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sexta-feira, 13 de outubro de 2023

[Resenha] Os Escolhidos - Veronica Roth

Autora:
Veronica Roth
Editora: Intrínseca
Páginas: 464
Nota: 3/5 estrelas
Classificação: +14
Título Original: Chosen Ones
Compre: Amazon Brasil

Quinze anos atrás, cinco adolescentes foram arrancados de suas famílias para cumprir uma profecia. Os Escolhidos, como ficaram conhecidos, seriam os únicos capazes de derrotar o Tenebroso, um ser extremamente poderoso que destruiu cidades e causou milhares de mortes pela América do Norte.

Os cinco foram treinados para travar combates mágicos, enfrentaram horrores inimagináveis e deram tudo de si para derrotá-lo. Quando conseguiram, o mundo voltou ao normal… exceto para eles, que agora são as pessoas mais famosas do planeta, apesar de já terem cumprido seu propósito.

Dentre os Escolhidos, Sloane é quem mais tem dificuldade para reconstruir a vida. Todos acreditam que isso se deve ao estresse pós-traumático — e à sua personalidade antipática e rebelde —, mas ela guarda segredos que a mantêm presa ao passado e a afastam das únicas pessoas que a entendem de verdade.

Até que um dos Escolhidos morre. Ao se reunirem para o velório, algo terrível acontece, e eles descobrem que o objetivo do Tenebroso sempre foi muito maior do que o governo ou a profecia diziam — maior até do que a própria Terra. E derrotá-lo outra vez pode exigir mais do que os quatro têm a oferecer.

Em meio a segredos de Estado e eventos letais inexplicáveis, a primeira ficção adulta da autora da série Divergente aborda com uma perspectiva única, sensível e eletrizante o que acontece após feitos heroicos e o preço de ser responsável por salvar a humanidade.

Resenha:

"— Estou cansado de ser especial — comentou ele com uma risada trêmula. — Estou cansado de ser celebrado pela pior coisa que já aconteceu comigo."

Minha relação com Veronica Roth é bem meio a meio: amei Divergente, mas não curti Crave a Marca (tanto que desisti após o primeiro). Porém, mas uma vez decidi dar uma chance a ela quando Os Escolhidos foi anunciado.

E era um livro que tinha tudo para ser diferente. A primeira parte é muito boa, principalmente porque poucos autores mostram esse lado dos heróis após vencerem o vilão. Como eles ficam, psicologicamente? Como os outros os enxergam? Veronica fez um ótimo desenvolvido disso e os cinco Escolhidos são interessantes, porque mesmo que cada um tenha seguido em frente à sua maneira, todos têm gatilhos pelo que passaram.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

[Resenha] We Can Be Mended - Veronica Roth

Autora: Veronica Roth
Editora: Katherine Tegen Books
Páginas: 29
Classificação: 3/5 estrelas
Título Original: We Can Be Mended

Enquanto Tobias se esforça para entender e superar seus medos, o mundo que ele conheceu mudou para além do reconhecimento. Moradores da periferia, ex-facção, desertores da agência e imigrantes agora coexistem nas ruas reconstruídas de Chicago.

É um mundo novo e melhor, onde ele não sabe como pertencer. Como todo mundo parece seguir em frente, Tobias ainda é assombrado por aqueles que não puderam. Mas novas conexões de velhos amigos o ajudam a começar a curar - e consertar.

Nota: A resenha contém spoilers dos livros anteriores e do próprio conto.

Resenha:

Nós podemos ser consertados.

Divergente é uma trilogia que gosto muito. Apesar de achar Insurgente uma falha, gosto bastante do primeiro livro e de Convergente - que 98% dos leitores odeiam - e Tris e Tobias são dois dos personagens que mais já me identifiquei e torci. Por isso, quando Veronica Roth anunciou este conto como bônus para o lançamento de Crave a Marca, logo fiquei curioso, mas na época o conto era quase impossível de achar.

Minha reação à morte de Tris ainda é bem complexa até hoje; odeio pois queria Four e ela felizes, mas também gosto, pois guerras são assim, nem sempre todos terão finais felizes. Foi uma decisão corajosa por parte da autora, principalmente porque não achei uma morte gratuita, como a de certa personagem em A Cura Mortal, por exemplo. Então, é claro que queria ver como Four estava cinco anos após o final do terceiro livro.

sexta-feira, 30 de março de 2018

[Resenha] Crave a Marca - Veronica Roth

Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 480
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: Carve The Mark
Compre: Amazon Brasil

Num planeta em guerra, numa galáxia em que quase todos os seres estão conectados por uma energia misteriosa chamada “a corrente” e cada pessoa possui um dom que lhe confere poderes e limitações, Cyra Noavek e Akos Kereseth são dois jovens de origens distintas cujos destinos se cruzam de forma decisiva.

