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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x20: Beside Still Water (Season Finale)


"Quando se traz alguém de volta, sempre há uma consequência."

Review:
(Spoilers Abaixo)

A Season Finale de Shadowhunters finalmente chegou e, felizmente, tivemos um ótimo episódio para encerrar a segunda temporada. E como um fim de temporada digno de uma guerra, cabeças rolaram em Beside Still Water.

Começando pelo mais importante, todo o plot de Valentine em busca do controle do submundo, agora que possuía todos os instrumentos mortais. Toda a sequência foi bem dirigida e todos estiveram ótimos em cena, principalmente Katherine McNamara. Não era segredo para ninguém que ela era uma das mais limitadas do elenco, mas entregou uma ótima atuação na cena, que possuiu vários elementos da original presente em Cidade de Vidro.

A mudança de Clary como assassinada de Valentine foi muito bem vinda, pois bem mais impactante do que o assassino original dos livros, afinal, apesar de não terem o real sentimento, eles ainda continuam pai e filha. Ele, inclusive, esteve bem parecido com o personagem nos livros, que sempre fazia questão de dizer que amava os filhos, apesar da forma torta de demonstrar e causou realmente essa impressão. Apesar disso, houveram pontos negativos, como o esquecimento de Jocelyn por parte de Clary quando Raziel a concedeu um pedido. Por mais que fosse escolher Jace, óbvio, uma indecisão momentânea poderia ter lhe ocorrido. Mas ainda assim não deixou de ser uma linda cena Clace, depois de tantos desencontros e cu doce dela durante a temporada.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x19: Hail and Farwell


O acerto de contas.

Review:
(Spoilers Abaixo)

A Season Finale da segunda temporada de Shadowhunters é só na próxima semana, mas as coisas no mundo dos caçadores de sombras já começaram a esquentar e ficarem mortais nesse penúltimo episódio, começando com a dupla "se juntas já causam, imagina juntas", Sebastian e Valentine. É perceptível o quanto Sebastian quer, no fundo, agradar Valentine e se mostrar um bom filho, mesmo com todo o ressentimento que ele ainda guarda. Chega até a ser repetitivo elogiar a atuação de Will Tudor, mas ele está mesmo incrível.

Toda a sequência da luta expôs ainda mais essa vontade de Sebastian, em virtude de seu surto de raiva quando Jace afirmou que Valentine gostava mais dele por não tê-lo jogado no inferno como o "irmão". Dominic Sherwood também fez um bom trabalho, principalmente com suas respostas e provocações ao estilo do Jace que conhecemos no início da série - convencido de que é o melhor em tudo. Até Izzy teve seu momento de brilhar durante a cena, quando cuspiu todo o ódio que sente de Sebastian por tentar matar Max, ajudando Jace a finalizar o serviço. Quem mandou mexer com a dona dessa série?!Vale lembrar ainda que a cena honrou o final do terceiro livro, pois o acerto de contas entre Jace e Sebastian é praticamente igual a esse, com poucas mudanças. Estou ansioso para ver como Sebastian retornará a série e espero que não demore pois como todos sabemos, ele foi o responsável pelos melhores momentos dessa segunda parte da temporada.

domingo, 6 de agosto de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x17/18: A Dark Reflection / Awake, Arise, or Be Forever Fallen


"I am her brother. She loves me."

Review:
(Spoilers Abaixo)

Não era segredo para ninguém que assim que chegasse em Shadowhunters, Sebastian iria tomar toda a atenção para si. Por mais que possua algumas diferenças entre os livros, ainda assim. Apesar de haver várias diferenças entre o Sebastian dos livros e o da série, a que mais está em evidência é que este possui - mesmo que poucos - momentos onde "questiona" as atitudes do pai, por este o ter largado no inferno. A cena onde Sebastian grita descontrolado que Clary é sua irmã e o ama já entrou para a lista de melhores da série, sem sombra de dúvidas. A introdução destes momentos é até interessante, pois a série não tenta humanizá-lo com eles; apenas quer demonstrar o quanto instável ele é mentalmente por tudo o que passou.

Prova disso é que no episódio seguinte, tivemos um Sebastian carregado em seu lado doentio, tentando terminar o serviço que começou no anterior, ao tentar matar Max - chegando até a ameaçar a própria Clary, que ele sabe que é sua irmã mas ainda assim beijou à força (!). Como já disse antes, um dos maiores problemas da série é a rapidez com que as coisas são reveladas, poderiam ter aproveitado Sebastian muito mais antes de revelá-lo para os demais personagens como o grande vilão; mas, ainda assim, é gratificante ver o quanto Will Tudor está ótimo e consegue passar com maestria todas essas nuances do personagem.

