sexta-feira, 30 de março de 2018

[Resenha] Crave a Marca - Veronica Roth

Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 480
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: Carve The Mark
Compre: Amazon Brasil

Num planeta em guerra, numa galáxia em que quase todos os seres estão conectados por uma energia misteriosa chamada “a corrente” e cada pessoa possui um dom que lhe confere poderes e limitações, Cyra Noavek e Akos Kereseth são dois jovens de origens distintas cujos destinos se cruzam de forma decisiva.

Obrigados a lidar com o ódio entre suas nações, seus preconceitos e visões de mundo, eles podem ser a salvação ou a ruína não só um do outro, mas de toda uma galáxia. Primeiro de uma série de fantasia e ficção científica, Crave a marca é aguardado novo livro da autora da série Divergente, Veronica Roth, que terá lançamento simultâneo em mais de 30 países em 17 de janeiro, e surpreenderá não só os fãs da escritora, mas também de clássicos sci-fi como Star Wars.

Resenha:

Não há lugar para honra na sobrevivência.

Apesar dos problemas que apresenta, Divergente ainda é uma trilogia que eu gosto bastante; por isso, fiquei animado quando Veronica Roth anunciou que lançaria uma nova duologia. Infelizmente, a leitura de Crave a Marca não foi cento por cento positiva ou ótima como eu esperava.

Os personagens são o ponto positivo do livro, sem dúvidas. É fácil simpatizar e se ver torcendo por Akos e Cyra. Diferente de Tris, que era mais impulsiva, Cyra pensa bastante antes de agir, principalmente por seu maior "inimigo" ser seu irmão e todo o passado de culpa que a mesma carrega. É Akos que assume esse papel impulsivo, para proteger a família, e todo o drama que ele passa com o próprio irmão também é tocante. E Ryzek também foi um ótimo vilão, do tipo que queremos morto o mais rápido possível. Os demais personagens só aparecem após as primeiras partes da história, mas também acrescentam para a história, principalmente Isae.

quarta-feira, 28 de março de 2018

[Resenha] Garoto Encontra Garoto - David Levithan

Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 224
Classificação: 3/5 estrelas
Título Original: Boy meets Boy
Compre: Amazon Brasil

Paul estuda em uma escola nada convencional. A rainha do baile é uma quarterback drag queen, líderes de torcida andam de moto e a aliança entre gays e héteros ajudou os garotos héteros a aprenderem a dançar. Paul conhece Noah, o cara dos seus sonhos, mas estraga tudo de forma espetacular. 

E agora precisa vencer alguns desafios antes de reconquistá-lo: ajudar seu melhor amigo a lidar com os pais ultrareligiosos que desaprovam sua orientação sexual, lidar com o fato de a sua melhor amiga estar namorando o maior babaca da escola e, enfim, acreditar no amor o bastante para recuperar Noah.

Resenha:

“As vezes a distância entre saber o que fazer e realmente fazer é uma caminhada bem curta”

David Levithan é um autor que tenho boas experiências. Dos que li, gostei muito de Naomi & Ely e a Lista do Não-Beijo, Todo Dia e Dois Garotos Se Beijando, sendo apenas Will & Will que me decepcionou; por isso, queria muito ler seus outros livros. Decidi, então, pegar Garoto Encontra Garoto por ser um livro curto, que era o que eu procurava no momento. Infelizmente, não foi uma boa experiência.

O maior de Garoto Encontra Garoto é que, como Will & Will, ele parece desnecessário após a conclusão da leitura, como se não acrescentasse em nada. O enredo é clichê - o que não é um problema, ainda mais nesse tipo de história - e superficial, com uma problemática que seria resolvida em uma conversa com os envolvidos e não com esse "grau de dificuldade" que David quis passar.

segunda-feira, 26 de março de 2018

[Resenha] Simon vs. a agenda Homo Sapiens - Becky Albertalli

Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Simon vs. the Homo Sapiens Agenda
Compre: Amazon Brasil

Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois.

Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.

Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar. 

Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu.