Obrigados a lidar com o ódio entre suas nações, seus preconceitos e visões de mundo, eles podem ser a salvação ou a ruína não só um do outro, mas de toda uma galáxia. Primeiro de uma série de fantasia e ficção científica, Crave a marca é aguardado novo livro da autora da série Divergente, Veronica Roth, que terá lançamento simultâneo em mais de 30 países em 17 de janeiro, e surpreenderá não só os fãs da escritora, mas também de clássicos sci-fi como Star Wars.

Resenha:

Não há lugar para honra na sobrevivência.

Apesar dos problemas que apresenta, Divergente ainda é uma trilogia que eu gosto bastante; por isso, fiquei animado quando Veronica Roth anunciou que lançaria uma nova duologia. Infelizmente, a leitura de Crave a Marca não foi cento por cento positiva ou ótima como eu esperava.

Os personagens são o ponto positivo do livro, sem dúvidas. É fácil simpatizar e se ver torcendo por Akos e Cyra. Diferente de Tris, que era mais impulsiva, Cyra pensa bastante antes de agir, principalmente por seu maior "inimigo" ser seu irmão e todo o passado de culpa que a mesma carrega. É Akos que assume esse papel impulsivo, para proteger a família, e todo o drama que ele passa com o próprio irmão também é tocante. E Ryzek também foi um ótimo vilão, do tipo que queremos morto o mais rápido possível. Os demais personagens só aparecem após as primeiras partes da história, mas também acrescentam para a história, principalmente Isae.

segunda-feira, 13 de março de 2017

[Resenha] Aconteceu Naquele Verão - Vários Autores

Autores: Cassandra Clare, Veronica Roth, Stephanie Perkins, Leigh Bardugo, Libba Bray, Nina Lacour, Jennifer E. Smith, Francesca Lia Block, Brandy Colbert, Lev Grossman, Tim Federle e Jon Skovron.
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Summer Days and Summer Nights: Twelve Love Stories

Bem-vindos à estação mais ensolarada e apaixonante de todas! No verão, somos todos iguais, diz um dos personagens do conto “Mil maneiras de tudo isso dar errado”. 

No Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar do globo, uma coisa é certa: no verão, nossos corações ficam mais leves, mais corajosos, impetuosos e confiantes — talvez por isso esta seja a estação perfeita para se apaixonar... e Aconteceu naquele verão é o livro ideal para quem adora histórias de amor.

Mas essa coletânea tem algo ainda mais especial. Algumas histórias têm uma pitada de estranheza, de mistério, um toque sobrenatural.

A lição é simples: o amor não escolhe lugar nem hora para surgir. Coloque seus óculos escuros e abra sua cadeira de praia, porque neste verão você terá doze motivos para suspirar e se apaixonar.

Resenha:

Todo verão tem sua própria história.

Desde que a Intrínseca anunciou a publicação dessa antologia, fiquei curioso para lê-la, principalmente pela presença de Cassandra Clare e Veronica Roth, duas autoras que eu adoro. Para minha felicidade ficar ainda maior, ganhei o livro em uma promoção que a editora fez no Instagram e assim o que mesmo chegou para mim, comecei a lê-lo. E como em toda antologia, alguns contos superam outros, que ficam abaixo do esperado; mas no geral, foi um bom livro e adorei a maioria dos contos.

O primeiro é Cabeça, escamas, língua, cauda, de Leigh Bardugo. Felizmente não foi o primeiro que eu li, pois não gostei muito. Achei os protagonistas rasos e a história não me despertou curiosidade em nenhum momento, além de ter um final extremamente exagerado. Por isso, dei apenas 2 estrelas para ele, mas tenho bastante curiosidade para ler a trilogia Grisha da autora.

Logo em seguida, temos O fim do amor, de Nina LaCour, que no começo também não teve protagonistas bem desenvolvidas, mas que foi crescendo com o passar das páginas. Gostei muito do conto, principalmente quando conhecemos a "verdade" sobre a vida de Flora. Dei 4 estrelas.

O terceiro é O último suspiro do Cinemorte, de Libba Bray, e meu segundo favorito. Adorei todos os personagens e o clima trash que a história tem, lembrando os filmes dos anos 80. Me peguei torcendo pelos personagens, pelo casal... Enfim, dei 5 estrelas para ele. Não li nenhum livro da Libba, mas esse é o segundo conto dela que li e adorei - o primeiro esteve presente em Férias Infernais.

