domingo, 23 de outubro de 2016

[Crítica] The O.C. - 4ª Temporada

Status: Finalizada
Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 16 episódios
Classificação: 3.5/5 estrelas
Exibição: 2006/2007
Emissora: Fox

Nota: Todas as quatro temporadas de The O.C. estão disponíveis na Netflix desde 15 de Outubro de 2016.


A temporada começa cinco meses após a morte de Marissa em um acidente de carro. Ryan começa a temporada de forma isolada, um homem de luto. No entanto, o amor contínuo da família Cohen e a compania da excêntrica Taylor Townsend vai guiá-lo de volta para a luz. 

Enquanto isso, Seth e Summer enfrentar os problemas de um relacionamento de longa distância já que Summer vai para a faculdade. A primeira metade da temporada foca nos personagens aceitar a realidade do luto. A segunda metade se concentra nos personagens "encontrar-se" enquanto enfrentam de crises de identidade.


O fim não está próximo, está aqui!

Review:

(Spoilers abaixo!)

Chegamos a quarta e última temporada de The O.C.! Antes de tudo, se você só está lendo as críticas sem ter visto a série - o que eu espero que não, afinal todas estavam recheadas de spoilers -, vai logo assisti-la! Brincadeira, só queria dizer o quanto foi ótimo relembrar as temporadas por base dessas críticas, pois é tanta série atrasada que me falta tempo para rever The O.C. desde o primeiro episódio. Então, sem mais delongas, vamos ver o que os últimos episódios nos reservaram!

Como eu disse na review da terceira temporada, quando o primeiro episódio dessa confirmou a morte de Marissa, foi um caos. Uns gritavam que a série havia acabado e que a largariam (eu estaria nesse grupo, se tivesse assistido a série nessa época, mesmo que não a largasse, de fato), os que a odiavam comemoraram; e ainda havia os que acreditavam que era marketing por parte da emissora para recuperarem a audiência perdida. Mas com a real confirmação da morte da personagem, a audiência da série caía semanalmente, resultando em seu cancelamento. E mesmo com um final planejado e todas as tramas finalizadas, a temporada mostrou que o show não tinha a mesma força sua "garota-problema" e foi um ano sofrível.


A temporada começa cinco meses após a morte de Marissa, mostrando como a vida abalada dos personagens após sua perda. Na minha opinião, esse quarto ano é dividido em dois momentos: o primeiro é esse, bem dramático e com todos lutando para colocarem suas vidas no eixo após a morte; enquanto o segundo consiste em episódios mais leves, com várias sequências cômicas. Ryan se isola dos Cohen e entra em uma fase de destruição própria, passando a lutar boxe e sempre perdendo de propósito, para que a dor física seja maior que a da perda de seu grande amor - podem chorar, é de graça! -, mas não desiste de vingar-se de Volchok, unindo-se com Julie para isso. Além disso, Ryan ainda precisa lidar com a volta do pai, que ele rejeita de todas as formas no início.

sábado, 22 de outubro de 2016

[Crítica] The O.C. - 3ª Temporada

Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 25 episódios
Classificação: 4/5 estrelas
Exibição: 2005/2006
Emissora: Fox

Nota: Todas as quatro temporadas de The O.C. estão disponíveis na Netflix desde 15 de Outubro de 2016.

A temporada começa com Marissa sendo expulsa da escola Harbor após ter atirado em Trey para proteger Ryan. A família Cooper, fica sem dinheiro e é forçada a se mudar para um parque de trailers.

Marissa decide estudar em uma escola pública onde ninguém conheça sua história e, com isso, sua vida começa a ficar fora de controle. Os outros personagens olham para a faculdade, com Seth e Summer ambos competindo por uma vaga na Universidade Brown. 

A moral Sandy torna-se ameaçada quando ele assume a antiga posição de Caleb como chefe do Grupo Newport, perseguindo um projeto para estabelecer a habitação de baixa renda, em Newport. Já Ryan tenta resolver seus relacionamentos individuais com sua mãe e sua amiga de infância Theresa Diaz.


Review:
(Spoilers abaixo!)

O fim de uma era. Ou deveria dizer o fim de The O.C.?

