terça-feira, 23 de junho de 2015

[Resenha] Cartas de Amor aos Mortos - Ava Dellaira

Autora: Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Páginas: 344
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Love Letters to the Dead

Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

Resenha:

“Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos.” - Laurel.

Eu adiei muito a leitura desse livro. Algo me dizia que seria mais do mesmo. Mas resolvi dar uma chance e comecei a leitura. No começo, não me envolvi com a história e até pensei em parar, mas com o passar das páginas, ela fluiu e ao finalizar o livro, pude comprovar que Cartas de Amor aos Mortos é um dos grandes destaques do gênero.

Acho que meu maior problema para não me envolver com a leitura foi a protagonista, Laurel. Achei ela bastante imatura e infantil no começo do livro, o que fez a leitura ficar arrastada no começo porque a história é narrada por ela. Mas com o passar das cartas, fui me identificando com ela e entendendo melhor os motivos para ela fazer o que fez durante o livro.

E foi aí que Ava me conquistou de vez. A história da morte de May é só uma parte da história, que me surpreendeu muito ao seguir um caminho que eu nem imaginava. E a partir do momento que essa segunda história começa a surgir é que é impossível parar a leitura - pois a primeira parte, concentrada na perda de May e o quanto ela é perfeita aos olhos de Laurel se torna maçante e repetitiva em determinado momento. Desde o início percebemos que May não era tão perfeita assim, e com o passar das cartas isso vai sendo comprovado. Entretanto, foi interessante ver que mesmo com seus erros, May nunca foi uma má pessoa. Assim como qualquer outra pessoa, ela apenas queria se encontrar no mundo.

Os demais personagens são bem construídos, tem seus próprios (e interessantes) dramas e mostram que nem sempre as pessoas são de determinado jeito por pertencerem a um grupo - como, por exemplo Travis, que tinha tudo para ser o típico vilãozinho narcisista, mas que se mostra tão amigo de Laurel quanto os outros. Mas sem dúvidas o que mais cativa o leitor é o de Hannah e Natalie, as duas melhores amigas de Laurel.

Com o fim do livro fiquei com a sensação de um certo vazio, e acho que isso foi intenção da autora. Por mais que Laurel tenha "superado" seus problemas, uma parte dela sempre vai ficar faltando pela perda de May. Mas as lembranças que ela tem da irmã sempre vão ser maiores e mais fortes do que isso. Recomendo a leitura! PS: E preparem os marcadores pois o livro está cheio de quotes sensacionais.

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