terça-feira, 23 de junho de 2015

[Resenha] Cartas de Amor aos Mortos - Ava Dellaira

Autora: Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Páginas: 344
Classificação: 5/5 estrelas + Favoritado no Skoob
Título Original: Love Letters to the Dead

Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora.

Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky.

Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

Resenha:

“Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos.” - Laurel.

Eu adiei muito a leitura desse livro. Algo me dizia que seria mais do mesmo. Mas resolvi dar uma chance e comecei a leitura. No começo, não me envolvi com a história e até pensei em parar, mas com o passar das páginas, ela fluiu e ao finalizar o livro, pude comprovar que Cartas de Amor aos Mortos é um dos grandes destaques do gênero.

Meu maior problema para não me envolver com a leitura inicialmente foi a protagonista, Laurel. A achei bastante imatura e infantil no início, mas com o passar das cartas, fui me identificando com ela e entendendo melhor seus motivos para fazer o que fez durante a história. Mudei totalmente minha visão e a adorei!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

[Resenha] Dente Por Dente - Jenny Han e Siobhan Vivian

Autoras: Jenny Han e Siobhan Vivian
Editora: Novo Conceito
Páginas: 510
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Fire With Fire

Depois dos acontecimentos do homecoming, Reeve foi parar no hospital, com uma perna quebrada, e seu futuro como atleta está ameaçado. As meninas se sentem culpadas por toda a situação. Não esperavam que as consequências do plano fossem tão graves. Quase perderam o controle.

Já que Reeve está mais arrogante do que nunca, o jeito será aplicar nele uma dose do seu próprio veneno e esperar que aprenda a lição. O acidente no baile deixou marcas profundas na consciência de Lillia, Kat e Mary. Sentimentos como amizade, lealdade e ódio se misturam, questionamentos sobre limites... Alguns segredos são mais difíceis de guardar. 

Aliás, o que são essas coisas estranhas que estão acontecendo com Mary? À medida que Lillia, Kat e Mary descobrem verdades incômodas sobre os moradores da ilha, percebem também que não se conheciam como pensavam. Cada vez mais elas lidarão com o sentimento de que talvez tenham ido longe demais...

Nota: Essa resenha pode ter spoilers do primeiro livro, Olho Por Olho.

Resenha:

Depois que a chama acende, só resta deixar o fogo arder...

Me surpreendi bastante com Olho Por Olho, e assim que terminei de lê-lo, comecei logo a continuação porque precisava saber as consequências que o baile iria causar. Confesso que fiquei meio receoso com o tamanho do livro, afinal ele tem 520 páginas - e ainda há um terceiro e último livro - e a trama poderia ficar arrastada por não ter história suficiente para isso. Mas me surpreendi e vi que tem para esse e muito mais!

A parceria de Jenny Han e Siobhan Vivian deu muito certo nessa trilogia e Dente por Dente não perde o ritmo. Até quando ela começa a se concentrar em um romance de Lillia e um certo personagem aí - que eu odiei, vale ressaltar -, porque você fica esperando que a bomba estoure a cada segundo. E quando isso aconteceu, não descansei enquanto não finalizei a leitura, que claro me deixou necessitando o terceiro livro. E achei interessante que as autoras optaram por cada uma das meninas ser um pouco mais protagonista em cada livro. No primeiro, era Kat; enquanto nesse é Lillia - que, felizmente, perdeu a superficialidade do livro anterior e revelou um triste segredo - e o próximo deverá ser Mary.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

[Resenha] Olho Por Olho - Jenny Han e Siobhan Vivian

Autoras: Jenny Han e Siobhan Vivian
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: Burn for Burn

Alguma vez você já quis realmente se vingar de alguém que a ofendeu? Talvez uma ex-amiga que a apunhalou pelas costas, ou um namorado traidor, ou um estúpido da escola que a humilhou desde que você era pequena… 

Alguma vez você já sonhou em envergonhá-lo na frente de todos? E, então, alguma vez você se uniu com outras duas pessoas para criar um elaborado esquema de destruição e revanche? A maior parte de nós não pode dizer que sim a todas essas perguntas (felizmente). Mas, certamente, todos nós somos capazes de nos identificar com muitos dos sentimentos de Kat, Lillia e Mary em Olho por Olho…