Chegamos a 3ª e tão criticada temporada de The O.C. Vale lembrar mais uma vez que a review possui o maior spoiler de toda a série, então, se você ainda não terminou e não quer saber, só volte para ler o resto após finalizar a temporada. O motivo desse terceiro ano ser tão odiado - por quem  gostava da personagem, claro - é a morte de Marissa Cooper. Sim, a protagonista da série. O que se especula é que Mischa Barton foi cortada após inúmeras brigas com a produção, mas quando questionada sobre, a atriz não deu muitos detalhes, apenas reafirmando que não foi uma decisão dela  (a partir de 1:41 minutos do vídeo).

Além disso, a audiência da série começou a apresentar uma queda a partir desse ano - nada comparado à da 4ª Temporada, mas isso é assunto para a próxima crítica - e a Fox exigiu que os episódios fossem mais dramáticos, para assimilar-se à séries como Desperate Housewires, que vinham sendo um sucesso apostando nisso. Mas ironicamente, apesar da morte da personagem, a minha favorita de toda a série, essa temporada é minha favorita ao lado da primeira. Vamos ver o que os momentos finais de Marissa Cooper nos reservam?

Dois meses se passam desde o fim da 2ª Temporada e descobrimos que Trey está em coma. Com isso, os promotores estão pressionando Ryan, Marissa, Seth e Summer para mais informações sobre o acidente, mas eles continuam defendendo uns aos outros. Tentando seguir com sua vida, Marissa tenta organizar o festival anual do colégio, porém o diretor Hess também se vira contra a garota, disposto à expulsá-la da escola. O cara é um insuportável e acaba conseguindo seu objetivo, resultando na ida de Marissa para uma escola pública, onde ela começa a andar com Johnny e seus amigos, causando a preocupação de Summer e Ryan, que, ao lado de Seth, continuam determinados a trazê-la de volta para o colégio. Quando eles enfim conseguem algo contra o diretor, Johnny entra em depressão e Marissa resolve ajudá-lo, causando o fim de seu namoro com Ryan após um desastre.


Como eu disse na crítica da 1ª Temporada, a confiança que Ryrissa possuíam um pelo outro nunca mais foi a mesma após as armações de Oliver. E o pior é que diferente do primeiro, Johhny era uma boa pessoa, e o verdadeiro o garoto problema da escola era Kevin Volchok, com quem Marissa,claro, envolve-se posteriormente, piorando seu histórico com drogas. Volchok foi, de longe, o pior garoto com quem Marissa se envolveu, jogando-a em um caminho de autodestruição cada vez pior e deixando-a até mesmo chata em diversos episódios - particularmente, mesmo com os problemas que Marissa causava para si e para os outros nas temporadas anteriores, nunca cheguei de fato a odiá-la e sempre a defendi. Marissa sempre foi a garota-problema da série e todos os plots mais pesados eram jogados para ela, então é óbvio que essa é uma temporada marcante para a personagem nesse quesito. Demora bastante para ela perceber a toxicidade do namorado e quando enfim rompe com ele, decide ir morar com o pai longe de Newport.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

[Crítica] The O.C. - 2ª Temporada

Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 24 episódios
Classificação: 4/5 estrelas
Exibição: 2004/2005
Emissora: Fox

Nota: Todas as quatro temporadas de The O.C. estão disponíveis na Netflix desde 15 de Outubro de 2016.

A segunda temporada de The O.C. continua a seguir as relações tumultuosas românticas entre Ryan e Marissa, Seth e Summer, assim como Sandy e Kirsten. O Bait Shop torna-se um destino de destaque social para os personagens adolescentes.

Vários personagens recorrentes são introduzidos, tais como DJ, Lindsay, Zach, e Alex, aos quais os personagens principais se relacionam. O irmão de Ryan, Trey Atwood, sai da cadeia e ameaça trazer velha vida de Ryan de volta. Sandy e Kirsten também enfrentar novos conflitos após o afastamento dos filhos durante o verão.

Review:
(Spoilers abaixo!)

Califórnia nunca esteve tão quente!