O quarto, Prazer doentio é escrito por Francesca Lia Block e também gostei bastante. Acho que é o conto mais distante da temática feliz do livro, afinal ele é totalmente dramático. A maioria das pessoas pelo que vi não gostaram dele, mas achei o final bastante reflexivo - além da dúvida de ter sido uma história real ficar no ar. Dei 4 estrelas. Também nunca li nada da Francesca, apenas um conto em Beijos Infernais, e que não tinha gostado tanto.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

[Lista] Os melhores livros de 2016!

O ano de 2016 está quase acabando e, por isso, chegou a hora de listar as melhores leituras do ano. Esse ano flopei na meta que eu havia estipulado, que seria de 60 livros; mas li apenas 39 (35 novos e 4 releituras), pois o 40º não cheguei a terminar ainda.

Então, para 2017, diminuirei a meta para 35 livros, principalmente porque deverá ser um ano bem corrido. Agora, sem mais delongas, vamos aos selecionados (vale lembrar que nem todos os livros são lançamentos de 2016, mas que apenas foram lidos por mim esse ano):

1. Cidade de Vidro - Cassandra Clare:


Sem dúvidas, o melhor do ano! Esse terceiro livro é frenético do início ao fim e é quase impossível parar de lê-lo. Estou bastante ansioso para ler os próximos, mas decidi revezá-los com As Peças Infernais, por isso ainda não iniciei a leitura.

2. Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven:


Esse é um daqueles livros que todo mundo deveria ler. Bonito, tocante e, principalmente, real. Tudo funciona tão bem que é até difícil enumerar seus pontos positivos. É incrível como a Jennifer conseguiu nos envolver com os personagens, sentir suas dores, medos, vontades... Enfim, ele é maravilhoso! E esse ano tive a oportunidade de conhecer a autora, que é extremamente atencioso e amável com os fãs, o que só fez minha admiração crescer ainda mais.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

[TAG] Ceia de Natal

Oi, pessoal! Aqui estou com mais uma tag e, dessa vez, em clima natalino, afinal a data está quase chegando, não é mesmo?!

Vi essa tag no canal da Ka, do KabookTV (clique aqui para ver o vídeo), e gostei bastante. Então, nada mais justo do que fazê-la! Agora, sem mais delongas, vamos à tag:

1) Peru de Natal - Um livro que você está louco para ler: Anjo Mecânico.


Infelizmente, a trilogia de As Peças Infernais vai ficar somente para 2017, mas com certeza serão uns dos primeiros livros que lerei.

2) "É pavê ou pra comê?"- Um livro que você achava que não fosse gostar, mas que te surpreendeu: O Teorema Katherine.


Sempre fiquei com um pé atrás para ler esse livro por conta da presença de números matemáticos, matéria que eu simplesmente detesto, hahaha. Mas para a minha surpresa, gostei da história e os números nem incomodaram tanto assim.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

[Lista] Os Livros Mais Fracos de Suas Séries!


Independente de amarmos algumas séries, sempre estamos sujeitos a encontrar algumas sequências fracas em comparação à toda a saga em si. Vi esse vídeo no canal da Ka, do Kabook TV, e achei interessante, por isso resolvi fazer uma minha para cá.

Lembrando que não coloquei os livros por uma ordem que eu detestei mais, mas sim por ordem alfabética; e só adicionei na lista séries que eu já finalizei. Então, sem mais delongas, vamos aos selecionados:

1. A Coroa - Kiera Cass:


A série é uma das minhas favoritas, então foi muito decepcionante que o último livro não ser tão bom quanto os três primeiros (ou até mesmo A Herdeira, já que muitos julgam ambos inferiores à trilogia original). Por ser a conclusão de toda a série, Kiera poderia ter escrito um livro bem maior, pois a história ficou corrida e com a sensação de que a autora queria sair desse universo o mais rápido possível. O livro mais parece um conto do que o final de algo grandioso.