E já que citamos Max, foi bastante decepcionante a série não matá-lo. Nos livros, não é criado uma ligação entre ele e o leitor, mas ainda assim sua morte é chocante; então imaginem quanto mais isso seria na série, que veio colocando-o em evidência nas últimas semanas? Confesso que não estava cem por cento confiante de que iriam mesmo matá-lo, então não foi total surpresa, mas isso ainda rendeu mais um climão entre Cassandra Clare (autora dos livros) e a equipe da série, pois um roteirista disse que eles não seriam "sem corações ao ponto de matar o garoto", fato ironizado por Cassie. Não sei se em um momento futuro chegarão a dar um fim ao personagem, mas que perderam um grande plot twist para a série é inegável - diferente da morte de Jocelyn, que foi bastante gratuita.

terça-feira, 18 de julho de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x15/16: A Problem of Memory / Day of Atonement


Diga olá ao papai.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Estes dois últimos episódios foram divisores de água para Shadowhunters, já que a verdade sobre Sebastian veio à tona. Mas não quer dizer que isso foi feito de uma forma totalmente certa. Quem acompanha minhas reviews, sabe o quanto achei desnecessária a mudança em relação à origem do personagem, pois quem leu os livros, sabe o quanto a história por trás de sua criação é mais sentimental do que essa da série. Porém, pior do que tal mudança, foi o fato do roteiro não ter aproveitado o personagem e ter revelado sua verdadeira índole com menos de cinco episódios desde sua aparição.

Esse é um problema da série: as coisas são simplesmente jogadas, quase sem impacto. O plot twist teria sido muito mais interessante se o público confiasse no personagem e fosse pego de surpreso quando tudo fosse revelado. Sobre sua real forma, é mais do que claro que os showruners querem chocar o público mostrando que Sebastian é realmente maligno, mas nem era necessário, apenas o fato de ter sangue de demônio já o faz ser um vilão perverso. Seria muito mais interessante a série tê-lo introduzido da mesma forma dos livros e utilizar esse plot de "criatura criada no inferno" para um vilão futuro, caso não venham a querer utilizar Sebastian até o fim do show - o que eu acho bem possível, conhecendo a produção. Mas isso é causa perdida, então só nos resta torcer que essa parceria do personagem com Valentine seja bem feita como foi na obra original.

Já Clary, após beijar Jace na Corte Seelie, correu para pedir desculpas à Simon, afirmando que o ama. Só eu que sinto vontade de sacudi-la pra ela acordar pra vida? Metade do elenco diz que a magia das fadas não mente mas ela continua insistindo em dizer nutrir esse sentimento pelo amigo, quando é óbvio que nem ela acredita nisso. Felizmente, Simon foi irredutível e Climon já era. Porém, Clary continuou com o mimimi, afastando Jace direto. Só que Deus é justo e nos presenteou com um momento fofo dos dois em Day of Atonement - episódio dirigido por Paul Wesley, vale ressaltar, e que foi bem superior ao anterior -, quando ele a ajudou a se curar das alucinações causadas pelo lago. E agora que ela descobriu que seu irmão está vivo, os dois deverão se aproximar cada vez mais enquanto o procuram. Se a gente gosta disso? É claro que sim!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x13/14: Those of Demon Blood / The Fair Folk


"Você pode se enganar, mas não as vitis veritas."

Review:
(Spoilers Abaixo)

Chegamos a mais duas semanas de Shadowhunters, e antes de tudo, queria pedir desculpas por mais uma review dupla. Infelizmente, as coisas estão corridas para mim, mas tentarei ao máximo postar a do próximo episódio assim que ele sair. Situação explicada, agora vamos comentar esses episódios, porque tem muita coisa!

Começando por Those of Demon Blood, que foi bem mediano - o pior da 2B até agora, aliás. A rápida sucessão de acontecimentos na série ainda é algo que incomoda. Primeiro tivemos a rápida revelação de que Clary e Jace não são irmãos; no episódio seguinte o mesmo descobriu que era um Herondale e foi nomeado como o novo chefe do Instituto; para já nesse décimo terceiro passar o comando para Alec. Desde o começo da série, o Instituto já passou pela mão de meio elenco. Como a Clave, que é tão rigorosa, deixa isso acontecer, assim sem mais nem menos? Ma talvez ele se firme na mão de Alec, pois quem assiste a série sabe como o roteiro joga tudo para as costas do personagem ou de Malec.

E Jace realmente não merecia comandar o Instituto pois possui um plot muito melhor e que deve ser trabalhado: seu romance com Clary. Mas isso comentaremos daqui à pouco, já que esse episódio resolveu criar um novo ship para a série, entre o shadowhunter e Maia. Confesso que os dois não me incomoda tanto quanto Climon porque é visível que será apenas um casinho de sexo e nada mais, diferente da relação de Clary com Simon, que o roteiro força o maior ligação - que não convence ou existe - entre eles. E chega até a ser compreensível essa necessidade de criar novos ships da série, afinal não sabemos quantas temporadas ela durará, então o máximo de empecilhos para juntar o casal principal que a produção puder usar, ela irá.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x11/12: Mea Maxima Culpa / You Are Not Your Own


Assuma suas emoções.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Depois de três meses, Shadowhunters está de volta com a segunda parte de sua segunda temporada, que, na teoria, deveria ser a melhor, afinal tudo que os fãs dos livros esperavam está acontecendo: Sizzy, Sebastian, Corte Seelie confirmada... enfim, várias peças importantes da série literária marcarão presença neste arco. Entretanto, como tais elementos vêm sendo conduzidos é que decepciona.