Chegamos a tão esperada 2ª temporada de The O.C.! Nem preciso dizer que os adolescentes na época ficaram loucos esperando essa temporada como se dependessem dela para viver, não é?! Foram tantas pontas deixadas abertas pela primeira, que é quase impossível dizer qual queríamos que fosse logo resolvida. E o segundo ano chegou para mostrar que todos os acontecimentos do primeiro não eram nem o começo do que Orange Country ainda iria nos proporcionar: retornos, partidas, namoros lésbicos, namoros chatos... Como diz a tagline na capa dos DVDs, Califórnia nunca esteve tão quente!

Apesar de ser uma ótima temporada, essa certamente não conseguiu superar a anterior - e foi, provavelmente, a mais odiada pelos fãs de Sethummer. Seth, inclusive, conseguiu fazer o que eu achava impossível: detestá-lo. Tudo bem que Ryan era seu melhor amigo e até entendo sua partida, mesmo que fazendo isso ele tenha abandonado os pais e Summer, mas culpar Kirsten e Sandy pela decisão de Ryan foi a gota d'água. Essa escolha foi totalmente de Ryan, todos vimos o quão Kiki ficou devastada e a atitude não foi do feitio do Seth que vimos antes. Felizmente, esse plot da gravidez de Theresa foi resolvido rapidamente, trazendo Ryan de volta para Newport e fazendo Seth voltar a ser o mesmo de antes e retornar também. Mas ao chegar em casa, descobriu que Summer havia seguido a vida e estava namorando Zach, uma versão atlética dele, já que apesar de jogar, também gostava de quadrinhos e era infantil.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

[Crítica] The O.C. - 1ª Temporada


Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 27 episódios
Classificação: 4.5/5 estrelas
Exibição: 2003/2004
Emissora: Fox

Nota: Todas as quatro temporadas de The O.C. estão disponíveis na Netflix desde 15 de Outubro de 2016.

Orange County (de onde vem a sigla O.C.) é um paraíso localizado na Califórnia onde tudo aparenta ser extremamente "perfeito". Porém, por trás dos muros das mansões, mundos são destruídos, pessoas desmascaradas e segredos vêm à tona.

A vida de Ryan poderia ser totalmente diferente se o advogado Sandy Cohen não tivesse optado por adotá-lo, para que ele voltasse às ruas após sair da prisão. Em Orange County, sua vida se mistura a do "irmão" Seth e de Marissa, Summer e outros habitantes do rico condado da Califórnia.

Review:
(Spoilers abaixo!)

''California, Here We Come...''

Quem começou a ver séries na década de 2000 (ou até depois), provavelmente já deve ter ouvido falar de The O.C. Essa é uma das minhas séries favoritas e minha história com ela começou lá em 2006, quando o SBT exibia diversas séries nas manhãs de domingo, ela inclusa, e estava em algum episódio da terceira temporada. Eu assistia episódios avulsos, pois era pequeno e ás vezes nem sempre lembrava que iria passar. Foi só em 2010 que consegui acompanhar todas as temporadas cronologicamente, quando adquiri os DVDs, pois estava naquela famosa fase onde você ama o trabalho de um ator e quer assistir tudo o que ele já fez - nesse caso, era Mischa Barton. Original, postei as críticas das quatro temporadas em um blog que faço parte, o Meu Mundo Alternativo; mas com a chegada da série na Netflix, resolvi reescrevê-las e postar aqui também. Prontos para conhecerem ou revisitarem Newport?

A série conta a história de Ryan Atwood, um adolescente de dezessete anos que após quase ser preso por ser coagido a ajudar o irmão mais velho em um roubo, é levado por seu advogado, Sandy Cohen - sensibilizado com sua situação, expulso de casa pela mãe e sem ter para onde ir -, para morar com ele, em Orange Country, Califórnia. Lá, Ryan conhece e cria um laço de amizade com Seth, filho de Sandy; Summer Roberts, por quem Seth é apaixonado desde a infância; e por fim e mais importante Marissa Cooper, sua vizinha e interesse amoroso. Mas claro que nada será fácil em sua nova vida, e na cidade, o garoto será alvo de preconceitos, principalmente por Luke e Julie, o namorado e a mãe de Marissa; os demais ricos do local e, no começo, pela esposa de Sandy, Kirsten, assustada com o marido trazendo teoricamente um ex-presidiário para dentro de casa. Felizmente, ela logo percebe que Ryan não é um mau garoto e seu instinto materno fala mais alto.