2. Almas Sombrias - L.J. Smith:


Diários do Vampiro é um exemplo de série que decaiu por ganância da autora/editora. Os três primeiros livros são excelentes e o quarto, mesmo com seus altos e baixos, até consegue ser interessante; mas a trilogia O Retorno - escrita anos depois dos quatro primeiros - só veio para afundar a série, em especial esse sexto livro. Ele consegue quebrar todo o clima e conexão com os outros e mesmo com um plot que poderia render cenas incríveis, L.J. Smith preferiu insistir em Damon e Elena como um casal, sendo que eles não tem a menor química; e uma história sobre escravos (!!). Ironicamente, em uma entrevista, L.J. afirmou que esse é o seu livro preferido. Ok, né...


terça-feira, 29 de março de 2016

[Resenha] Quatro - Veronica Roth

Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 272
Classificação: 3/5 estrelas
Título Original: Four

Reunindo quatro histórias da série Divergente contadas da perspectiva do personagem Tobias, e três cenas exclusivas, Quatro Histórias da série Divergente oferece aos fãs da saga criada por Veronica Roth a chance de conhecer melhor a personalidade de um personagem fascinante e complexo e a chance de mergulhar mais fundo na sociedade dividida em facções criada pela autora. 

Nota: Esse livro é um bônus de contos da trilogia Divergente e a resenha pode conter spoilers dos livros anteriores: DivergenteInsurgente e Convergente.

Resenha:

Uma escolha vai tranformá-lo.

Após terminar Convergente, cogitei a possibilidade de não ler esse livro em seguida. Mas por fim, decidi pegá-lo pois faltavam apenas dois dias para a estreia do terceiro filme e seria tempo suficiente para lê-lo até lá. Ledo engano... A verdade é que levei mais de uma semana para concluir o livro. Por mais que eu goste e me identifique com Tobias, não consegui me envolver com o livro após os dois primeiros "contos". Perdi as contas de quantas vezes interrompi a leitura dos dois últimos. Mas vamos falar sobre cada um individualmente.

A Transferência narra a vida de Tobias dias antes da sua escolha. Gostei bastante do conto porque ele me fez identificar-se mais com o personagem, além de nos mostrar como Marcus era inescrupuloso com o próprio filho. Após ele, temos A Iniciação, que nos mostra os testes do personagem na Audácia. É interessante ver como os personagens tinham mais medo de falar dos Divergentes antes do primeiro livro em si da trilogia (esses contos se passam dois anos antes da iniciação de Tris), e como o próprio Quatro não tem noção do termo. Além disso, vemos mais da amizade de Quatro com Amah, Zeke e Shana; e gostei bastante das três - a com Zeke me arrancou algumas risadas, principalmente no encontro duplo.

segunda-feira, 28 de março de 2016

[Resenha] Convergente - Veronica Roth

Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 528
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Allegiant

A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. Em Convergente, o poderoso desfecho da trilogia de Veronica Roth iniciada com Divergente e Insurgente, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor. 

Nota: Esse é o terceiro livro de uma trilogia. A resenha pode conter spoilers do primeiro e segundo livro.

Resenha:

Uma escolha vai te definir.

Antes de começar a ler Convergente estava receoso. Se todo mundo falava bem de Insurgente e mesmo assim eu não gostei tanto, imagine de um livro onde 70% das opiniões eram negativas? Mas continuei no espírito de terminar a trilogia antes do primeiro filme desse volume e iniciei a leitura. Após concluir a leitura, no entanto, vi que o livro não era ruim como alguns diziam. Muito pelo contrário: o achei até melhor que o anterior.

Primeiramente, sobre a história, o clima do livro é totalmente diferente dos outros dois, chegando até a causar estranheza no início. Enquanto os anteriores apostaram em uma trama de ação e política, Convergente opta mais pelo científico e político. Apesar da narração compartilhada entre Tris e Quatro ter me confundido bastante - elas são extremamente parecidas e eu precisava ficar voltando o capítulo para ler quem estava narrando -, me conectei muito mais com esse livro do que com Insurgente. Eu já sabia do "maior spoiler" do livro, mas mesmo assim queria saber como toda essa guerra envolvendo o Soro iria terminar. E a parte dos Geneticamente Danificados x Geneticamente Puros lembra muitas brigas da sociedade ainda hoje, como preconceito por cor e orientação sexual.

domingo, 27 de março de 2016

[Resenha] Insurgente - Veronica Roth

Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 512
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: Insurgent

Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

Nota: Não custa lembrar que esse é o segundo livro da trilogia, por isso, poderá ter spoilers do primeiro na resenha.

Resenha:

Uma escolha pode te destruir.

Assim que terminei Divergente, comecei logo Insurgente. Mas não foi porque o final do primeiro livro me deixou sedento pela continuação, e sim porque queria ler a trilogia toda antes da estreia de Convergente. Não me entendam mal, eu gostei muito de Divergente - ele é o meu favorito da trilogia, aliás -, mas o seu final não me deixou curioso pela continuação. Acho que minha curiosidade em lê-lo foi pelo que vi na adaptação, mesmo sabendo que ambos tinham muita diferença.