No entanto, de um exercício de malícia, de uma simples brincadeira adolescente, o jogo do “aqui se faz, aqui se paga” poderá assumir proporções trágicas, em que até mesmo as leis da natureza vão se dispor, misteriosamente, a acalmar os corações ofendidos. Deixe-se levar por uma genuína história sobre o certo e o errado, o justo e o injustificável e procure entender — se possível — os verdadeiros motivos que transformaram estas três meninas. Dramático, honesto e fascinante, este é um livro que ultrapassa todas as expectativas!

Resenha:

Garotas crescidas não choram. Elas acertam as contas!

Meu sentimento com esse livro antes de lê-lo era bastante bipolar. Havia adorado a capa e a premissa da história, pois adoro vinganças; ao mesmo tempo que achava que a história seria apenas mais do mesmo. Mas devido a promoção da Novo Conceito de vários títulos por apenas 9,90 me surpreendi com esse e sua continuação por esse valor e comprei os dois. E devo dizer, não me arrependi.

Sim, a história tem vários clichês que já vimos em vários filmes de brigas adolescentes como Meninas Malvadas, mas são esses clichês que nos deixam curiosos para saber de que modo será a próxima vingança das meninas - e isso me fez terminar o livro em um dia. E na minha opinião, dois dos três "vilões" realmente merecem tudo o que as meninas fazem, e muito mais. Não vou ser falso moralista e dizer que elas poderiam seguir outro caminho sem ser uma vingança. Eles destruíram a vida social de duas delas, nada mais justo que pagarem na mesma moeda. É a lei da ação e reação.

[Resenha] Conquista - Ally Condie

Autora: Ally Condie
Editora: Suma de Letras
Páginas: 360
Classificação: 3.5/5 estrelas
Título Original: Reached

Depois da fuga para as Províncias Exteriores, a vida de Cassia Reyes nunca mais foi a mesma. Todos os problemas que passou e a busca que empreendeu em Travessia pareciam tê-la levado ao lugar certo: à Insurreição, ao lado de Ky.

Mas as coisas não saíram exatamente como o esperado e Cassia foi mandada de volta à Sociedade. Longe de Ky, longe da família, longe de Xander. E, de repente, todos eram parte de algo muito maior, algo além do controle e algo sem volta… O fim da Sociedade estava próximo.

Em um momento todos estavam desempenhando seus papéis às escuras, na expectativa do grande dia. No momento seguinte, todos estavam prontos para derrubar o sistema e mudar de vida. Só que as coisas não são tão fáceis como poderiam parecer. Ao contrário, a praga que deveria ser o mais importante aliado dos revolucionários pode se tornar sua maior ameaça.

Nota: Esse é o último livro da trilogia e essa resenha pode conter spoilers de Destino e Travessia

Resenha:

Me perguntando quem flopou mais rápido: a Sociedade ou a trilogia.

Não é novidade que eu não sou grande fã dessa trilogia. Não achei Destino tão bom assim e Travessia foi pior. Mas eu tenho um sério "problema" de não abandonar séries mesmo que eu não goste, sempre com a experiência de melhora no próximo livro - quando eu abandono é porque realmente não tem jeito e eu sei que, pelo menos pra mim, não vai melhorar. E como Conquista é o último dessa trilogia, resolvi finalizá-la.

Infelizmente é definitivo, e essa série não me desceu. O começo desse volume foi tão arrastado quando Travessia, e só depois da metade ele começou a me deixar curioso com o que poderia acontecer. E isso tudo porque Ky, meu personagem favorito, acabou ficando em perigo. O resto passou por inúmeros perigos e não me preocupei com nenhum, para vocês terem ideia.