O problema maior é com o próprio Ryan, que precisa se aceitar. Muita gente não gosta do personagem, mas ele é um dos meus favoritos porque o entendo. Ele sempre esteve acostumado a só se dar mal e ser maltratado e, do nada, as coisas mudam? Por isso o medo dele de se envolver, pois tudo pode acabar de uma hora para outra. Mas é óbvio que Ryan não conseguiria manter esse bloqueio por muito tempo, e logo se rende ao sentimento que tem por Marissa. A maioria dos fãs gostam mais de Seth e Summer - que também amo, claro - por ser o típico relacionamento de um nerd com uma patricinha, mas desde o início, torci muito mais por esses dois. Eles eram totalmente diferentes, mas iguais ao mesmo tempo. Se Ryan era um estranho no paraíso, Marissa também, porém no lugar onde ela nasceu e sempre viveu. Por isso, a atração foi imediata e os dois se completavam, de certo modo. São um meus casais de séries preferidos, definitivamente.

sábado, 1 de outubro de 2016

[Resenha] Boa Noite - Pam Gonçalves

Autora: Pam Gonçalves
Editora: Galera Record
Páginas: 240
Classificação: 4.5/5 estrelas
Título Original: Boa Noite

Alina quer deixar seu passado para trás. Boa aluna, boa filha, boa menina. Não que tudo isso seja ruim, mas também não faz dela a mais popular da escola. Agora, na universidade, ela quer finalmente ser legal, pertencer, começar de novo. O curso de Engenharia da Computação - em uma turma repleta de garotos que não acreditam que mulheres podem entender de números -, a vida em uma república e novos amigos parecem oferecer tudo que Alina quer. Ela só não contava que os desafios estariam muito além da sua vida social. 

Quando Alina decide deixar de vez o rótulo de nerd esquisitona para trás, tudo se complica. Além de festas, bebida e azaração, uma página de fofocas é criada na internet, e mensagens sobre abusos e drogas começam a pipocar. Alina não tinha como prever que seria tragada para o meio de tudo aquilo nem que teria a chance de fazer alguma diferença. De uma hora para outra, parece que o que ela mais quer é voltar para casa.

Resenha:

Boa noite, Alina!

Conheci a Pam Gonçalves em 2011, quando fui procurar uma resenha de Delírio mas o Google acabou me mostrando uma dela de Destino. A partir daí, a acompanho e fiquei extremamente feliz quando ela anunciou que lançaria dois livros, um em conjunto com três amigos (O Amor nos Tempos de #Likes, que será minha próxima leitura) e outro solo. Ao ler a sinopse de Boa Noite, acreditei que o livro seria um romance com um pouco de drama, mas após ler, comprovei que o livro era muito mais do que eu imaginava.

O romance, claro, está presente por meio de vários casais; mas o foco de Pam é trabalhar temas que precisam ser discutidos na sociedade, como machismo, preconceito racial e estupro. O que Alina sofre em sala de aula é revoltante! Não foi uma surpresa que os colegas dela tratassem as meninas da turma daquela forma, pois já é algo comum; o pior foi ver professores apoiando esse comportamento, é ainda mais inadmissível do que por parte dos alunos. Sou contra qualquer tipo de preconceito, então Pam conseguiu me envolver em todos os exemplos colocados no livro, pois assim como Alina, eu queria acabar com todos. Por isso, é claro que o livro possui um toque de feminismo. Mas não, Pam não força o leitor a dizer "Sou feminista!", ela apenas expõe o que todas as pessoas deveriam aceitar: todos temos o direito de ser o que e quem queremos ser, principalmente as mulheres, que sofrem preconceito por motivos fúteis.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Divulgado primeiro trailer oficial de "Fallen"!

Se for um sonho, não me acordem! Enfim vazou o primeiro trailer de Fallen, que já está totalmente gravado desde 2015. Veja abaixo:


O trailer ainda não foi lançado oficialmente pela produtora, por isso não está em HD. Mas isso deve ocorrer em breve - boatos que seria no dia 6 de novembro, mas por conta desse vazamento talvez seja antes. A estreia da adaptação estava prevista para setembro ou outubro, o que, obviamente, não deverá acontecer, já que nem poster temos ainda.