Se levarmos à história pelo lado da ação, Insurgente tem muito mais do que o antecessor e isso é muito bom, afinal ser eletrizante só nas páginas finais foi um dos pontos negativos de Divergente. Nesse volume, temos a sensação de que ninguém está à salvo e prova disso é que vários personagens que não pensávamos que chegariam ao fim vivos, acabam mortos antes da conclusão do volume. Isso é um ponto bastante positivo para a trilogia, afinal isso é uma guerra e realmente algumas cabeças irão rolar até que "o bem vença o mal". Mas confesso que fiquei surpreso com duas mortes (vi no filme, mas achava que era mais uma das mudanças implementadas na adaptação), pois achava que ambos seriam cruciais contra Tris em Convergente. Porém, mesmo com essa "coragem" de Veronica de matar personagens, senti que esse livro não teve rumo, os personagens, no sentido da guerra, acabaram praticamente no mesmo ponto que começaram.

sábado, 26 de março de 2016

[Resenha] Divergente - Veronica Roth

Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 504
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Divergent

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível.

Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. 

A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Nota: Essa leitura se encaixa na segunda categoria do Desafio Literário #EuLi 2016, onde o livro deve ter 500 páginas.

Resenha:

Uma escolha pode te transformar.

Divergente sempre foi uma das trilogias que eu tinha vontade de ler. E com a estreia de Convergente se aproximando, decidi que precisaria ler os três livros antes de assistir o penúltimo filme (já havia assistido os dois primeiros antes de ler os livros pois adoro a Shailene Woodley). E após finalizar essa maratona dos quatro livros, venho dizer o que achei dos mesmos.

Começando pelos personagens, é impossível não gostar de Tris e Quatro. A forma como Veronica escreveu Tris é tão verossímil que você torce por ela, mas em certos momentos tem vontade de sacudi-la para ver se a mesma acorda. Tris sente compaixão, ódio, remorso... Ela é humana. Confesso que gostei mais da personalidade da personagem no filme, mas aqui ela também mostra sua força. E também consegui me identificar muito com Tobias, mais do que com Tris, para ser sincero. Gostei muto da forma de como o romance dos dois foi desenvolvido, sem afetar ou ser o principal da história.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

[Crítica] Divergente


Direção: Neil Burger
Ano: 2014
País: EUA
Duração: 139 minutos
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Divergent

Nota: Essa crítica foi escrita em Abril de 2014.

Crítica:

O que te faz diferente, te torna perigoso.

Depois do sucesso de Harry Potter e Crepúsculo, os estúdios de Hollywood começaram a lançar todas as sagas infanto-juvenis possíveis com o intuito de achar uma substituta para as duas citadas. Algumas conseguiram chegar perto (Jogos Vorazes mandou um 'oi'), enquanto outras acabaram flopando no sonho (a.k.a Dezesseis Luas). Divergente se encaixa perfeitamente na primeira posição: uma bilheteria monstruosa até o momento e uma sequência já sendo gravada.

Assisti o filme no dia 18 de abril, um dia depois da estreia mundial nos cinemas. Mas enquanto vi o filme super rápido, ainda não li nenhum livro. Porém, é uma meta para 2015. Então, farei esta crítica baseado somente no filme e fazendo pequenas comparações com o livro, já que amigos leram e me contaram algumas coisas. PS: se eu errar algo, não me matem, haha.

Ao assistir Divergente, logo podemos identificar o que o fez digno de tamanha arrecadação. O filme é uma distopia de tirar o fôlego, como Jogos Vorazes. O romance, claro, está presente, mas dosado e como segundo plano, o que favorece o público sedento por cenas de ação e violência. O foco aqui é Beatrice Prior e suas escolhas. Ambientado em uma Chicago futurista, o mundo foi dividido em cinco facções - Amizade, Erudição, Audácia, Franqueza e Abnegação - de acordo com suas qualidades. Ao completarem 16 anos, os adolescentes realizam um teste e podem escolher uma nova ou continuarem na de origem.

Nesse teste, porém, alguns descobrem-se divergentes (reunindo características de todas as facções e não podendo pertencer apenas à uma) e o governo, para manter a ''paz'' nas facções, os exterminam. Tris é uma divergente, mas Tori, a realizadora de seu teste a poupa e a manda guardar segredo. No dia da escolha, Tris opta pela Audácia, que sempre realiza um segundo teste - sem que os adolescentes saibam até a escolha - e apenas os melhores são selecionados, enquanto os excluídos acabam como mendigos. Agora, Tris terá que correr contra o tempo e conseguir entrar para o grupo, enquanto tenta manter seu segredo.