sábado, 19 de dezembro de 2015

[Resenha] Réquiem - Lauren Oliver

Autora: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Réquiem

No desfecho da trilogia em que o amor é considerado uma doença, Lena é um importante membro da resistência contra o governo. Transformada pelas experiências que viveu, está no centro da guerra que logo eclodirá. Depois de resgatar Julian de sua sentença de morte, Lena e seus amigos voltam para a Selva, cada vez mais perigosa. Enquanto isso, Hana, sua melhor amiga de infância, foi curada. Ela leva uma vida segura e sem amor junto ao noivo, o futuro prefeito. Às vésperas do casamento e da eleição - cujo resultado pode dificultar ainda mais a vida dos Inválidos -, Hana se questiona se a intervenção realmente tem efeito. Vivendo em um mundo dividido, Lena e Hana narram suas histórias em capítulos alternados. O que elas não sabem é que, em lados opostos da guerra, suas jornadas estão prestes a se reencontrar.

Nota: Esse é o terceiro livro da trilogia, por isso, a resenha poderá conter spoilers de Delírio e Pandemônio. Leia por sua conta e risco!

Resenha:

"Queríamos liberdade para amar. Queríamos liberdade para escolher. Agora, temos que lutar por isso." - Lena.

Delírio foi a primeira distopia que eu li - pois vamos combinar que A Seleção não é lá o melhor exemplo desse segmento - e tenho um enorme carinho pela história e os personagens. Amei o primeiro livro e mesmo o segundo sendo inferior à ele, também me ganhou e quase me matou com aquele final, por mais que fosse esperado por quase todos os fãs. E depois de muito tempo, enfim li a conclusão da trilogia de Lauren Oliver.

Antes mesmo de lê-lo, vi resenhas que me deixaram um pouco desanimados, pois todos entraram em um concesso de que a história terminou com um final aberto e se isso já é ruim em uma história normal, quem dirá em uma distopia. Talvez por isso tenha adiado tanto a leitura, mesmo com a curiosidade de ver o que aconteceria depois do final de Pandemônio, afinal Alex estava de volta. E é a partir desse plot que Réquiem começa, nos mostrando como Lena absorveu essa bomba. Diante disso, o relacionamento dela com Julian - e com o próprio Alex - não poderia estar pior.

São discussões atrás de discussões e muitos reclamaram que Lena focou-se mais em seu romance do que na guerra, mas discordo. Ela se doou por completo aos planos durante ao livro, mas era impossível que parte dela também não sofresse com o retorno de Alex e de sua mãe, Annabel. Foram cargas emocionais intensas que a personagem viveu desde o primeiro livro, por isso a entendi perfeitamente. Acho que a Lauren soube manter muito bem o equilíbrio entre o drama pessoal da personagem e sua participação na rebelião contra o governo.

Também foi interessante observar o crescimento de Julian. Apesar de ser Team Alex, gostei de ver que ele se empenhava em ter serventia para o grupo e isso me fez ficar com pena dele, pois Lena o destratou inúmeras vezes. Também gostei de conhecer Annabel e fiquei curioso para ler o conto da personagem - foram lançados quatro contos para a trilogia: Hana, Annabel, Alex e Graúna -, mas a Intrínseca não traduziu nenhum e eles só podem ser adquiridos em inglês na Amazon, e como eu não leio em inglês ainda, ficará para um futuro. Para saber mais sobre os contos, clique aqui.

Mas a narração de Hana se sobressaiu, sem dúvidas. Contava os segundos para a narração ir logo para a personagem e descobrirmos mais sobre Fred, noivo da personagem e que revelou-se o grande vilão da série. Mas um segredo de Hana vem à tona nesse volume - na verdade, ele é revelado inicialmente no conto Hana - e eu simplesmente comecei a odiar a personagem, não existia motivos para ela ter feito o que fez. Porém, mesmo após descobrir esse segredo, continuava querendo suas partes na história para que mais informações fossem reveladas.

Porém, o mais decepcionante foi o final. Eu entendi a mensagem que a Lauren quis passar e a achei extremamente positiva, mas senti a sensação de que ela não sabia como concluir a própria história que criou e como fã, queria um final conclusivo. O final não só de Lena e Alex - apesar de que, para mim, a conversa final deles provou que eles irão ficar juntos após toda a guerra - mas como de todos os personagens ficou em aberto. E mais: para onde a família de Lena foi? Não vimos nenhum durante todo livro, apenas Jenny e Grace. E como é óbvio que Lauren não irá lançar outros livros para a série, esse é o final que recebemos.

Fiquei decepcionado com isso, porém a finalizo com um saldo positivo e imaginando que tudo deu certo. Gostei de todos os personagens - que eram para ser "gostados" - que a trilogia mostrou e Lauren continua sendo uma autora com uma narração maravilhosa, quase poética. Mal vejo a hora de ler seus outros livros, como Panic e Desaparecidas. E derrubem os muros!

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