Mas confesso que achei interessante esse livro ter a narração dividida entre Ky, Cassia e Xander, pois quanto mais personagens no centro, mais visões temos de determinados assuntos. E a narração de Ally Condie também foi melhor do que nos dois anteriores. Já tinha notado que ela escreve o livro como uma poesia, e isso só ficou mais explícito nesse livro. E em um determinado momento, onde Cassia diz que mesmo amando Ky, sempre vai ter momentos que foi com Xander que ela viveu e sempre vai lembrar dele quando os fizer novamente. Achei isso muito bonito e é a mais pura verdade. Mas infelizmente, os personagens não tem força para segurar sua história. Até Ky ficou chato em boa parte desse livro.

E outro ponto que me deixou bastante frustrado foi não ter visto a queda da Sociedade, momento que estávamos esperando desde o primeiro livro e o máximo que recebemos é "a Sociedade foi destruída pela Insurreição, agora vamos ser felizes". Também descobrimos que um personagem mencionado em livros anteriores está vivo, mas ele sequer aparece - e a autora deixa inúmeras esperanças de seu retorno durante a leitura. Além do final da história, que passou uma sensação de vazia, como se algo faltasse.

É, a trilogia Destino não conseguiu me ganhar em nenhum ponto, seja distópia, romance - apesar de gostar bastante de Ky e Cassia, eles mal se encontram no livro antes dos capítulos finais, drama, enfim. Não é uma trilogia que eu recomendaria para ninguém, mas vai de cada um se arriscar. Só espero que o fim da Sociedade seja mostrado no filme que a Disney está produzindo. Se é que esse filme vai sair algum dia...

Trilogia Completa:
#1 - Destino
#2 - Travessia
#3 - Conquista


quarta-feira, 27 de maio de 2015

[Resenha] As Gêmeas - Saskia Sarginson

Autora: Saskia Sarginson
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Classificação: 3/5 estrelas
Título Original: The Twins

As gêmeas Isolte e Viola eram inseparáveis na infância, mas se tornaram mulheres muito diferentes: Isolte tem um emprego glamouroso em uma revista de moda de Londres, namora um fotógrafo e vive em um bairro descolado. Viola, desesperadamente infeliz, luta contra um transtorno alimentar e não faz questão de se ajustar a nenhum grupo. O que pode ter acontecido para levar as gêmeas a seguirem trajetórias tão desencontradas?

À medida que as duas jovens começam a reviver os eventos do último verão em família, terríveis segredos do passado vêm à tona – e ameaçam invadir suas vidas adultas.

Resenha:

Elas eram idênticas em todos os sentidos, até que o impensável as separou.

As Gêmeas é um livro um pouco desconhecido no Brasil. No Skoob, por exemplo, o número de leitores é bastante pequeno e eu mesmo não o conhecia até ver um vídeo no YouTube e me apaixonar pela capa. Aí a Novo Conceito fez minha felicidade ao colocar vários títulos em uma promoção de 9,90, incluindo esse. Infelizmente, a capa e o preço foram umas das poucas coisas que eu gostei no romance de Saskia Sarginson.

Começando pelas gêmeas, não consegui me identificar com as duas durante boa parte da história. Isso só foi acontecer lá pelos últimos capítulos, quando Isolte começa a descobrir algumas coisas - que não posso revelar por conta de ser spoilers. Na verdade, foi bem mais que isso. A partir de um determinado ponto da história, odiei as irmãs pelas atitudes que elas tomavam no passado. Ok, elas não estavam gostando do que estava acontecendo, mas determinada personagem não merecia a forma que elas a tratavam.

Porém com o fim se aproximando, entendi que esse tratamento era necessário para o plot twist da história - que acaba sendo previsível logo do início. Um ponto positivo é que esse acontecimento consegue conectar todas as pontas soltas da história e entendemos porque Issy e Viola tiveram caminhos tão distantes. Inclusive foi quando ele começou a ser desenvolvido lá pela metade do livro que comecei a ler sem conseguir largar o livro - o que aconteceu duas vezes antes disso. Também não gostei dos personagens secundários, apesar de que após a virada do livro, foi possível começar a torcer pelas irmãs e por um final feliz.