Resenha:

“Branco não devia ser o padrão, assim como hétero não devia ser o padrão. Não devia existir nenhum padrão.”

Sempre tive muita vontade de ler Simon vs. a agenda Homo Sapiens, principalmente em vista dos inúmeros elogios que ouvia da história. Com a aproximação do lançamento do filme, que possui vários atores que gosto, decidi que havia chegado a hora de adiar a leitura, então o adquiri para começá-la.

Gostei bastante dos personagens, principalmente de Simon e Leah. Becky os criou de uma forma real, com características, medos e gostos que nós podemos ter, por isso a aproximação é imediata; e nos faz torcer por Simon diante de todo o drama de se assumir ou não para os familiares e amigos, além do risco de ter sua intimidade com Blue exposta. Infelizmente, não me apeguei tanto ao romance dele e Blue, pois tive a impressão de que Simon gostava mais de Blue do que ele dele - mesmo que isso não seja realmente verdade -, mas acabei torcendo para que tudo desse certo justamente por essa aproximação que Becky cria. Fiquei triste por Leah não ter tanto destaque, pois gostei dela - e fiquei muito feliz ao saber que ela também ganhará um livro solo.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

3 ANOS DE CRUSH FOR BOOKS 🎉🎂


Quando dizemos que o tempo passa rápido, não é brincadeira! Há três anos atrás, eu estava criando o Crush For Books, para poder postar resenhas e compartilhar opiniões sobre livros. Já tinha algumas resenhas escritas de um blog anterior, então passei todas para o blog, mas a primeira de todos foi de A Culpa é das Estrelas , então podemos considerá-la como a primeira das primeiras 😂.
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O IG em si veio só alguns meses depois, quando conheci os feeds literários e me apaixonei. A canseira que dá pra manter tudo atualizado (principalmente o Instagram) é enorme - só quem passa, sabe 😂 -, mas também é muito bom ter um espaço para poder compartilhar esse amor pela leitura, pois é raro ter amigos com o mesmo interesse (porque o destino não uniu todos nós numa mesma cidade??? 😂😂).
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Esses livros e autores na foto acima foram os que me marcaram e inspiraram ao longo desses anos, mesmo antes do blog ser criado (faltou alguns; não caberiam todos na foto 💔). E agradeço não só a eles, mas à todos que seguem o IG e o blog, que curtem e comentam os posts, enfim. Vocês são essenciais e espero que possamos passar mais e mais anos. Obrigado!! 💙

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

[Resenha] Trono de Vidro - Sarah J. Maas

Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 392
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Throne of Glass
Compre: Amazon Brasil

Nas sombrias e sujas minas de sal de Endovier, um jovem de 18 anos está cumprindo sua sentença. Celaena é uma assassina, a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças quando recebe uma proposta. 

Terá de volta sua liberdade se representar o príncipe de Adarlan em uma competição, lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Endovier é uma sentença de morte e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, ela está disposta a tudo.

Resenha:

Conheça a assassina.

Sempre escutei comentários positivos sobre Trono de Vidro e Corte de Espinhos e Rosas, ambas séries de Sarah J. Maas, por isso sempre tive curiosidade sobre as duas, principalmente a primeira. Resolvi, então, começar por ela, já que consegui o primeiro por um ótimo preço e agora vejo porque a trama é tão amada.

Sarah fez um ótimo trabalho criando os personagens, pois gostei de todos, principalmente Celaena e Dorian. A protagonista é forte e decidida, sempre lutando pelo que quer; além de conseguir manter a calma e racionalizar, diferente de outras que iriam pelo instinto, destruindo seus objetivos. Já Dorian me lembrou um pouco personagens de séries do gênero, como Maxon de A Seleção, mas ainda assim possui suas particularidades e é original. Apesar de parecer um pouco rápida, gostei de sua interação com Celaena e torço muito pelos dois.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

[Lista] Séries que li e foram descontinuadas no Brasil


Infelizmente, é comum as editoras desistirem de continuar a publicar livros de uma série no Brasil. Quase nunca sabemos o real motivo para a desistência, mas quase sempre é por conta das baixas vendas dos já publicados, o que "não justificaria" investir adquirindo os seguintes.