Todos estão cansados de saber que uma adaptação nunca será 100% fiel e é perda de tempo brigar por isso em pleno 2017; porém, quando a adaptação tem um material de referência extremamente bem construído e o deixa de lado para investir em algo novo mas que não possui a mesma qualidade, é preocupante. E é isso que os showrunners fazem com diversos plots que inserem na série. Primeiro com Clace e toda a história de incesto. Desde o início ela foi mal feita na série, já que os personagens quase não se importavam com o fato. Para piorar, toda a verdade foi revelada para Jace cedo demais e para Clary logo depois, no episódio de retorno, e ela simplesmente não ligou para isso, pois "está com Simon". Ou seja, além de perderem a chance de mostrar o sofrimento dos personagens por acharem que são irmãos, ainda fazem os sentimentos de Clary para com Jace soar apenas como uma atraçãozinha rápida e que já passou.

Entendo que na TV, essa história de incesto é bem mais complicada, porque há uma associação chata de mães que fazem confusão por qualquer coisa que é exibida à adolescentes, mas haviam tantas formas da verdade ser revelada ao público mas com os personagens ainda acreditando que eram parentes - Valentine poderia contar para um de seus capangas, por exemplo. Mas não, na cabeça dos roteiristas, a melhor saída é acabar com isso e investir no já saturado arco de triângulo amoroso. O pior é que Clary e Simon não tem a menor química como um casal, ainda mais com ela criando essa paixão subitamente, de um episódio para o outro. E seguindo essa mesma revelação sem emoção do plot do incesto, tivemos o de Jace descobrindo que é, na verdade, um Herondale. O roteiro não se preocupou em desenvolver Imogen e mostrá-la como uma mulher amargurada pela perda do filho, jogando isso apenas quando ela descobriu a verdade. Foi uma mudança da água para o vinho e inverossímil. E Jace aceitou tudo sem sequer questionar as ações anteriores da avó que, vale lembrar, tentou exilar Izzy do mundo dos caçadores na temporada passada (!).

quinta-feira, 13 de abril de 2017

"Shadowhunters" é renovada para a 3ª Temporada!


O SpoilerTV acaba de anunciar a renovação de Shadowhunters para sua 3ª Temporada. Ainda segundo o site, a produção do terceiro ano começará em 14 de agosto de 2017. A quantidade de episódios, porém, ainda não foi revelada.

sábado, 11 de março de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x10: The Light Of Dawn (Winter Finale)


A verdade sempre vem à tona.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Chegamos a tão esperada Winter Finale de Shadowhunters. Esse episódio era muito esperado pelos fãs pois todos estavam na expectativa se a aparição de Sebastian ia ou não acontecer. The Light Of Dawn foi um ótimo episódio e encerrou muito bem a primeira metade dessa segunda temporada.

Porém, isso não significa que tudo foi perfeito, principalmente Madzie. Achei interessante o poder que ela tem de sugar oxigênio das pessoas, mas ainda não me desce o fato dela ser uma criança, mas já fazer tudo o que faz - coisas que Magnus levou anos para aprender, até. Outro problema é o Instituto. A série aboliu o fato de que o lugar é protegido contra a entrada de mundanos, o que acho algo positivo pois deixa Luke e Simon inclusos na trama, mas o lugar parece entregado as moscas, qualquer um entra ali e faz o que bem entende. O certo seria algo que selasse o local e só submundanos permitidos pudessem passar por essa barreira. Além disso, o fato de nenhum outro lobisomem demonstrar raiva de Luke por este proteger os Shadowhunters além de Maia chega a ser risível. Parece até que tudo é apenas ciúmes por ter sido dispensada por Simon.

Apesar desses pontos negativos, o plot principal do episódio, com Clary tentando salvar a vida de Simon e Valentine querendo ativar a Espada-Alma, foi bem trabalhado. Todas sequências foram boas, como a que Simon questiona Valentine se ele não sente nenhum tipo de remorso por não ser o pai que Clary merece e este fica um pouco abalado (não descaracterizando o vilão que ele é, claro!). Valentine até conseguiu exterminar alguns submundanos que estavam no Instituto, mas seu plano não foi concluído graças à Jace que, ao que tudo indica, conseguiu invalidar o poder da Espada. Provavelmente ainda a veremos muitas vezes, já que ela possui outras finalidades - como revelar a verdade e invocar o anjo Raziel, fatos já mostrados pela série - e uma figura fez questão de levá-la consigo. E para os desesperados, sim, já foi confirmado que é o Sebastian!

quarta-feira, 1 de março de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x08/09: Love is a Devil / Bound by Blood



Review:
(Spoilers Abaixo)

Uma batalha mortal se aproxima cada vez mais em Shadowhunters. Mas antes que essa guerra fatal chegue, os personagens precisam enfrentar seus piores medos pessoais e resolver assuntos inacabados do passado, e foi nesses fatores que Love is a Devil e Bound by Blood focaram-se.

Começando logo por Izzy e seu plot zé droguinha (créditos ao pessoal do Canal Pandemonium). É o meu favorito, mas o que mais vem causando revolta no fandom atualmente, porque muitos não querem a personagem demonstrando fragilidade ou ficando com Raphael. Concordo com o segundo ponto pois os dois realmente não têm nada a ver, mas o primeiro é um pouco sem noção. Sim, Izzy é uma das que mais impõe girl power nos livros e na série, mas antes de tudo vale lembrar que ela é humana. Ela pode - e é mais do que necessário - demonstrar fraquezas e medo. Todos os personagens precisam desse lado de sofrimento e Izzy era a que não o tinha demonstrado com mais foco até agora. Mas indo ao fator Raphael, como disse, concordo. Não há a necessidade de criar um laço amoroso, pois Izzy era a única que até agora tinha um plot sólido sem envolver casal. Em Bound by Blood, tivemos indícios de que esse sentimento de Raphael é apenas causado pelo vício de Izzy, e acho que vai ser bem melhor caso isso se confirme.