Achei a narrativa de Saskia muito monótona em certos momentos e algumas cenas poderiam ter sido cortadas sem alterar o final ou desenvolvimento do livro. Acho que essa demora e "cenas desnecessárias" é que causaram uma sensação de confusão nos leitores, que em certos momentos não sabiam se aquilo era passado ou presente - pois em determinado momento, quando já estamos familiarizados com a narrativa em 1ª pessoa (por Viola) ser a do passado e a em 3ª (por Issy) ser do presente; a de Viola começa a se alternar entre passado e presente.

O final é um pouco vago em relação ao que ocorre depois que os segredos vêm a tona, mas confesso que curti ter sido enganado por ele, pois pensei que aconteceria uma coisa, mas a situação se resolveu de outra forma. E no fim do livro tem uma entrevista com a autora que diz porque ela optou por esse desfecho. Não acho que ele prejudicou a leitura, até porque é meio óbvio o que acontece depois do ponto que a história parou. E não achei que o livro se encaixa no gênero Thriller; ele é mais um Drama, e se você for ler pensando isso, deverá curtir mais a leitura.

No geral, eu não leria novamente, mas não foi a pior história que já li. Acho que a segunda parte do livro - que começa de sua metade, mais ou menos - realmente é muito boa e consegue deixar o leitor curioso, mas não anula os pontos negativos que tirei ao concluir o livro.

terça-feira, 19 de maio de 2015

[Resenha] Inclassificável - Mel Fronckowiak

Autora: Mel Fronckowiak
Editora: Rubra
Páginas: 96
Classificação: 5/5 estrelas
Título Original: Inclassificável - Memórias da Estrada

A jovem artista de 25 anos é natural de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e sempre nutriu o desejo de vivenciar a fundo a experiência de compartilhar sua escrita com outros olhos e "ouvidos".

Uma apaixonada por palavras, estreia com "Inclassificável", livro escrito durante a turnê do grupo "Rebelde", do qual fez parte como atriz e cantora, desvelando cada cantinho do país.

Resenha:

"Há um mundo inteiro para desclassificar lá fora." - Mel Fronckowiak.

Não só no processo de criação mas como no de publicação, Inclassificável rendeu uma história. Nenhuma editora queria publicá-lo pois o livro não tem nenhuma categoria definida - não é romance, não é distopia, não é fantasia e por aí vai -, até que a Editora Rubra o lançou. E agora que o li pela segunda vez, me pergunto: um livro realmente precisa de ter alguma classificação? Para vender certamente sim, mas para contar uma história, não. E é isso que Mel mostra com seu livro.

[Resenha] A Herdeira - Kiera Cass

Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: The Heir

Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.

Resenha:

Trinta e cinco pretendentes e uma princesa. Uma nova seleção começou!

Quando Kiera Cass anunciou que escrevia novos livros de A Seleção, assim como muitos fãs, fiquei animado pois eu realmente gosto da trilogia original e dos personagens. E logo em seguida, foi anunciado que a história seguiria a filha de Maxon e America, o que deixou os fãs mais fervorosos pelo livro e para ver como seria o casal vinte anos depois de A Escolha.

Começando pela própria Eadlyn, entendo o porquê da personagem ser odiada por 70% dos leitores. Ela é realmente narcisista e irrita em alguns momentos. Muitos justificam esse comportamento pelo modo que ela foi criada, porém não podemos esquecer que seus irmãos desfrutaram da mesma criação, e não são nem um pouco como ela. Mas eu não acho que ela seja realmente desse jeito. Para mim, na verdade, ela é uma menina insegura. Isso é claramente mostrado na história, e acredito que ela repete tanto que é poderosa e que ninguém chega aos seus pés mais para confiar em si mesmo do que por achar que isso é verdade.

