dos Bichos - George Orwell

Autor: George Orwell
Editora: Biblioteca Azul
Páginas: 128
Classificação: 5/5 estrelas
Título Original: Animal Farm

Um manifesto contra qualquer ameaça à liberdade. Uma fazenda é tomada pelos seus animais, que expulsam os humanos e promovem um novo regime de colaboração e trabalho. Juntos, porcos e galinhas, cavalos e patos criam seus hinos, elaboram seus lemas e buscam o progresso e a justiça.

Este é o cenário para uma das sátiras mais influentes da literatura; uma fábula para adultos que registra a transformação de uma revolução gloriosa contra o autoritarismo para mais uma forma tirânica de poder. A Revolução dos Bichos segue como uma obra atual e com uma mensagem que se desdobra e pode ser lida como um manifesto contra qualquer abuso de poder.

Resenha:

"Todos os animais são iguais. Mas alguns animais são mais iguais que outros."

A Revolução dos Bichos sempre me despertou curiosidade pela crítica social que traz. E agora, após ler, entendo porque ele é tão apreciado.

Primeiro que o livro é bem curto - pouco menos de 200 páginas, dependendo da edição -, então as coisas acontecem rápido. Mas não significa que elas fica superficiais, muito pelo contrário; é um texto muito coeso e fluído.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

[Resenha] Fahrenheit 451 - Ray Bradbury

Autor: Ray Bradbury
Editora: Biblioteca Azul | Globo
Páginas: 215
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Fahrenheit 451

Fahrenheit 451, de Ray Bradubury, descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo.

Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos.

O protagonista, Guy Montag, é um bombeiro que tem certeza de que seu trabalho é a coisa mais certa a fazer. Mas tudo muda quando ele conhece e passa a conversar com a adolescente Clarisse, sua vizinha, e que possui pensamentos diferentes sobre livros. A partir desse encontro, Guy começa a questionar os ideais e crenças que cultivou desde a infância.

Resenha:

"Se não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados de uma questão para resolver; dê-lhe apenas um. Melhor ainda, não lhe dê nenhum." (pág. 86).

Fahrenheit 451 sempre foi um livro que me despertou curiosidade não só por sua importância para a literatura, mas pelo enredo intrigante. E agora, após lê-lo, entendo o porque ele é tão apreciado. É um dos livros que chega até a ser difícil resenhar, mas tentarei.

Começando pelos personagens, todos são importantes na trama. Montag não nos conquista de cara, apesar de conseguirmos entendê-lo — o que é compreensível, já que sua virada é por conta de Clarisse. Sua mudança pode até soar súbita, devido à quantidade de páginas (215 é bem pouco para uma história tão cheia de camadas como essa), mas não prejudica sua trajetória. A esposa de Montag, Mildred, reproduz muito bem algumas pessoas que "todos conhecemos"; assim como Beatty, uma figura autoritária e no poder, que acha que seu ideal é o único verdadeiro (lembra alguém?). Mas é inegável que Clarisse é o tipo mais chamativo da história e que nos desperta curiosidade.