Mas os outros membros da família Lightwood tiveram destaque em Love is a Devil - na verdade, foi um episódio dedicado quase todos aos problemas dela. Max mostrou um lado totalmente grosseiro, ao dizer que Jace não era seu irmão - por ouvir isso da mãe durante brigas que presenciou dos pais -, além de manter uma cara de tédio em todas suas cenas; o que foi bem desnecessário. O garoto é de extrema importância com a chegada de Sebastian, por isso criar uma imagem egoísta do mesmo não é uma boa saída. Alec, por sua vez, sob o feitiço, quase cometeu suicídio. Não acredito que tenha sido uma vontade real, mas como Magnus disse, o feitiço só trabalha com os medos reais das pessoas. O de Alec, no caso, é a culpa por ter matado Jocelyn, mesmo que não estivesse sob si. O ato realmente não parece que será tratado no futuro e o que realmente motivará Alec daqui para frente é ajudar Izzy a sair de seu vício, além de livrar o Instituto de Aldertree, o que aprovamos, claro, pois esse mala já precisa se tocar.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x07: How Are Thou Fallen


Beijo na boca é coisa do passado. A moda agora é...

Review:
(Spoilers Abaixo)

Que episódio bom foi esse, pessoal?! Teve casal elevando o nível da relação, salvação de anjo... Coincidentemente, How Are Thou Fallen foi exibido no Dia dos Namorados dos EUA, então talvez esse seja o motivo de todos os acontecimentos. Mas chega de suposições e vamos ao que interessa!

Começando por Jace, que quase me fez soltar fogos por enfim ser mais parecido com o personagem nos livros. Essa semana ele destilou sarcasmo para todos os lados e até ajudou Simon a mudar seu jeito de agir com as garotas - por mais que no fundo estivesse tirando sarro da cara do garoto, algo que o Jace dos livros faria sem pensar duas vezes. E foi por meio do personagem que tivemos a primeira scene sex um pouco mais explícita. Mas acalmem-se, pois ainda estamos na Freeform, e não na HBO. E foi só descobrir que Clary estava em perigo, que essa pose de "i really don't care" sumiu rapidinho e ele correu com Luke para salvá-la.

Junto à little sister, Jace resgatou Ithuriel das mãos de Valentine e, como gratidão, o anjo mostrou aos dois que um mal maior ainda está por vir, e é quase óbvio que é Sebastian, um personagem bastante importante para o plot principal da série. Mas enquanto ele não chega, temos que nos contentar com Valentine, que nesse episódio estava todo possuído pelo descaramento de sempre, quando chamou Luke de parabatai ou quando revelou a Cleophas que sua intenção é apenas ter poder no mundo dos Shadowhunters. Finalmente essa tonta levou esses tapas na cara para ver se acorda para a realidade, né?! Porque tá pra nascer mulher mais burra que essa. Sorte da Clary, que percebeu as reais intenções dela ao ser chamada de "Clarissa" - apenas Valentine se refere à filha pelo seu nome real.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x05/06: Dust and Shadows / Iron Sisters


Pomadinha do orgasmo, um oferecimento TopTherm.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Primeiramente, Fora Temer desculpas por não ter tido review semana passada. Realmente não tive tempo de escrevê-la. Então como será uma crítica dupla, vamos logo começar pois teremos muito o que comentar.

Dust and Shadows foi quase um episódio filler, que introduziu futuras tramas e apenas o enterro de Jocelyn foi algo que já vinhamos acompanhando. A cena foi muito bem feita e a produção está de parabéns. Acredito que no futuro, os roteiristas irão trazê-la de volta de alguma forma, mas por enquanto ela permanece morta. E isso, claro, afetou todos os personagens de alguma forma. Clary, óbvio, foi a que mais sofreu e ao ir pedir ajuda à uma feiticeira para trazer a mãe de volta, acabou quase virando uma nova grávida de Taubaté, já que a feiticeira queria usá-la para gerar um bebê com sangue de demônio. E foi tentando escapar que a personagem acabou descobrindo um dom que nenhum outro Shadowhunter tem: criar runas. Achei a reação dela e de Jace bem negativa, parecia apenas algo comum que qualquer outro Shadowhunter consegue fazer - no filme, por exemplo, Clary passa alguns segundos observando a própria mão e perguntando-se como fez isso.