E juntando tudo isso vem a pressão que foi imposta nela desde criança, de que ela seria a herdeira do trono. Ela quer provar para si mesmo que é merecedora disso, mas principalmente, mostrar ao pai. Por isso, ela tem esse jeito narcisista, é modo de se auto proteger; além de deixar isso claro nas cenas que tem com Ahren. E também temos várias cenas onde ela é uma menina doce, principalmente quando está com Henri ou Erik - mostrando que ela não é tão egoísta como julgam.

sábado, 16 de maio de 2015

[Resenha] Uma Longa Jornada - Nicholas Sparks

Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Páginas: 368
Classificação: 4/5 estrelas
Título Original: The Longest Ride

Aos 91 anos, com problemas de saúde e sozinho no mundo, Ira Levinson sofre um terrível acidente de carro. Enquanto luta para se manter consciente, a imagem de Ruth, sua esposa que morreu há nove anos, surge diante dele. Mesmo sabendo que é impossível que ela esteja ali, Ira se agarra a isso e relembra momentos de sua longa vida em comum: o dia em que se conheceram, o casamento, os dias sombrios da Segunda Guerra e seus efeitos sobre eles e suas famílias. Perto dali, Sophia Danko, uma jovem estudante de história da arte, acompanha a melhor amiga até um rodeio. Lá é assediada pelo ex-namorado e acaba sendo salva por Luke Collins, o caubói que acabou de vencer a competição. Eles começam a conversar e logo percebem como é fácil estarem juntos. Luke é completamente diferente dos rapazes da faculdade. Não mede esforços para ajudar a mãe e salvar a fazenda da família. Aos poucos, Sophia começa a descobrir um novo mundo e percebe que Luke talvez tenha o poder de reescrever o futuro que ela havia planejado. Isso se o terrível segredo que ele guarda não puser tudo a perder. Ira e Ruth. Luke e Sophia. Dois casais de gerações diferentes que o destino cuidará de unir, mostrando que, para além do desespero, da dificuldade e da morte, a força do amor sempre nos guia nesta longa jornada que é a vida. 

Resenha:

Assim como todos os outros de Nicholas Sparks, eu só me interessei em ler esse livro por conta da adaptação cinematográfica que teria duas atrizes que eu acompanho no elenco. Mas diferente de todos os outros que li, esse eu consegui ler antes de assistir o filme. Eu até gostei da leitura, mas de todas que já fiz do autor, essa foi a que menos me prendeu. E a grande culpa disso foram as partes de Ira na história.

A história de Sophia e Luke é um clichê, mas é um clichê que você se pega passando as páginas e até gostando do que é apresentado. Porém, o livro insiste em sempre cortar a história dos dois para intercalá-la com a de Ira e Ruth, que eu achei muito chata. E se você for parar para contar, vai ver que os capítulos de Ira são extremamente longos comparados aos de Luke ou Sophia. Por mais que as duas histórias se conectem, continuei achando a trama do casal desnecessária. Inclusive, essa conexão entre as duas histórias é bem feita. A conclusão parece caminhar para um caminho clichê, mas uma reviravolta acontece e ela termina de outro jeito - que também foi clichê, admito, mas esse clichê foi bem mais interessante de ver do que o primeiro que prevemos.

Agora falando dos personagens em si, gostei bastante de Sophia e de Luke, por mais que em certo momento, a primeira tenha me chateado com certa hipocrisia. Sua melhor amiga começa a sair com o seu ex e ela solta um "ah, é porque ele é charmoso", mesmo depois de todas as traições que ele fez com ela antes dessa. E depois faz uma cena por não aceitar a decisão de Luke de continuar nos rodeios para ajudar sua mãe, como se não fosse tonta ao ponto de perdoar a amiga por traí-la dessa forma. Não existe isso de ser charmoso, Marcia ficou com Brian porque quis e pouco se importou com a amiga.

Já Luke foi um bom personagem. Foi o típico "ser imperfeito, mas que é um anjo" que o Nicholas sempre cria, mas não foi irritante. Marcia, apesar de tudo, também não foi um desperdício - por mais que eu tenha ficado com a sensação de que o envolvimento dela com Brian começou bem antes do que foi mostrado. Inclusive, vale mencionar o quanto o elenco foi bem escalado. Britt Robertson, Scott Eastwood e Melissa Benoist têm todas as características físicas que Sophia, Luke e Marcia apresentam nos livros, principalmente Britt. É possível até dizer que o Nicholas escreveu Sophia pensando na atriz, porque quem conhece o trabalho dela vê o quanto Sophia é parecida com ela.