Eu gostei do trailer e acredito que o filme será fiel ao livro. Agora é esperar e rezar para que uma data oficial seja divulgada o mais rápido possível. Ansiosos para o filme? Vale lembrar que todos os livros já foram resenhados no blog. Para ler as resenhas, basta ir .

domingo, 18 de setembro de 2016

[Resenha] Os Diários de Carrie - Candace Bushnell

Autora: Candace Bushnell
Editora: Galera Record
Páginas: 400
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: The Carrie Diaries

Os Diários de Carrie começa no último ano de Carrie do ensino médio. Ela e seus melhores amigos Walt, Lali, Maggie são inseparáveis. E então Sebastian Kydd entra em cena. Sebastian é um bad boy, intrigante e imprevisível.

Carrie está em um relacionamento que ela sempre quis ter na escola, até que a traição de um amigo a faz questionar tudo. Com seus tempos de colégio chegando ao fim, Carrie vai perceber que chegou finalmente a hora de ir atrás de tudo o que ela sempre quis. Os fãs de Carrie vão aprender sobre seus antecedentes familiares – como ela encontrou seu talento para a escrita, e a impressão que suas amizades e relacionamentos deixaram sobre ela.

Resenha:

Carrie Bradshaw era uma garota do interior, mas sabia onde queria chegar...

Apesar de nunca ter me interessado para assistir Sex and the City, assim que a emissora CW confirmou a produção de The Carrie Diaries, que contaria a adolescência da protagonista da série, fiquei ansioso por sua estreia. Parte disso foi por conta de AnnaSophia Robb e Austin Butler serem confirmados como os protagonistas, mas quando a estreia ocorreu comprovei que a série era mesmo boa. E, como sempre, se existe um livro que inspirou algo que eu vi/vejo, quero lê-lo. E tal vontade só aumentou quando o seriado foi cancelada na segunda temporada.

Felizmente, ao terminar o livro posso afirmar o quanto as duas obras são extremamente parecidas. Claro que há mudanças (como corte de alguns personagens), mas a motivação de ambas mídias é a mesma. Várias cenas do livro foram colocadas na série, sem nenhuma mudança e se você tiver assistido a série antes como eu (ou vice-versa), vai reviver elas assim que ler. Por se passar nos anos 80, a história acrescenta muito do machismo da época, como só os meninos poderem escrever artigos no jornal da escola ou pregar a peça anual dos formandos sobre os diretores, por exemplo. Mas Carrie, claro, está aqui para quebrar todos essas oposições machistas.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

[Resenha] Invocação - Darkest Powers | Kelley Armstrong

Autora: Kelley Armstrong
Editora: Novo Século
Páginas: 304
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: The Summoning - Darkest Powers

Tudo o que Chloe Saunders desejava era uma vida normal, como a de qualquer outra adolescente: ir à escola, fazer amigos e, quem sabe, conhecer um garoto. Mas quando ela começa a ver espíritos, e se comunicar com eles, percebe que sua vida jamais será como a das outras garotas. Em pouco tempo, os fantasmas estão por toda parte, exigindo sua atenção.

Após seu primeiro surto, Chloe é enviada a uma instituição para crianças problemáticas. A principio, a Casa Lyle parece razoável, mas assim que conhece os demais internos – o charmoso Simon e seu sinistro e nada sorridente irmão Derek, a antipática Tori e Rae, que tem uma “quedinha” por fogo – Chloe começa a achar que algo estranho e ameaçador os reúne ali. Algo além de crianças com problemas comportamentais. E eles estão prestes a descobrir que a Casa Lyle não é mesmo um lar como outro qualquer...

Resenha:

Todos têm um poder oculto.

Invocação estava na minha wishlist há muito tempo; por isso, antes mesmo de começá-lo, eu já estava com expectativas medianas, afinal a onda "romance sobrenatural com uma mocinha introvertida e um rapaz misterioso" já passou.