Luke também foi outro afetado com a morte de Jocelyn e o vimos sem controle na floresta, já que Jocelyn era sua "âncora". Por pouco, ele não matou pessoas inocentes, graças à Simon e Maia, que o trouxeram de volta. Foi uma cena fofa, principalmente quando Simon revelou que foi Luke que o ensinou a se barbear, mostrando que ele foi um pai não só para Clary, como para o garoto. Simon ainda se meteu em uma tremenda confusão, ao ser flagrado pela mãe bebendo o sangue de um rato. E como ele é muito novo nessa condição, coube à Raphael hipnotizar Elaine. Dormi? Sim, pois vocês sabem o quanto Raphael ainda não me desce. Então, next!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x04: Day Of Wrath


No céu tem Shadowhunter? E morreu.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Gente, o que foi esse episódio?! Estou até agora sem acreditar. Mas antes de começarmos a falar do episódio, queria comentar algo que ocorreu essa semana e foi tão chocante quanto as mortes dessa semana. Como falei em reviews passadas, o showrunner da série seria trocado a apartir desse episódio, mas o que parecia ser apenas uma divergência entre Ed Decter e a emissora se mostrou algo bem maior. Na última segunda (23), Cassandra Clare, autora dos livros, deu uma entrevista sobre como enxergou a primeira temporada e descobrimos que Malec sofria homofobia por parte de Ed e que foi ideia dele sensualizar exageradamente Izzy. Vocês podem conferir toda a entrevista aqui e agradecer aos céus o fato desse homem ter saído da produção.

Mas voltando ao episódio, Day Of Wrath já estava prometendo por conta da declaração dos novos responsáveis pela série de que a temporada iria honrar ao título de sangrenta que recebeu. Só não sabíamos que eles estavam falando tão sério! Ainda não aceitei que Jocelyn foi morta assim, sem mais nem menos. A personagem seria tão importante para as revelações futuras que chega até a ser inacreditável. Particularmente, tenho a teoria de que ela não morreu e que foi sequestrada por Valentine, que jogou ali um capanga qualquer com aquela runa onde a pessoa assume a forma física de outro apenas para causar um atrito entre Clary e os Shadowhunters; mas teoricamente ao ser morta, a pessoa volte a sua forma própria, o que quebra esse pensamento. Enfim, foi tudo muito triste, principalmente Clary vendo o corpo da mãe e quando Luke e Jocelyn se beijaram, sem nem imaginar que seria o primeiro e último. Talvez no futuro, algum jeito para trazê-la de volta seja adicionado na série, mas para todos os efeitos, Jocelyn partiu dessa para uma melhor.

E junto com ela, foram Hodge e os Irmãos do Silêncio. São mortes que ocorrem nos livros, então apesar do choque, já eram esperadas. E é ótimo ver que já em seu primeiro episódio, a nova equipe inseriu cenas e referências à Cidade das Cinzas, o segundo, mostrando que não é obrigado seguir tudo à risca, desde que alguns momentos sejam homenageados. Nos livros, a morte de Hodge não ocorre pelas mãos de Valentine - nem no mencionado segundo livro -, mas foi chocante vê-lo com a faca cravada na testa, por mais que tenha sido uma cena rápida. A dos Irmãos do Silêncio não possuiu grandes mudanças e foi necessária para que o vilão conseguisse o segundo Instrumento Mortal. E além disso, Valentine ainda soltou um demônio pelo Instituto, que rendeu sequências fantásticas, como a de Izzy possuída. Até o momento, a personagem é a que está mais deixada de lado, então é sempre bom vê-la em ação - ou soltando suas frases icônicas.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Sebastian de "Shadowhunters" é anunciado!

Nesta quinta (26), o ator que interpretará Sebastian em Shadowhunters finalmente foi divulgado: Will Tudor.

O anúncio foi feito pela conta oficial da série no Twitter, com um vídeo onde Will - que já participou de Game of Thrones - se apresenta aos fãs (para vê-lo legendado, clique aqui). Ainda não foram divulgados mais detalhes sobre a entrada do personagem, mas Will já está em Toronto com a produção e Kat McNamara postou uma selfie dos dois:

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x03: Parabatai Lost


Se correr, o lobisomem pega. Se ficar, o lobisomem come.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Eu estava bastante ansioso por esse episódio. Ele era um dos mais esperados até por Dominic Sherwood, que disse que era seu favorito desta primeira parte da temporada. Algo que me faz preferir a adaptação de livros para série de TV e não filme é a possibilidade de trabalhar mais tramas além da que os livros trata - algo que um filme não tem tempo para fazer. E, sem dúvidas, ver mais sobre o laço Parabatai dos personagens era algo que eu queria, pois nem nos três primeiros livros da série que li até agora, ele recebeu tanto foco.

As cenas envolvendo o plot, principalmente os flashbacks de como Alec e Jace se conheceram, foram bem feitas. A conversa inicial dos dois ainda criança foi bem fofa, pois sabemos que crianças realmente fazem amizades de uma hora para outra. E conforme eles amadureciam, os problemas começaram a aparecer, principalmente por Alec nutrir sentimentos por Jace. O medo do garoto de ligar-se ao amigo, pois Parabatais não podem se envolver romanticamente, foi bem transmitido pelo ator adolescente, que soube manter-se no tom do personagem, que não gosta de expor seus sentimentos. Mas no fim, ele realizou a cerimônia, evidenciando ainda mais o ponto que a série quer mostrar: o laço de companheirismo é mais forte e Alec sempre o ajudou, mesmo contrariado. Dominic esteve muito bem essa semana e conseguiu transmitir todo o desespero de Jace para ajudar Alec a retornar do coma. Foram, de longe, suas melhores cenas na série até agora.

