sábado, 27 de maio de 2017

[Resenha] O Arcano Nove - Meg Cabot

Autores: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Páginas: 269
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: The Mediator - Ninth Key

Para Suzannah, a mudança de Nova York para Califórnia está sendo ótima: novos amigos, muitas festas e dois caras bonitões e muito interessantes. Só que um deles é um fantasma. 

E o outro pode matá-la. Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de se comunicar com os mortos e resolver as pendências deles na Terra. A velha casa para onde se mudou com a mãe e o padrasto é assombrada por Jesse, um fantasma jovem e gentil. 

Como Jesse não liga muito para ela (e, além do mais, está morto), Suzannah se entusiasma com o interesse de Tad Beaumont, o garoto mais cobiçado da cidade. Mas o fantasma de uma mulher, cujo assassinato pode ter relação com um mistério no passado de Tad, a atormenta. E a vida de Suzannah pode estar ameaçada. Ser adolescente é complicado. O que dizer de uma garota que precisa dividir sua atenção entre a própria vida e a morte dos outros?

Resenha:

Nem tudo é o que parece ser.

Gostei bastante de A Terra das Sombras, então estava mais do que ansioso para a continuação. O que me fez demorar à lê-lo foi o preço do livro que, como todos da Meg, é extremamente caro. Chega a ser um roubo a editora cobrar em torno de 45 reais por um livro de 270 páginas, mas felizmente na Bienal do Ceará o consegui por apenas 10 reais, e comecei a leitura assim que pude.

Suzannah continua bem humorada, mesmo que tenha alguns momentos "irritantes" nesse volume. Adoro como a Meg não passa a mão na cabeça da personagem e sempre que ela toma uma decisão por impulso, sofre uma consequência, boa ou ruim. Além disso, tivemos uma interação entre Suze e seus outros dois irmãos adotivos, Dunga e Soneca, já que no primeiro foram mais entre Mestre e ela. Jesse também continua um ótimo personagem e é impossível não torcer para que ele e Suzannah fiquem logo juntos. Também gosto muito do Padre Dom e sua interação com Suze. E Tad foi um personagem bem ok, pois apesar de não ter nada grandioso a oferecer, não chega a prejudicar a narrativa.

O mistério envolvendo o nome "Red" me surpreendeu e se revelou de uma forma totalmente diferente do que eu pensei, assim como o vilão da história. Cogitei dois personagens e nenhum foi, ou seja, Meg conseguiu me enganar duas vezes. A escrita da autora continua leve, rápida e divertida, mas apenas duas coisas me incomodam: o excesso de repetições em expressões como "Quer dizer" e informações do livro anterior, pois mesmo que a leitura de um para o outro demore, são livros curtos então é menos difícil esquecê-las, deixando o livro repetitivo.

Apesar disso, é uma boa e rápida leitura, perfeita para sair de ressacas ou quando você não tem tempo para se dedicar a uma história mais densa. Como é um livro bem curto, qualquer outra informação pode ser considerado um spoiler, mas gostei muito desse volume e estou curioso para os próximos.

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