sábado, 28 de fevereiro de 2015

[Crítica] Divergente


Direção: Neil Burger
Ano: 2014
País: EUA
Duração: 139 minutos
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Divergent

Nota: Essa crítica foi escrita em Abril de 2014.

Crítica:

O que te faz diferente, te torna perigoso.

Depois do sucesso de Harry Potter e Crepúsculo, os estúdios de Hollywood começaram a lançar todas as sagas infanto-juvenis possíveis com o intuito de achar uma substituta para as duas citadas. Algumas conseguiram chegar perto (Jogos Vorazes mandou um 'oi'), enquanto outras acabaram flopando no sonho (a.k.a Dezesseis Luas). Divergente se encaixa perfeitamente na primeira posição: uma bilheteria monstruosa até o momento e uma sequência já sendo gravada.

Assisti o filme no dia 18 de abril, um dia depois da estreia mundial nos cinemas. Mas enquanto vi o filme super rápido, ainda não li nenhum livro. Porém, é uma meta para 2015. Então, farei esta crítica baseado somente no filme e fazendo pequenas comparações com o livro, já que amigos leram e me contaram algumas coisas. PS: se eu errar algo sobre o filme, não me matem, haha.

Ao assistir Divergente, logo podemos identificar o que o fez digno de tamanha arrecadação. O filme é uma distopia de tirar o fôlego, como Jogos Vorazes. O romance, claro, está presente, mas dosado e como segundo plano, o que favorece o público sedento por cenas de ação e violência. O foco aqui é Beatrice Prior e suas escolhas. Ambientado em uma Chicago futurista, o mundo foi dividido em cinco facções - Amizade, Erudição, Audácia, Franqueza e Abnegação - de acordo com suas qualidades. Ao completarem 16 anos, os adolescentes realizam um teste e podem escolher uma nova ou continuarem na de origem.

Nesse teste, porém, alguns descobrem-se divergentes (reunindo características de todas as facções e não podendo pertencer apenas à uma) e o governo, para manter a ''paz'' nas facções, os exterminam. Tris é uma divergente, mas Tori, a realizadora de seu teste a poupa e a manda guardar segredo. No dia da escolha, Tris opta pela Audácia, que sempre realiza um segundo teste - sem que os adolescentes saibam até a escolha - e apenas os melhores são selecionados, enquanto os excluídos acabam como mendigos. Agora, Tris terá que correr contra o tempo e conseguir entrar para o grupo, enquanto tenta manter seu segredo.

Como eu já disse, Divergente tem muitas sequências de ação e mortes, por mais que esta última seja mais contida do que em Jogos Vorazes. Mas se as mortes são contidas, não podemos reclamar das cenas de ações que, na minha opinião, são melhores do que na saga de Suzanne Collins. Perdi as contas de quantas vezes repeti ''vai, vai, vai Tris'' no cinema. Destaco a cena do treinamento de facas e a do salto no alto do prédio. Outra coisa mais perversa em Divergente é que os próprios moradores já aceitaram as regras do governo e passaram a reproduzir por conta própria a lógica do extermínio. É, no mínimo, cruél.

Sobre as atuações, eu sou suspeito para falar pois AMO a Shailene Woodley, mas é impossível não reconhecer que mais uma vez, ela conseguiu mostrar seu talento e o quanto merece o destaque que recebe atualmente em Hollywood - que chegou bastante tarde, verdade seja dita. Kate Winslet também foi bem e um fato curioso é que Shailene atua ao lado de dois pares românticos seus em outros filmes. Milles Teller foi seu par em The Spectacular Now e aqui vive Peter, inimigo de Tris na Audácia; e Alsen Elgort, com quem protagonizou A Culpa é das Estrelas, atua como Caleb, irmão de Tris. Já Theo James foi bem criticado, mas também o achei bom e pelas características do personagem, não imagino outro ator interpretando-o. Além da visível química que ele e Shailene possuem.

A trilha sonora também está excelente, toda interpretada por Ellie Goulding, outra ''descoberta'' de 2014. Destaque para a canção-tema do longa, Beating Heart. É impossível não ouvi-lá e lembrar das cenas de ação ou romance do casal FourTris. O cenário futurista é impecável, mostrando estruturas parcialmente ou totalmente destruídas.

Agora, os pontos negativos foram a falta de explicação sobre como começou esse novo mundo. Ninguém se rebelou? Como ocorreu as divisões? Talvez nos livros isso seja explicado, então foi perdoável. No livro deve ser diferente, já que o diretor fez algumas mudanças, mas também achei o final corrido, além de não nos deixar necessitando pela continuação, com uma reviravolta cretina nos segundos finais. E quem leu o livro disse que faltou cenas e personagens importantes. Eu realmente não posso afirmar isso, mas a Veronica Roth (autora dos livros) participou da produção, então acho que se tais cenas e personagens fossem realmente indispensáveis, estariam presentes.

No geral, afirmo que Divergente se saiu muito bem. Já aguardo Insurgente e, enquanto a segunda parte não chega, tentarei correr e conseguir a trilogia para ler. (Atualizado: meta fail, pois o filme já tá chegando!).

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