Além disso, Parabatai Lost ainda introduziu Maia, uma lobisomem que possui atrito com Jace por considerá-lo culpado pela morte da lobisomem que Valentine matou episódio passado. Nos livros, a personagem é ponta de um triângulo com Simon e Izzy, mas parece que os roteiristas resolveram inseri-la em um com Jace e Clary. Achei essa mudança bem desnecessária, até porque já existem dois triângulos com eles - um com Simon e outro com Aline, personagem que deve aparecer futuramente -, mas talvez essa mudança seja benéfica para Sizzy, que já não começará com o famigerado clichê. Agora sobre a personagem em si, a achei bem forçada. Ela não me convenceu com toda essa sede de vingança sobre Jace, mas espero que isso mude com o passar do tempo - o que acho bem difícil, pois de todos os seres apresentados na série, os lobisomens são os que eu menos gosto, por todo esse egocentrismo exagerado.

sábado, 14 de janeiro de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x02: A Door Into the Dark


"Sou apenas uma garota do Brooklyn que saiu para comemorar o aniversário e voltou com um presente que nunca quis." - Clary Fray.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Depois de um bom episódio de retorno mas que poderia ter sido bem mais sangrento, Shadowhunters começa a mostrar que essa guerra entre o bem e o mal ainda trará muitos problemas para o mundo de Idris. Mas ainda mais na vida pessoal de todos os envolvidos, e A Door Into the Dark soube trabalhar isso muito bem.

Começando por Clary, que dominou essa semana. Como comentei na review anterior, a atuação de Katherine McNamara ainda não é a melhor do mundo, mas é visível que ela está se esforçando - mais do que Dominic Sherwood. E essa semana foi o estopim para Clary querer sua vida de mundana de volta. Isso já havia sido tratado superficialmente na primeira temporada, mas nessa os acontecimentos para esse seu desejo são bem maiores e fortes, afinal ela descobriu que o garoto que estava gostando é seu irmão; sua mãe está tentando matá-lo à todo custo; as pessoas do Mundo dos Shadowhunters não acreditam em sua força por ela ser nova nesse mundo... Enfim, são inúmeros motivos. Seu desabafo com Izzy foi de partir o coração e é muito bom ver que essa amizade sendo fortalecida a cada episódio. Eu realmente não entendo como existem pessoas que ainda conseguem criticar a personagem em vista de todos esses motivos. Algumas de suas atitudes são inconsequentes? Sim, mas duvido que no lugar dela muitos não fariam o mesmo.

Izzy, depois de não ter tanto destaque na Season Premiere, recebeu mais atenção aqui e nos entregou cenas incríveis, principalmente a surra que deu naquele lutador machista. Isso é algo que a série também mostra desde a primeira temporada - que, por mais que seja sensual, Izzy não se deixa ser rebaixada por seu sexo -, e que une mais a trama com a nossa realidade. E se analisarmos, de todos os principais, a personagem é a mais centrada e procura ajudar todos os outros, que estão perdidos com o sequestro de Jace. Jocelyn, por outro lado, continua a mesma chata, mas desta vez pelo menos mostrou os motivos para seu medo com Jace. Essa runa criada para flashbacks é bem interessante, mas foi muito mal aproveitada, pois aquela simples memória do bebê destruindo uma flor não é praticamente nada demais - fato que até a própria Clary fez piada. Seria mais interessante tê-lo visto matar um animal ou outra criança, por exemplo. Espero que isso ocorra no futuro.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

[Crítica] Shadowhunters - 2x01: This Guilty Blood (Season Premiere)


A guerra está apenas começando.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Olha quem voltou?! Ano novo, nova temporada de Shadowhunters. Quem leu minha crítica da 1ª temporada, sabe o quanto fiquei decepcionado com o resultado final do primeiro ano. Mas, por algum motivo, ela é aquele tipo de série que criticamos, mas a cada semana voltamos para mais um episódio. Particularmente, sou grande fã dos livros e confesso que já me apeguei ao elenco, então apesar de sempre apontar os defeitos quando necessário, torcia para que o show os corrigisse, e não que fosse cancelado como muitos "fãs" gritavam nas redes sociais. Por isso, aqui estamos novamente para uma nova rodada nas loucuras desse mundo e com uma novidade: vai ter review semanal dos episódios!

Começando pelo que eu mais esperava que melhorasse: as atuações. Katherine McNamara e Dominic Sherwood eram os mais fracos no ano anterior, o que era extremamente prejudicial, já que eles são os principais e mais exigidos - nessa nova temporada, especialmente. Felizmente, é perceptível uma melhora nos dois, principalmente em Kat. Não sei se é porque essa Season Premiere não lhe exigiu uma carga mais dramática, mas ela parece mais confiante a à vontade no papel. Sua determinação em encontrar Jace nos estimula; enquanto o personagem se esforça para não ceder à manipulação de Valentine, e essa foi outra surpresa, pois pelas promos liberadas pela emissora parecia que o personagem começaria já convencido de que precisa ajudá-lo.