No geral, a história foi boa, eu realmente só achei desnecessário esse foco enorme na trama de Ruth e Ira. Se você gosta dos livros do autor ou de romances clichês, Uma Longa Jornada pode ser bom. Mas se não, é melhor pensar bastante antes de arriscar.

[Resenha] O Inverno das Fadas - Carolina Munhóz

Autora: Carolina Munhóz
Editora: Leya
Páginas: 304
Classificação: 3/5 estrelas
Título Original: O Inverno das Fadas

Existem pessoas normais em nosso planeta. Homens e mulheres simples que nascem e morrem sem deixar uma marca muito grande ou mesmo significativa na humanidade. Mas existem outros que possuem talentos inexplicáveis. Um brilho próprio capaz de tocar gerações. Como eles conseguem ter esses dons? De onde vem a inspiração para criar trabalho maravilhosos? São cantores com vozes de anjos, artistas com mãos de criadores e escritores imortais. Existe uma explicação para isso.

Sophia é uma Leanan Sídhe, uma fada-amante, considerada musa para humanos talentosos. Ela é capaz de seduzir e inspirar um homem a escrever um best-seller ou criar uma canção para se tornar um hit mundial. A fada dá o poder para que a pessoa se torne uma estrela, um verdadeiro ícone, ao mesmo tempo em que se aproveita da energia do escolhido para alimentar-se. Causando loucura. E morte.

Resenha:

A magia ocorre ao longo das estações. As piores no inverno...

Minha primeira experiência com os livros da Carolina Munhóz foi O Reino das Vozes Que Não se Calam, que achei muito bom e me surpreendeu bastante. Depois dele, adquiri Feérica, mas acabei adiando a leitura e optei por O Inverno das Fadas, pois além de uma capa linda, o livro traria uma história inovadora onde as fadas não seriam tão boas assim como os filmes da Disney nos mostram.

E começando por ela, de fato, a história é inovadora e interessante. Quem poderia imaginar que Fadas poderiam um dia matar seres humanos para sobreviver? Porém, a história não foi bem desenvolvida na primeira parte do livro que dura até pouco mais de 100 páginas. Isso, sem dúvida, pode fazer muitos desistirem da leitura. Antes de investir na história principal, a Carolina focou na protagonista do livro para que o leitor criasse uma conexão com ela. De fato, consegui entender os motivos de Sophia e que suas ações não são com más intenções, ela apenas precisa disso para viver. Apesar de alguns deslizes por parte da personagem, a achei bem interessante, no geral.

Infelizmente, não posso dizer o mesmo de William. Não consegui me identificar tanto com ele, pois mais que ele tenha algumas características parecidas comigo. O achei bastante passional em certos momentos, e ele não precisava aceitar sempre o que Sophia fazia ou causava em sua vida. O mesmo digo de Leila. Ela não se mostra uma personagem necessariamente ruim, mas não cheguei a torcer por ela. Na verdade, uma das sequências que mais gostei foi o embate dela com Sophia, onde esta joga umas verdades (e não verdades) para a amiga.

Um ponto que merece destaque é cada capítulo se iniciar com uma frase de alguma música. E não músicas que combinam perfeitamente com o clima da história, que se passa na Inglaterra durante o inverno. Mas focando na segunda parte da história, devo dizer que valeu a pena não ter desistido do livro. Ela prende o leitor com a possibilidade de William ter ou não um final feliz com Sophia - e com tudo que é apresentado durante o livro, ambos os finais podem ser seguidos, o que só aumenta a tensão. William pode não ser um bom personagem, mas é inegável que ele e Sophia são um bom casal.

Inclusive, esse é um ponto que precisa ser deixado claro. O Inverno das Fadas é um livro que equilibra a tensão da história com a tensão sexual, então ele não é tão leve quanto O Reino das Vozes Que Não Se Calam, sendo assim, não recomendado para crianças. Alguns diálogos também foram bem infantis, o que não resultou uma nota maior para o livro. Mas o resultado final foi positivo - porém, se a primeira parte tivesse sido desenvolvida com mais rapidez, o livro poderia ter se saído muito melhor.