E como elas também quase nunca informam se houve realmente uma desistência da série, muitos ainda podem a ser publicados futuramente, mas é pouco provável, devido ao tempo passado desde o último lançamento. Agora, sem mais delongas, vamos ao livros - que foram todos já resenhados no blog, então basta clicar nos links:

1. Gone - Michael Grant:

A Galera Record confirmou oficialmente em um comentário no Instagram que não publicaria o sexto - e seguintes - livro da série. Fiquei muito triste, pois adorei o primeiro livro; por isso, espero que alguma editora resolva resgatar a série.

2. Tocando as Estrelas - Rebecca Serle:

A trilogia só teve o primeiro publicado aqui, o qual eu adorei! Achei que com o lançamento da série de TV, a Novo Conceito apressaria o lançamento do segundo - o terceiro ainda não foi lançado nos EUA também -, mas até agora nada. Talvez seja a com mais chances de continuação dessa lista, já que o mesmo aconteceu com a trilogia Olho Por Olho e, no fim, a editora a finalizou.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

[Resenha] Precisamos Falar Sobre o Kevin - Lionel Shriver

Autora: Lionel Shriver
Editora: Intrínseca
Páginas: 464
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: We Need Talk About Kevin
Compre: Amazon Brasil

Aos 15 anos, Kevin mata 11 pessoas. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos.

Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem.

Cada interstício do histórico familiar é flagrado: o casal se apaixona; ele quer filhos, ela não. Kevin é um menino entediado e cruel empenhado em aterrorizar babás e vizinhos. Eva tenta cumprir mecanicamente os ritos maternos, até que nasce uma filha realmente querida. A essa altura, as relações familiares já estão viciadas. Contudo, é à mãe que resta a tarefa de visitar o "sociopata inatingível" que ela gerou, numa casa de correção para menores. Orgulhoso da fama de bandido notório, ele não a recebe bem de início, mas ela insiste nos encontros quinzenais. Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável.

Resenha:

"Quando a gente monta um show, não atira na plateia."

Precisamos Falar Sobre o Kevin sempre foi uma história que me chamou atenção, pela premissa de um massacre escolar. Isso era o máximo que eu sabia sobre ele, por isso, ao iniciar a leitura, não imaginava o que me aguardava.

Algo que é unânime em qualquer opinião sobre o livro é que é uma leitura arrastada! A forma de narração causa estranheza inicialmente e muitas vezes parece não levar à nenhum lugar, sendo apenas páginas e páginas sem sentido. Junto à isso, temos o fato da história não possuir nenhum alívio cômico, é uma leitura densa e dramática do início ao fim. Porém, tudo se encaixa no final, nos mostrando que nenhum momento foi inserido sem necessidade. E que final! Totalmente inesperado e chocante.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

[Resenha] Juntando os Pedaços - Jennifer Niven

Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Holding Up the Universe
Compre: Amazon Brasil

Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares.

Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

Resenha:

"Às vezes as pessoas simplesmente fazem merda. Às vezes porque estão com medo. Às vezes elas escolhem fazer merda com os outros antes que possam fazer merda com elas. É uma forma de autodefesa de merda." - Jack.

Por Lugares Incríveis é um dos meus livros favoritos, então é óbvio que havia ficado animado para ler Juntando os Pedaços quando ele foi anunciado, principalmente pelo tema inovador sobre Prosopagnosia. É uma doença que não tinha o menor conhecimento, mas realmente existe - inclusive, um primo de Jennifer a tem -, por isso, assim que tive chance de iniciar a leitura, o fiz.