Outro ponto positivo é que os roteiristas já confirmaram que essa temporada será repleta de flashbacks, onde o passado de vários personagens será explicado, e já podemos ver isso em um onde Valentine injeta sangue de demônio em Jocelyn ainda grávida. Como os mesmos também chegaram a afirmar que a temporada se afastaria ainda mais dos livros, foi bom ver essa conexão com momentos do terceiro, Cidade de Vidro. Mas ainda falando da personagem, toda sua reação em torno desse plot - e com Jace, depois da cena final - ainda está estranha para mim. Quem leu o já citado terceiro livro, sabe do que eu estou falando. Jocelyn é uma das mais centralizadas depois de acordar do "coma", mas aqui está bastante perdida. Espero que a explicação para seu novo estado venha logo.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

[Crítica] Shadowhunters - 1ª Temporada

Status: Renovada
Duração: 42 minutos
Nº de episódios: 13 episódios
Classificação: 3/5 estrelas
Exibição: 2016
Emissora: Freeform / Netflix

Clary Fray acaba de se matricular na Academia de Arte do Brooklyn. Em seu aniversário de 18 anos, ela descobre que é uma Caçadora de Sombras, um ser humano meio anjo, que tem como tarefa proteger os humanos de demônios. Naquela noite, a mãe de Clary, Jocelyn Fray, é raptada por Valentine, um antigo Caçador de Sombras desonesto, que criou seu próprio "Círculo".

Com sua mãe ausente, Clary se volta para Luke, o namorado de Jocelyn, e a única pessoa na qual ela confiava, mas acaba sendo traída. Clary se junta com um bando de Caçadores de Sombras para salvar sua mãe e descobre poderes que ela nunca soube que possuía. Clary é lançada no mundo de caça aos demônios junto de seu melhor amigo, Simon Lewis, e do misterioso Caçador de Sombras, Jace, que é acompanhado por seus irmãos adotivos, Isabelle e Alexander Lightwood. Agora vivendo entre fadas, feiticeiros, vampiros e lobisomens, Clary começa uma jornada de autodescoberta enquanto aprende mais sobre seu passado e percebe como poderá ser seu futuro.

Nota: Essa crítica conterá spoilers da série e dos três primeiros livros da série. Leia por sua conta e risco!

Crítica:

Um mundo oculto está prestes a ser revelado.

Desde o anuncio de que a ABC Family havia comprado os direitos da adaptação de Os Instrumentos Mortais, eu estava ansioso para ver como tudo ficaria com essa segunda chance que os livros receberam para outra mídia. Depois de muita espera (o anuncio da emissora foi feito em Maio de 2015), eis que em Janeiro de 2016, a série enfim estreou. O primeiro episódio, apesar das mudanças óbvias, foi bom e passou a impressão de que seria uma boa adaptação. Infelizmente, essa promessa ficou apenas no papel.

Primeiro, sobre a história. Como eu disse na review do Piloto, a mudança de idade dos personagens - nos livros, eles têm entre 15 e 17 anos, enquanto na série todos estão na faixa dos 18 - foi benéfica, pois assim assuntos "mais fortes" poderiam ser abordados. Também foi um acerto introduzirem plots dos dois primeiros livros nessa temporada inicial, pois Cidade dos Ossos é um pouco raso nesse quesito. Mas nos episódios finais começaram a ser incluídos momentos de Cidade de Vidro sendo que muito de Cidade das Cinzas nem tiveram chance de aparecer, o que apressou vários acontecimentos - como a volta de Jocelyn já nesta temporada - e que deverá afetar vários plots futuros, como o "parentesco" de Clary e Jace.


E mesmo com essa mistura dos três primeiros livros, alguns episódios foram muito parados e não deixavam o telespectador animado para o próximo. Um bom exemplo disto é o décimo, que mostrou uma realidade paralela onde Clary e Jace namoravam sem nenhum impedimento e Valentine era um pai exemplar. Apesar de ser um episódio engraçado e feito para os fãs, pouco acrescentou para o "plano real" e ficou claro que foi um episódio filler, apenas para enrolar e fazer com que os 13 episódios programados ocorressem.

Já com a escalação dos atores e composição dos personagens, a série também teve seus acertos e erros. Na primeira categoria, podemos citar Matthew Daddario e Emeraude Toubia. Além dos atores incorporarem perfeitamente Alec e Izzy e expressarem muito bem a ligação dos irmãos, a série ainda deu grande enfoque aos dois - coisa que o filme não fez, focando apenas em Clary e Jace. E mesmo com todo o plot de Clary em tentar achar um jeito de trazer a mãe de volta, os produtores investiram os plots mais pesados em Izzy. Além de péssimo relacionamento com Maryse, ela ainda precisou mudar seu jeito de se vestir, quase foi exilada do mundo dos shadowhunters, dentre outros problemas. Alec também mostrou uma lado meio sarcástico, inexistente nos livros.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

[Primeiras Impressões] Shadowhunters - 1x01: The Mortal Cup (Series Premiere)


''We're Shadowhunters." - Lispector, Jace.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Parece que foi ontem que os filmes de Os Instrumentos Mortais foram cancelados, e a ABC Family comprou os direitos e anunciou a série, né? Isso tudo aconteceu em Maio de 2015 e, desde então, o que resumiu os fãs foi nervosismo para ver como tudo ia ser adaptado, quem seria quem no novo cast etc. Agora, quase um ano depois, a série estreou e aqui estamos para ver o que rolou nessa Premiere. Prontos para embarcar no mundo dos Caçadores de Sombras?