Começando pelos personagens, não senti empatia por Chloe. Talvez seja porque já estou um pouco saturado de personagens principais com essas características - tímida, introvertida - em sobrenaturais; mas, diferente de Luce (de Fallen), por exemplo, a personagem deixa o mimimi ser maior do que ela mesma. Não torci nenhum momento por ela, e o mesmo ocorreu com Derek e Simon. O primeiro incorporou o papel de misterioso até demais e muitas de suas brigas com Chloe soaram forçadas, pois em algumas não havia motivo para toda a tensão. Já Simon não é tão chato quanto o irmão, mas acabei passando toda a leitura desconfiando que ele fosse o verdadeiro vilão, o que me impediu de gostar dele. As únicas que gostei foram Rae e Tori. A primeira tem várias falas e ações memoráveis - como uma envolvendo sua paixão por fogo -, enquanto a segunda conseguiu cumprir o papel de vilãzinha. O que ela fez com Chloe foi, no mínimo, perverso.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

[Resenha] Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven

Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 336
Classificação: 5/5 estrelas + Favoritado no Skoob
Título Original: All the Bright Places

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.

Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

Resenha:

“Aprendi que existem coisas boas no mundo se você procurar por elas...” - Finch.

Esse é, definitivamente, um livro daqueles onde você não sabe como começar uma resenha; um livro que você sente que mesmo fazendo uma resenha enorme, não vai conseguir explicar como ele é bom. Desde quando li a sinopse e vi a capa brasileira, fiquei com vontade de lê-lo - vontade essa que só aumentou com o passar do tempo e as resenhas mais que positivas que surgiam da obra. E ao finalizá-lo, comprovei que Por Lugares Incríveis realmente merece todos os elogios que recebe - merece mais, até!

É tudo tão bem construído pela autora que é até difícil saber pelo que começar a falar, mas vamos começar pelo "comum": os personagens. Apesar de Finch ter sido o meu favorito, é difícil dizer qual é o melhor, pois mesmo que Violet comece mais "apagada", com o passar dos capítulos a conhecemos melhor e a afeição que sentimos vai crescendo mais e mais. Mesmo Finch sendo o alívio cômico dos dois e bem independente, é possível ver como ele é triste e precisa de uma pessoa ao seu lado. E ao prova de o quanto esses dois são personagens humanos é que em determinado momento da história, senti um pouco de raiva de Finch por fazer Violet passar por determinadas coisas, mesmo que essa não fosse a intenção dele. Ou seja, eles erram e acertam diversas vezes durante a leitura.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

[Resenha] Perfeitos - Scott Westerfeld

Autor: Scott Westerfeld
Editora: Galera Record
Páginas: 382
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: Pretties

Tally finalmente é perfeita. Agora seu rosto está lindo, as roupas são maravilhosas e ela é muito popular. Mas por trás de tanta diversão – festas que nunca terminam, luxo e tecnologia, e muita liberdade – há uma incômoda sensação de que algo importante está errado.

Então Tally recebe uma mensagem, vinda do seu passado, que a faz se lembrar qual é o problema na sua vida perfeita. Agora ela precisará esquecer o que sabe ou lutar para sobreviver – as autoridades não pretendem deixar que alguém espalhe esse tipo de informação.

Resenha:

O que acontece quando ser perfeito não basta?

Feios não foi lá uma leitura muito feliz, mas ainda assim queria saber como a série continuava porque além da ideia extremamente criativa, Scott Westerfeld fez um final matador para o livro. Mas devido a decepção com o primeiro, adiei e muito a leitura de Perfeitos. Agora, após finalizá-lo, posso dizer que a série conseguiu crescer, mas ainda precisa - e muito! - melhorar em vários aspectos.

Assim como Feios, Perfeitos começa arrastado. Poucas passagens entre as 200 primeiras páginas realmente conseguiram me prender e várias cenas poderiam ter sido cortadas sem perder o sentido da trama. Para piorar, o autor usa e abusa da palavra borbulhante. É compreensível tanta repetição após a explicação, mas não deixa de incomodar. E mesmo a história tomando fôlego a partir da metade, as melhores páginas são as finais. A mente dos perfeitos também é bastante confusa no começo, pois não temos certeza se eles são ou não manipulados, mas Scott consegue explicar isso mais tarde. Mas um ponto positivo é a nova visão que temos da Nova Perfeição. Era óbvio que eles não era bonzinhos como tentavam aparentar, mas agora temos a chance de ver a manipulação em prática.