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sábado, 21 de maio de 2022

[Resenha] Me Leve Com Você - David Levithan & Jennifer Niven

Autores:
David Levithan & Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 288
Nota: 5/5 estrelas
Título Original: Take Me With You When You Go
Classificação: 12 anos
Compre: Amazon Brasil

Beatriz e Ezra são irmãos e o principal apoio um do outro. Desde que a mãe deles se casou novamente, a vida dos dois ficou bem mais complicada. Mas Bea sempre fez questão de ocupar o posto de encrenqueira da casa e dar tudo de si para proteger Ez dos adultos. Até agora.

Quando Bea vai embora sem avisar ninguém, a situação do garoto muda complemente – ainda mais dentro de casa. Dividido entre a saudade, a raiva e a preocupação, Ez agora só pode contar com a irmã à distância, já que tudo que ela deixou para trás foi um endereço de e-mail secreto para se corresponder com ele.

Enquanto Bea vai em busca de segredos do passado na esperança de mudar seu futuro e Ez tenta encontrar seu lugar no mundo sem a irmã, os dois vão precisar aprender a confiar em si mesmos até poderem se reencontrar.

Resenha:

"Acho que é um dos efeitos colaterais de crescer em uma casa que nos odeia: a gente não sabe como agir quando se depara com o amor."

David Levithan e Jennifer Niven estão entre meus autores favoritos, por isso fiquei muito animado com o anúncio desse livro. E agora, após terminá-lo, só sei que preciso de mais dessa parceria.

Eu amei Bea e Ezra. Eles, claro, são o ponto alto do livro e a cumplicidade dos dois é muito bem construída. Perdi as contas de quantas vezes minha garganta travou ao ler o que eles passaram (ou passam), pois são tantos momentos de abusos, que você se vê tão sufocado quanto eles, e tudo o que quer é abraçá-los e dizer que tudo vai dar certo. Mas o mais bonito é ver a força dos irmãos em buscar algo melhor, mesmo diante disso - algo que Jennifer e David sempre fazem muito bem em seus livros.

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

[Resenha] Sem Ar - Jennifer Niven

Autora:
Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Breathless

Passar o verão numa ilha remota não era o plano de Claudine Henry. Ela deveria estar viajando de carro com sua melhor amiga, aproveitando cada minuto antes de ir para a faculdade. Mas depois que seus pais anunciam o divórcio, o mundo dela vira de cabeça para baixo — e Claude vai parar nesse destino improvável, acompanhando a mãe que tenta se reconstruir depois da separação.

Ali, a garota não tem internet, sinal de celular ou amigos. Até que conhece Jeremiah. Com o espírito livre e um passado misterioso, a química entre os dois é imediata e irresistível. Enquanto vivem aventuras pelas praias, dunas e florestas, Claude e Miah tentam não se apaixonar — afinal, esse relacionamento tem os dias contados. Mas talvez viver esse romance seja exatamente do que Claude precisa para começar a escrever sua própria história.

Resenha:

"Não quero esquecer você. Mas, acima de tudo, não quero esquecer de mim."

Por Lugares Incríveis e Juntando os Pedaços são dois livros que eu amo, assim como a escrita de Jennifer Niven, por isso fiquei muito animado quando esse livro foi anunciado. E foi uma ótima leitura.

Gostei bastante de Claude e Jeremiah. Apesar de não concordar com muitas decisões que os dois tomaram ao longo da história, entendi o porquê delas - e talvez até fizesse o mesmo se tivesse no lugar dos dois. Mas mais do que a relação com Miah, gostei de ver a mudança das de Claude com as pessoas ao seu redor. É realmente difícil ver algo que consideramos sólido ruir e perceber que nossa verdade não é a "do mundo", mas esses momentos ainda podem render um aprendizado e Jennifer os mostrou muito bem.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

[Resenha] Juntando os Pedaços - Jennifer Niven

Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Holding Up the Universe
Compre: Amazon Brasil

Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares.

Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

Resenha:

"Às vezes as pessoas simplesmente fazem merda. Às vezes porque estão com medo. Às vezes elas escolhem fazer merda com os outros antes que possam fazer merda com elas. É uma forma de autodefesa de merda." - Jack.