Ao longo dos 13 episódios desta temporada inicial, iremos acompanhar Clary Fray, que descobre em seu aniversário que não é quem pensa que é, mas sim que vem de uma longa linhagem de Caçadores de Sombras – híbridos humano-anjos que caçam demônios. Quando sua mãe Jocelyn é sequestrada, a garota e seu melhor amigo, Simon, são lançados num mundo de caça aos demônios com o misterioso Jace Wayland e seus parceiros, Isabelle e Alec Lightwood. Agora vivendo entre fadas, feiticeiros, vampiros e lobisomens, Clary começa sua jornada de autodescobrimento enquanto aprende mais sobre seu passado e sobre o que seu futuro pode estar lhe reservando.

É óbvio que o enredo sofreu mudanças em relação aos livros, mas até o momento a única que me incomodou foi a exclusão de Dorothea. A feiticeira tem cenas importantes no primeiro livro - principalmente aquela que envolve o Cálice do título do episódio -, mas na série introduziram-na como uma adolescente. Pior, a eliminaram logo na primeira briga dos demônios com Jocelyn. Entretanto, algumas mudanças foram benéficas, como a idade dos personagens. Enquanto nos livros eles têm entre 15 e 17 anos, aqui todos parecem ter mais de 18 - a única confirmada com essa idade até agora foi Clary. Essa alteração deverá ajudar bastante os roteiristas na abordagem de assuntos "mais fortes".


E ao que parece, toda a temporada irá se basear em Cidade dos Ossos, diferente do habitual onde o primeiro volume é sempre todo adaptado no Piloto. Essa decisão foi mais do que certa, pois existem muitos termos confusos no livro e jogar todos em um único episódio poderia causar a desistência de quem não o leu. Além disso, quem leu sabe que nas páginas finais ocorrem vários plots twist que nos deixam com a cara na poeira, então quanto mais o público se apegar aos personagens, mais chocante as revelações serão. Certamente quem não conhece os livros ficou curioso para descobrir mais sobre os Caçadores e porquê o Cálice Mortal é tão importante. O único ponto negativo na história são os efeitos especiais. Alguns chegam a ser risíveis e os mais ligados nesse aspecto ficarão incomodados. Pelas promos e trailers liberados, eu já havia visto que seriam nesse nível, por isso já estava "conformado".

Agora, sobre os atores, não tenho do que reclamar. Como eu lembrei no começo, toda uma polêmica se criou quando a emissora anunciou que o elenco seria reformulado, mas o atual é muito melhor que o do filme e todos estão confortáveis em seus papéis, exceto Katherine McNamara. Suas cenas foram medianas e pouco convincentes. Lily Collins conseguiu captar muito melhor o medo da personagem nos filmes e poderiam ter tentado manter ao menos ela no novo cast, mas essa questão já é caso perdido, espero que Kat evolua e mostre que pode ser uma boa Clary. De todos, Alberto Rosende é o melhor. É impossível não rir das falas de Simon e pensar em outra pessoa para o papel. Matthew Daddario também é o Alec perfeito; Dominic Sherwood deu um ar mais leve para Jace, que era muito sério no filme; e Emeraude Toubia conseguiu mostrar quem é Izzy, porque a atriz do filme era tão ruim que a personagem parecia uma figurante aleatória.

E assim encerramos a primeira review da série! Apesar de alguns pequenos erros, o episódio foi bom no geral e espero que desta vez dê tudo certo. Ah, e para quem não sabe, a Netflix comprou os direitos da série e os episódios entrarão no catálogo no dia seguinte à exibição americana, com aúdio e legendas em português. Sem dúvidas é uma boa notícia, pois quem conhece a ABC Family (ou Freeform, como preferirem), sabe que ela tem uma lista extensa de séries canceladas, então caso isso aconteça com Shadowhunters, a Netflix pode continuar sem problemas. E não, não sou pessimista, apenas já sofri demais nas mãos da emissora. Mas não vamos sofrer antes do tempo, não é? Vamos apenas curtir a série.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Netflix compra os direitos de "Shadowhunters"!


A Netflix acaba de anunciar nesta sexta (18) que comprou os direitos de "Shadowhunters", e assim como acontece com "Better Call Saul" e "From Dusk Till Dawn", os episódios devem estar disponíveis no catálogo um dia após a exibição americana.

Ou seja, já no dia 13 de Janeiro, o episódio deverá estar disponível também para os assinantes brasileiros, já que a estreia oficial na ABC Freeform ocorre dia 12.

A série acompanha Clary Fray (Katherine McNamara), que descobre em seu aniversário de 18 anos que ela não é quem pensa que é, mas sim que vem de uma longa linhagem de Caçadores de Sombras – híbridos humano-anjos que caçam demônios. Quando sua mãe Jocelyn (Maxim Roy) é sequestrada, Clary é lançada num mundo de caça aos demônios com o misterioso Caçador de Sombras, Jace Wayland (Dominic Sherwood), e seu melhor amigo, Simon (Alberto Rosende). Agora vivendo entre fadas, feiticeiros, vampiros e lobisomens, Clary começa sua jornada de autodescobrimento enquanto aprende mais sobre seu passado e sobre o que seu futuro pode estar lhe reservando.

Para ler a resenha do primeiro livro, Cidade dos Ossos, clique aqui.