Assim como em Por Lugares Incríveis, nos apegamos com a dupla principal logo na primeira linha, pois Jennifer tem o dom incrível de criar bons personagens, com características reais. Sofremos com Libby todo o bullying que ela passa por ser gorda e cada agressão é mais dolorosa que a outra. Mas, apesar disso, o mais inspirador é ver que ela possui uma força de vontade para calar tais pessoas e quase sempre revida, não deixando-se humilhar. Já Jack também nos comove com seu problema, e a doença foi muito bem desenvolvida por Jennifer. Deve ser horrível não conseguir reconhecer rostos - principalmente para ele, após uma "confirmação" do que pode ter lhe causado esse problema.

sábado, 27 de janeiro de 2018

[Resenha] Jogo de Espelhos - Cara Delevingne & Rowan Coleman

Autoras: Cara Delevingne & Rowan Coleman
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: Mirror, Mirror
Compre: Amazon Brasil

Naomi, Rose, Leo e Red são adolescentes enfrentando aquela fase em que se relacionar no colégio é tão difícil quanto encarar os próprios problemas. Red tem uma mãe alcoólatra e um pai ausente; o irmão de Leo está na prisão; Rose usa sexo e drogas para mascarar traumas antigos e Naomi se esconde atrás de peruca e maquiagem pesada. 

Quatro adolescentes tão diferentes viram melhores amigos quando são obrigados a formar uma banda. O que era uma tarefa chata vira a famosa e popular Mirror, Mirror. Através da música, eles encontram um caminho para encarar o mundo de outra forma. 

Mas tudo desmorona quando Naomi some misteriosamente e é encontrada, dias depois, entre a vida e a morte. O acidente desestrutura a banda e, consequentemente, a vida de todos. A sólida relação de amizade que eles achavam estar construindo tinha uma rachadura, e tudo o que restam são dúvidas e vazios. O que aconteceu com Naomi? Foi um acidente ou um ataque? Por que ela fugiria e deixaria a banda para trás? Por que esconderia segredos dos seus melhores amigos? Para desvendar o mistério por trás dessa história, Red e os amigos entram em uma investigação que vai desenterrar seus próprios segredos obscuros e fazê-los confrontar a diferença entre o que eles realmente são de verdade e a imagem que passam para o mundo.

Resenha:

O que você vê quando se olha no espelho?

Gosto bastante da personalidade de Cara Delevingne e de sua atuação em Cidades de Papel, então quando soube que ela publicaria um livro, fiquei curioso para lê-lo. Apesar de ser uma leitura rápida e boa, o livro não é totalmente perfeito.

O suspense em torno do que causou o sumiço de Naomi é uma montanha-russa. Prende no início, mas acaba se perdendo um pouco durante a narrativa, diante os conflitos rasos de alguns personagens. E quando o foco volta para ele, as explicações são interessantes, mas o desfecho e revelação do culpado é previsível e rápido, apesar de fazer sentido. Outra revelação que é feita durante o livro é muito melhor executada e ela, sim, causa choque; tornando-se um digno plot twist e ligando-se perfeitamente com a tagline "O que você vê quando se olha no espelho?", presente na capa.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

[Resenha] Tartarugas Até Lá Embaixo - John Green

Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 276
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Turtles All the Way Down
Compre: Amazon Brasil

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Resenha:

"É muito raro encontrar quem veja o mesmo mundo que o seu." (pág. 16)

Sou fã da escrita de John Green, então fiquei bastante animado quando ele anunciou Tartarugas Até lá Embaixo, depois de cinco anos sem publicar nada - seu último livro fora A Culpa é das Estrelas, em 2012.

Primeiramente, gostei bastante dos personagens, principalmente de Aza e Davis. Algumas situações que Aza vive em razão de possuir TOC são intensas, nos deixando aflitos e querendo ajudá-la. Por possuir o transtorno, John conseguiu passar veracidade em seu texto, como nos atos desesperados ou repetições de alguns dos pensamentos de Aza, mostrando a sensação de prisão e estagnação que a mesma sente em sua mente. Já é característico da escrita de John fazer protagonistas secundários nos conquistar (muitas vezes até mais que os protagonistas, como ocorreu com Margo em Cidades de Papel e Alasca em Quem é Você, Alasca?), e com Davis não foi diferente. Todos os problemas que ele enfrenta em decorrência de um acontecimento familiar nos faz torcer para que tudo dê certo para ele e o irmão.