Por Lugares Incríveis é um dos meus livros favoritos, então é óbvio que havia ficado animado para ler Juntando os Pedaços quando ele foi anunciado, principalmente pelo tema inovador sobre Prosopagnosia. É uma doença que não tinha o menor conhecimento, mas realmente existe - inclusive, um primo de Jennifer a tem -, por isso, assim que tive chance de iniciar a leitura, o fiz.

Assim como em Por Lugares Incríveis, nos apegamos com a dupla principal logo na primeira linha, pois Jennifer tem o dom incrível de criar bons personagens, com características reais. Sofremos com Libby todo o bullying que ela passa por ser gorda e cada agressão é mais dolorosa que a outra. Mas, apesar disso, o mais inspirador é ver que ela possui uma força de vontade para calar tais pessoas e quase sempre revida, não deixando-se humilhar. Já Jack também nos comove com seu problema, e a doença foi muito bem desenvolvida por Jennifer. Deve ser horrível não conseguir reconhecer rostos - principalmente para ele, após uma "confirmação" do que pode ter lhe causado esse problema.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

[Lista] 13 livros para ler em 2017!

Anualmente, fazemos listas com livros que queremos ler no ano que vai se iniciar. Nem sempre conseguimos cumprir muito o que desejamos, mas isso não nos desanima, então sempre temos uma atualizada hahaha. Eu já fiz a minha para 2017 e vou compartilhar com vocês.

Claro que existem muito mais livros que eu quero ler, mas esses são "prioridades". Além disso, todas as séries que forem citadas, eu realmente não li nenhum livro, então são só as que eu quero mesmo começar, e não as que preciso continuar - com exceção de Fogo Contra Fogo, porque era impossível não colocá-lo aqui depois de toda demora para essa versão brasileira sair, hahaha. Vamos lá!

1. Sob a Redoma - Stephen King:


Não só Sob a Redoma, como a maioria dos livros do Stephen. Meu principal problema para ler algo dele é o preço dos livros e esse ano, infelizmente, não vi muitas promoções envolvendo obras do autor hahaha.

2. Anjo Mecânico - Cassandra Clare:


Até hoje, não ouvi um comentário negativo sobre a trilogia, e esse só me deixa mais ansioso para ler não só Anjo Mecânico, como os outros.

3. O Lado Feio do Amor - Colleen Hoover:


Não só esse, como todos os outros - se eu gostar da escrita da Colleen, claro -, pois também só ouço coisas boas das histórias da autora. Mas como li as cinquenta primeiras páginas de Ugly Love enquanto um evento na Cultura não começava (hahaha), ele deverá ser o primeiro.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

[Resenha] Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven

Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 336
Classificação: 5/5 estrelas + Favoritado no Skoob
Título Original: All the Bright Places

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.

Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

Resenha:

“Aprendi que existem coisas boas no mundo se você procurar por elas...” - Finch.

Esse é, definitivamente, um livro daqueles onde você não sabe como começar uma resenha; um livro que você sente que mesmo fazendo uma resenha enorme, não vai conseguir explicar como ele é bom. Desde quando li a sinopse e vi a capa brasileira, fiquei com vontade de lê-lo - vontade essa que só aumentou com o passar do tempo e as resenhas mais que positivas que surgiam da obra. E ao finalizá-lo, comprovei que Por Lugares Incríveis realmente merece todos os elogios que recebe - merece mais, até!

É tudo tão bem construído pela autora que é até difícil saber pelo que começar a falar, mas vamos começar pelo "comum": os personagens. Apesar de Finch ter sido o meu favorito, é difícil dizer qual é o melhor, pois mesmo que Violet comece mais "apagada", com o passar dos capítulos a conhecemos melhor e a afeição que sentimos vai crescendo mais e mais. Mesmo Finch sendo o alívio cômico dos dois e bem independente, é possível ver como ele é triste e precisa de uma pessoa ao seu lado. E ao prova de o quanto esses dois são personagens humanos é que em determinado momento da história, senti um pouco de raiva de Finch por fazer Violet passar por determinadas coisas, mesmo que essa não fosse a intenção dele. Ou seja, eles erram e acertam diversas vezes durante a leitura.